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Quem diz o que é certo?

…os gentios, que não têm lei […] servem eles de lei para si mesmos. (Romanos 2.14)

Os que rejeitam os padrões de certo e errado são, muitas vezes, absolutamente incoerentes. Quando pensam que são tratados de forma injusta, apelam para um modelo de justiça e esperam que todos sigam tal padrão.

Um professor de filosofia começava cada novo semestre perguntando à classe: “Vocês acreditam que existem valores absolutos, como a justiça, e que estes podem ser comprovados?” Os alunos adeptos do livre pensamento argumentavam que tudo é relativo e nenhuma lei pode ser aplicada de forma universal.

Ao final do semestre, o professor dedicava um período de aula para debater a questão. Por fim, concluía: “Independente do que vocês pensam, quero que saibam que a existência de valores absolutos pode ser comprovada. E se vocês não aceitam o que estou dizendo, vou reprová-los!” Um estudante, irado, levantou-se e insistiu: “Isto não é justo!” E o professor respondeu: “Você acabou de comprovar a minha tese: apelou para um padrão maior de justiça.”

Deus deu a todos o discernimento sobre o certo e o errado (Romanos 2:14,15), e Seus padrões morais estão descritos na Bíblia. Toda vez que usamos as palavras bom e mau indicamos um padrão, pelo qual fazemos tais julgamentos. Os valores bíblicos valem para qualquer época, porque têm sua origem no Deus eterno e imutável.

Somente Deus tem o direito de definir o que é errado.

ABRIR ESTRADAS, MAS FECHAR DESVIOS

caminhando

De Jacinto Flecha

Quando a mãe ensina o bebê a dar os primeiros passos, pode estar iniciando a trajetória de um grande velocista. Mas pode também estar ensinando-o a caminhar para um precipício. Nenhuma mãe deixará de ensinar, pois o normal é o filho aprender a andar. Se depois contraria advertências sensatas e envereda por caminhos perigosos, será dele a responsabilidade. E também serão dele as consequências.

Ao longo da vida, a cada instante é necessário tomar conscientemente uma decisão, escolher entre o caminho certo e o errado, entre o melhor e o pior, entre o bem e o mal. A assistência da mãe, a instrução do professor, a ordem do superior, são elementos indispensáveis para orientar rumo à decisão certa. Cada decisão pelo caminho certo torna as seguintes mais fáceis, e elas quase se transformam em reflexos automatizados. São mais seguros os caminhos percorridos, estradas conhecidas, doutrinas comprovadas, mas persiste sempre a possibilidade de encurtar caminhos, investigar novas possibilidades. Ou tomar o caminho errado.

         Nenhuma novidade nos conceitos expostos até aqui. Mas pode ser novidade para muitos que os progressos da ciência confirmam cada vez mais a boa prática doméstica, escolar ou profissional conhecida desde sempre. Entre as inúmeras áreas científicas atuais, a Neurociência progride muito no entendimento da nossa ampla, complexa e grandiosa estrutura neurológica, desde o seu centro no cérebro até o mais distante sensor epidérmico ou conexão neuromuscular.

         Não vamos enveredar pelo estudo desses labirintos de extrema complexidade, vou apenas lembrar alguns progressos científicos da área, que me têm chegado ao conhecimento. E farei uma aproximação oportuna deles com as práticas que toda boa mãe conhece e aplica, sem para isso necessitar de grandes estudos.

O ensino se faz frequentemente pela repetição da mesma tarefa. Não basta mostrar a um bebê como deslocar um pé depois do outro, em seguida deixá-lo alcançar sozinho o automatismo e segurança dos movimentos. Para atingir esse ponto ele deve ser amparado e sustentado, enquanto comete erros e quedas assistidas. E nem se opõe a isso, que lhe parece um divertimento.

Numa fase posterior, quando já consegue andar sozinho e adquire autonomia de movimentos, pode querer usá-los para o que é errado, perigoso ou inconveniente, e deve ser acompanhado com atenção para evitar riscos como fogo, objetos cortantes, escadas, etc. Pode achar bonito, por exemplo, espremer uma bisnaga de creme dental. Seu cérebro ainda não está preparado para entender por que não deve fazê-lo, daí ser necessário alguém proibir. Cabe à mãe impedir, e na medida do possível explicar por que não é bom. Deve até usar alguma violência física, se a criança insistir.

