Living The Life Without Labels

Posts com tag “religião

De onde veio este papo de fundamentalismo?

fundamentalismo-religioso

Pe. José Eduardo de Oliveira e Silva

Quando você expõe um argumento racionalmente, com todo rigor metodológico, apresentando fontes primárias, documentação farta, e o seu interlocutor lhe fixa o rótulo de “fundamentalista”, inicialmente você tolera, mas depois começa a desconfiar que a recorrência da ideia não é casual…

De fato, hoje em dia, quanto mais uma pessoa repete chavões como quem pontifica infalivelmente, respaldado pelo chorum uníssimo da coletividade, mais é necessário averiguarmos qual a origem do bordão, essa sim, quase sempre infalivelmente ignorada pelo acusador.

O termo em questão foi uma invenção de teólogos conservadores presbiterianos e batistas que, por volta de 1910, para se distinguirem de teólogos “liberais”, acabaram por se autodenominarem “fundamentalistas”.

Contudo, a noção de “fundamentalismo” sofreu uma mutação, e esta sua nova acepção foi criada propositalmente para liquidar com a resistência religiosa ao secularismo-laicismo imposto pelos agentes globalistas com sua nova ética relativista.

Numa obra muito conhecida sobre o tema, Karen Armstrong afirma que o “fundamentalismo” é um fenômeno recente, característico do final do século passado.

“Um dos fatos mais alarmantes do século XX foi o surgimento de uma devoção militante, popularmente conhecida como ‘fundamentalismo’, dentro das grandes tradições religiosas. Suas manifestações são às vezes assustadoras. Os fundamentalistas não hesitam em fuzilar devotos no interior de uma mesquita, matar médicos e enfermeiras que trabalham em clínicas de aborto, assassinar seus presidentes e até derrubar um governo forte. Os que cometem tais horrores constituem uma pequena minoria, porém até os fundamentalistas mais pacatos e ordeiros são desconcertantes, pois parecem avessos a muitos dos valores mais positivos da sociedade moderna. Democracia, pluralismo, tolerância religiosa, paz internacional, liberdade de expressão, separação entre Igreja e Estado – nada disso lhe interessa” (Karen Armstrong, Em nome de Deus. O Fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo, Companhia das Letras, São Paulo, 2009, p. 9).

Pouco mais abaixo, a autora explicita ainda mais o motivo pelo qual seria necessário enquadrar os tais “fundamentalistas”: “Em meados do século XX acreditava-se que o secularismo era uma tendência irreversível e que nunca mais a fé desempenharia um papel importante nos acontecimentos mundiais. Acreditava-se que, tornando-se mais racionais, os homens já não teriam necessidade da religião ou a restringiriam ao âmbito pessoal e privado. Contudo, no final da década de 1970, os fundamentalistas começaram a rebelar-se contra essa hegemonia do secularismo e a esforçar-se para tirar a religião de sua posição secundária e recolocá-la no centro do palco” (Ibidem, p. 10).

Em outras palavras, a preocupação fundamental da autora é assegurar aos agentes secularistas que continuem expandindo-se vorazmente, corroendo as raízes religiosas do ocidente, confinando os “religiosos” em sua intimidade até que os mesmos sejam totalmente aniquilados, e o homem pós-moderno possa continuar sendo alvo de um projeto pseudo-civilizatório irreligioso.

“No início de seu monumental Projeto Fundamentalista, em seis volumes, Martin E. Marty e R. Scott Appleby afirmam que todos os ‘fundamentalismos’ obedecem a determinado padrão. São formas de espiritualidade combativas, que surgiram como reação a alguma crise. Enfrentam inimigos cujas políticas e crenças secularistas parecem contrarias à religião. Os fundamentalistas não vêem essa luta como uma batalha política convencional, e sim como uma guerra cósmica entre as forças do bem e do mal. Tentam aniquilá-lo e procuram fortificar sua identidade sitiada através do resgate de certas doutrinas e práticas do passado. Para evitar contaminar-se, geralmente se afastam da sociedade e criam uma contracultura; não são, porém, sonhadores utopistas. Absorveram o Racionalismo pragmático da modernidade e, sob a orientação de seus líderes carismáticos, refinam o ‘fundamental’ a fim de elaborar uma ideologia que fornece aos fiéis um plano de ação. Acabam lutando e tentando ressacralizar um mundo cada vez mais cético” (Ibidem, p. 11).

A obra citada por Karen Armstrong é a maior enciclopédia sobre o  “fundamentalismo”, composta em cinco volumes, escrita ao longo de quatro anos e conduzida sob os auspícios de – nada mais, nada menos que – a Fundação MacArthur, que patrocina centenas de projetos de pesquisa científica.

Trata-se de uma ação coordenada e inteligente para bloquear a resistência religiosa à Nova Ordem Mundial pela via da estigmatização verbal: qualquer tipo de pretensão pública da religião ou das pessoas religiosas deve ser taxada implacavelmente como “fundamentalista”.

Para eles, a religião deve ser aprisionada na vida privada, até desaparecer por completo. Toleram momentaneamente conviver com ela, desde que se restrinja à intimidade de cada indivíduo e não tenha nenhuma incidência na coletividade. E tudo em nome de um secularismo que precisa se impor, a despeito da reação espontânea do povo, que anseia pela transcendência, pela espiritualidade.

O pior é que muitos que se presumem espertos, até mesmo dentro da Igreja, acabam por apregoar justamente este conceito, construído para exterminá-los. Caíram numa armadilha preparada justamente para não ser percebida, e caíram feito patinhos. Sucumbiram à sua própria ausência de fundamentos e, chamando os outros de “fundamentalistas”, não perceberam que foram induzidos a fazê-lo e que o uso indiscriminado do termo “fundamentalismo” favorece unicamente um esquema de poder.

Pe. José Eduardo, Doutor em Teologia Moral e pároco da Diocese de Osasco.

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


Primeira pesquisa mundial sobre religião e ciência tem resultados surpreendentes

religiao-e-ciencia

Será que todos os cientistas são ateus? Eles acreditam que religião e ciência podem coexistir? Ou acham que as duas coisas são conflitantes?

Enquanto existem muitas assunções e sensos comuns sobre o tema, uma nova pesquisa resolveu tirar esse assunto a limpo, e seus resultados foram surpreendentes.

O método

Esse foi o primeiro estudo mundial – e o maior – sobre como os cientistas veem a religião, conduzido pela Universidade Rice, dos Estados Unidos.

Os pesquisadores recolheram informações de 9.422 entrevistados em oito regiões do mundo: França, Hong Kong, Índia, Itália, Taiwan, Turquia, Reino Unido e EUA. Eles também viajaram a estas regiões para realizar entrevistas em profundidade com 609 cientistas.

Ao entrevistar cientistas em várias fases da carreira, nas aéreas de biologia e física, em instituições de elite e não de elite, os pesquisadores esperavam ter uma visão representante dos cientistas sobre religião, ética e como ambas se cruzam com seu trabalho científico.

Os resultados desafiam os pressupostos de longa data sobre a dupla ciência-fé. Enquanto é comumente assumido que a maioria dos cientistas são ateus, a perspectiva global do estudo mostra que esse simplesmente não é o caso.

Descobertas

“Mais da metade dos cientistas na Índia, Itália, Taiwan e Turquia se identificaram como religiosos”, disse a principal autora do estudo, Elaine Howard Ecklund, diretora do Programa de Religião e Vida Pública da Universidade Rice. “E é impressionante que existem aproximadamente o dobro de ‘ateus convictos’ na