         Parece supérfluo entrar em detalhes tão elementares e evidentes, e eu não ocuparia com eles o leitor, se não fossem hoje tão desprezados. Desprezados por quem? Entre outros, por fazedores de leis, como a que proíbe aos pais e educadores castigos físicos aos birrentos, preguiçosos, refratários, “malfeitores”. Sim, malfeitores (entre aspas, por enquanto), pois o caminho deles será este, se não forem impedidos pelos educadores. Parafraseando o presidente JK, educar é abrir estradas; e acrescentamos: …mas fechar desvios. Impedindo aos pais e educadores o uso desse recurso válido, e muitas vezes necessário, resta saber quem se responsabilizará pelos desvios de conduta de quem não foi convenientemente educado: Os autores da lei? Os deputados que a aprovaram? O governante que a assinou?

         (E o que tem a Neurociência a ver com isso?)

         A Neurociência está desvendando um mundo maravilhoso, por meio de recursos tecnológicos como a ressonância magnética, que mapeia e estuda os caminhos das informações que entram no cérebro e são registradas, como também as que se originam no cérebro e comandam o organismo. Descobriu, por exemplo, que o trajeto dos estímulos nervosos se amplia e reforça, estabelece novas conexões à medida que seu uso se repete. Assim uma trilha se transforma em autoestrada, conectando-a com os caminhos secundários e desvios que surgem.

Na aprendizagem escolar, por exemplo, a forma de uma letra é percebida pelo sentido da visão; esse conhecimento é ampliado e reforçado enquanto a mão “desenha” a letra; e também quando o som da letra é repetido no bê-a-bá. Os três caminhos se reforçam. Os trajetos menos usados permanecem disponíveis, como alternativas em caso de necessidade. Por exemplo, quando se aprende a escrever com a mão direita, fica “analfabeta” a esquerda; mas se os movimentos com a direita são perdidos ou prejudicados, a esquerda pode ser treinada. Exigirá esforço, novo aprendizado, talvez punições, mas as estradas neurológicas estarão disponíveis.

         Recuso-me a admitir como válida uma “lei da palmada”, interferindo nesse processo e prejudicando-o. Quem inventou essa aberração legal, provavelmente não recebeu quando criança as palmadas corretivas que lhe eram devidas; ou então não bastaram as que recebeu. Em ambos os casos, ainda é tempo de aplicar o que faltou, com juros e correção monetária. E até com instrumentos mais eficientes.

(*) Jacinto Flecha é médico e colaborador da Abim

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


Foie gras e irracionalidade

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Gregorio Vivanco Lopes 

Os gregos antigos ficaram conhecidos como os pioneiros da filosofia; os romanos pelo seu corpo de leis; os medievais pelo seu cristianismo autêntico, que inspirou a filosofia escolástica e a arte gótica. Os séculos futuros poderão classificar nossa época como a da irracionalidade total.

A cada dia se nos impõe uma nova insensatez. Seja nas modas, no plano intelectual, nos costumes, nas leis que vão sendo aprovadas.

Evidências de furar os olhos e sobre as quais se assentaram durante milênios todas as civilizações, mesmo as mais diferentes e até opostas, são agora alegremente (ou imbecilmente) contestadas, apesar de decorrerem da própria natureza das coisas

Não, caro leitor, não vamos falar aqui da teoria de gênero. Poderíamos nos referir a ela, mas não é o nosso tema de hoje.

Vamos tratar de um assunto culinário, pois até lá chega a irracionalidade. Trata-se da proibição do foie gras (fígado gordo), uma iguaria muito apreciada.

O que é o foie gras? É um patê gorduroso feito com o fígado dilatado de patos, gansos ou marrecos. Essa dilatação pode ser o resultado orgânico de uma ave que se alimentou a seu bel-prazer e engordou muito, como pode também ser induzida, fazendo com que as aves sejam submetidas a uma vida confinada com alimentação forçada.

Quem não gosta de uma camada de foie gras no pão, seja no café da manhã ou como antepasto? Seria um erro achar que é uma iguaria apenas dos ricos. Quantos camponeses por esse mundo afora, e não só na França, criadores de aves, se beneficiam de vez em quando do foie gras extraído de um de seus animais mais gordos!

Pois bem, agora a Prefeitura Municipal de São Paulo aprovou uma lei proibindo o consumo de foie gras! Ele decorreria de uma crueldade para com as aves!

Poder-se-ia argumentar que alguns métodos de alimentação de animais são tão artificiais que, pelo que têm de exagerado, atentam contra a própria racionalidade humana. A admitir-se essa possibilidade, seria o caso então de proibir esses métodos, mas não de proibir toda e qualquer comercialização do foie gras.

Não vamos nos deter no aspecto legal, pois uma lei desse tipo só teria sentido se promulgada no âmbito federal. É ridículo obrigar o paulistano a deslocar-se até um município vizinho, como Guarulhos ou São Caetano, por exemplo, para servir-se de foie gras.

Segundo historiadores, os primeiros foie gras datariam de três mil anos antes de Cristo e teriam sido detectados pelos egípcios em gansos selvagens, imigrados às margens do rio Nilo. Os egípcios concluíram que algumas espécies de aves migratórias poderiam se superalimentar naturalmente, para conseguir sobreviver durante o inverno, ou para enfrentar longos trajetos migratórios. Eles começaram então a desenvolver a prática da engorda dos gansos, de maneira a obter o foie gras.

O foie gras também é citado na época romana. Horácio descreve um magnífico banquete, no qual o fígado de um ganso branco engordado com figos estaria no menu.

O chefe de cozinha Gabriel Matteuzzi,  formado na Escola Hofmann, em Barcelona, explica que a engorda ou confinamento de animais não se aplica apenas aos patos e gansos, mas também aos bovinos, galinhas e perus, para que deem mais carne. “Vamos proibir tudo isso? Vamos proibir a pesca de arrastão, porque prejudica nossa fauna marinha? […] Essa lei abrirá precedente para futuras leis? Ou simplesmente estamos perdendo nosso poder de livre-arbítrio?” questiona ele. (“Folha de S. Paulo”, 23-5-15)

A proibição do foie gras é mais um exemplo da influência deletéria exercida por certa corrente ecologista radical que nega o preceito bíblico de que os animais devem estar submetidos ao homem e servi-lo. Para essa corrente, haveria uma igualdade de direitos entre homens e animais, o que é frontalmente contrário à ordem da Criação e ofende o Criador.

Relata a Sagrada Escritura: “Então Deus disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra’” (Gen. 1,26).

(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


PLANNED PARENTHOOD — macabra indústria que comercializa órgãos de bebês abortados!

Essa organização internacional transformou a prática do aborto em larga escala num lucrativo “negócio”. Gravações revelaram um verdadeiro genocídio!

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Paulo Roberto Campos

O que muitos já desconfiavam agora ficou comprovado: a Planned Parenthood Federation of America trafica órgãos de bebês.

Como é público e notório, essa multinacional aborteira, que detém a maior cadeia de clínicas de aborto dos Estados Unidos, é financiada pelo governo americano — do qual recebe 528 milhões de dólares/anuais de impostos dos contribuintes. Também recebe doações de grandes instituições, como a Fundação Ford e a Fundação Bill Gates & Melinda. Com esses financiamentos — concedidos à sombra do subterfúgio de ajuda para o “planejamento familiar” e a “paternidade responsável” — os agentes da Planned Parenthood, além de praticarem aborto em larga escala nas cidades americanas, promovem essa prática assassina nos cinco continentes. Consta que essa organização internacional é responsável por aproximadamente 300 mil abortos por ano!

Representantes da empresa de biotecnologia Center for Medical Progress – CMP (Centro para o Progresso Médico), simulando interesse pela compra de órgãos de bebês abortados em clínicas da Planned Parenthood, marcaram entrevistas com dirigentes da multinacional em restaurantes, e com câmaras escondidas, gravaram o negócio macabro. Seis vídeos, divulgados recentemente e que documentam a comercialização de tecidos fetais, causaram horror nos Estados Unidos e em incontáveis pessoas do mundo inteiro.

 

Verdadeira “fábrica de abortos” para venda de órgãos

No primeiro vídeo, divulgado pelo CMP em 14 de julho, a Dra. Deborah Nucatola, diretora de Pesquisa Médica da Planned Parenthood, durante um almoço, enquanto come algo e toma uma taça de vinho, negocia o preço “razoável” para a venda de órgãos de bebês abortados, e assegura: “Nós somos muito competentes em obter corações, pulmões e fígados”… Com aparente naturalidade, ela conta como os médicos, durante o aborto, trabalham para preservar intactos órgãos vitais e membros inteiros dos corpos dos nascituros. Entre outros horrores, essa diretora afirma friamente: “Muita gente quer o fígado. Então, por isso alguns profissionais usam o ultrassom, para se guiarem e saberem exatamente onde estão colocando seus instrumentos cirúrgicos”.

Em matéria divulgada em 22-7-15, a “ACI/EWTN Noticias” explica que tal prática (denominada partial-birth – “nascimentos parciais”) constitui delito federal nos Estados Unidos, com penas que podem chegar a “10 anos de prisão ou uma multa de até meio milhão de dólares”. Mas a Dra. Nucatola disse na gravação que “leis são sujeitas a interpretações”…

Pode-se deduzir das gravações — e o Center for Medical Progress o afirma — que os nascituros estão perfeitamente formados, portanto em estágios finais da gestação, uma vez que os “abutres” precisam abortar preservando os órgãos intactos.

Em outro vídeo, este difundido no dia 21 de julho, a presidente do Conselho de Diretores Médicos da Planned Parenthood, Dra. Mary Gatter, durante outra lucrativa e macabra negociação de pedaços de bebês, tratando dos valores, pergunta inicialmente: “Por que não começam me dizendo quanto estão acostumados a pagar?”… E acrescenta: “Nas negociações, o primeiro a lançar um preço fica em desvantagem?”. Em tom de piada, a Dra. Gatter acrescenta que precisa cobrar, pois “quero comprar um Lamborghini”. E sugerindo o preço de 75 dólares para cada órgão, propõe o valor de 100 dólares “por órgãos que estejam em condições ótimas”. Ela conclui que “a compra tem que ser suficientemente grande para que valha a pena para mim”…

 

Outras gravações registram tráfico de órgãos de nascituros

Em comunicado divulgado em 16 de julho, a mencionada agência de notícias ACI informa que Eric Ferrero, vice-presidente de comunicações da Planned Parenthood, assegurou que essa organização não recebe “benefício econômico pela doação de tecidos fetais’”.

Entretanto, as entrevistas gravadas não deixam dúvidas de que o tráfico de inocentes seres humanos é habitual nas clínicas de abortamento da Planned Parenthood, inclusive para utilização de fetos em cosméticos! Por isso diversos movimentos anti-aborto dos EUA estão se manifestando, exigindo o cancelamento de todo financiamento para a organização, a abertura de uma investigação criminal e o fechamento de suas clínicas infanticidas.

Num terceiro vídeo, divulgado em 28-7-15, a gravação corrobora a mesma denúncia de tráfico de órgãos por parte da Planned Parenthood. Nele aparece a chefe de Planejamento Familiar da organização internacional pró-aborto discutindo valores para órgãos de bebês abortados. Há também uma conversa da Dra. Savita Ginde — vice-presidente e diretora médica da Planned Parenthood das Montanhas Rochosas — com um representante do CMP que simula ser comprador de tecidos para experiências, na qual são avaliados os valores de pedaços de um feto filmados numa bandeja.

Além disso, o vídeo contém depoimento de uma ex-funcionária da Planned Parenthood, Holly O’Donnell, que confirma o tráfico de órgãos de inocentes abortados e conta que, na primeira vez que ela teve de separar os elementos fetais, chegou a desmaiar. As imagens são, no mínimo, chocantes e indignantes, aparecendo inclusive funcionários com pinças separando partes de um bebê retalhado para venda! Essas gravações de “negócios” macabros, que comprovam as denúncias do CMP, encontram- se disponíveis no seguinte link:http://blogdafamiliacatolica.blogspot.com.br/

 

Sangue inocente não pode correr em vão

Apesar de tal escândalo envolvendo a Planned Parenthood, o Partido Democrata, ao qual pertence o presidente Obama, em vez de exigir uma investigação dessa organização, pediu que se investigue o CMP, por fazer gravações clandestinas… Não sabem os membros desse partido de esquerda que as leis americanas garantem esse tipo de gravação nos trabalhos de jornalismo investigativo?

“‘O Congresso [americano] deve – e vai – investigar e colocar um fim nessas práticas bárbaras’, afirmou o deputado Chris Smith, no que foi seguido por vários colegas, incluindo o presidente da Casa, John Boehner. Os governadores do Texas e da Louisiana anunciaram ações semelhantes”, informa matéria publicada na “Gazeta do Povo” (20-7-15), de Curitiba.

Evidentemente, trata-se de um delito perante as leis humanas. E perante as leis divinas? Sem dúvida, essa monstruosidade constitui um pecado que “clama aos Céus e brada a Deus por vingança”.

Desse “comércio” pode-se concluir que tamanha infâmia é resultado da mentalidade abortista largamente propagada por governos esquerdistas e movimentos feministas que, abusando de eufemismos, defendem o “direito reprodutivo da mulher”, ou o “direito da mulher sobre seu corpo”… Mas, pergunto: é “direito da mulher” executar o próprio filho? E o que pensar de uma “civilização” na qual, enquanto os animais são contemplados com direitos próprios a seres racionais, os bebês podem ser abortados, esquartejados e vendidos em pedaços para experiências laboratoriais ou como ingredientes para cremes faciais?

O que pensar de uma época que se deixa influenciar por certa mídia que procura inocentar o crime do aborto e promover — como o fez recentemente — espalhafatoso estrondo publicitário tendente a provocar uma revolta mundial devido ao abate de um leão no Zimbábue? Resultado dessa ação midiática: num clima de histeria, muitos chegaram a usar luto pela morte do leão africano! Mas certamente não se indignaram contra os açougueiros de bebês. Estamos assistindo, assim, à mais completa inversão de valores. Contudo, para Deus o sangue inocente dessas crianças não pode correr em vão!

(*) Paulo Roberto Campos é jornalista e colaborador da ABIM.

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


Novelas, “gênero” e uma encíclica

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Gregorio Vivanco Lopes

Um fato sintomático! Novelas televisivas vêm impondo ao público brasileiro a aceitação de um nível de moralidade baixíssimo. As situações mais degradantes do ponto de vista moral são apresentadas com “naturalidade”, como se fossem normais. As novelas vêm se apresentando como o carro-chefe da imoralidade ambiente.

Mas quando a dose de veneno é forte demais, indo além daquilo que o paciente consegue absorver, de duas uma: ou a vítima engole a peçonha e morre, ou a repudia e com isso fica mais arredia ao veneno, além de pôr a nu a indústria de perversão que o difunde.

O segundo caso foi o que se deu com a tentativa de impor ao público brasileiro os horrores moralmente deteriorantes da novela “Babilônia”, um ambiente onde o lesbianismo, a transexualidade e os traficantes proliferam. A reação do público foi forte. A audição da novela caiu vertiginosamente. Foi a novela da Globo menos assistida da história no horário.

E o diretor-geral da Rede Globo, Carlos Henrique Schroder, perguntado pela jornalista Lígia Mesquita “estão pisando em ovos após ‘Babilônia?’”, respondeu: “Conversamos muito internamente sobre isso. O País é mais conservador do que você imagina” (“Folha de S. Paulo”, 27-6 e 20-7-2015).

Essa nota conservadora, que vem se afirmando cada vez mais no panorama nacional (e não só nele!), está provocando o desespero em certas cúpulas da esquerda que imaginavam poder conduzir o País para os sucessivos abismos da corrupção moral. Alguém moralmente corrompido é uma pessoa entregue, que não tem forças para lutar contra os desmandos ideológicos ou políticos, seja do comunismo ou do socialismo em suas diversas formas e cores, seja ainda do ecologismo panteísta.

O caso da novela “Babilônia” levou a jornalista Cristina Padiglione a comentar: “Diante de tendências conservadoras e de uma polarização de comportamentos, ideologias e religiões, é de se perguntar como um canal de TV, que sempre foi bem-sucedido em agradar o gosto médio da massa, tem agido na escolha de sua programação” (“O Estado de S. Paulo”, 27-6-15).

Mas o conservadorismo em ascensão não se limita a desdenhar uma novela fortemente imoral, ele tem manifestações multiformes.

Os jovens do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira que foram à Câmara de Vereadores de São Paulo pleitear a retirada do Plano Municipal de Educação das expressões “gênero”, “teoria de gênero” e outras que tais, contaram-me que os representantes pró-família se encontravam em número bem maior e eram mais atuantes do que aqueles recrutados pelos movimentos homossexuais e feministas. Os vereadores tiveram o bom senso de retirar as indigitadas expressões.

Isso não se deu apenas em São Paulo. Pelo Brasil afora, pressões do eleitorado conservador levaram numerosas Câmaras Municipais a rejeitar as ingerências do Ministério da Educação no sentido de obrigar as escolas a ensinar tais teorias abstrusas. O plano maquiavélico do Ministério consistia em fazer aprovar seu nefando desiderato pelas Câmaras Municipais, depois de ter sido ele derrotado na Câmara dos Deputados, em Brasília. Mas o conservadorismo foi mais forte, ao menos em grande número de importantes municípios.

Não vamos analisar aqui as manifestações de conservadorismo no intrincado campo político, pois isso nos levaria muito longe; e ademais, tais manifestações são de conhecimento geral. O PT que o diga.

Lembramos apenas os insucessos de diversos governos que, propelidos por bispos e padres da esquerda católica, tentaram impor ao Brasil uma Reforma Agrária radical que o levasse rapidamente às portas do comunismo.

Por fim, uma palavra sobre as resistências conservadoras ao ecologismo alarmista e sem base científica. Muito contestado e à míngua de provas para suas afirmações mirabolantes, ele procura utilizar para seus objetivos a recente e perplexitante encíclica do Papa Francisco, tendente a um ecologismo radical. Sem muito resultado, diga-se de passagem.

(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)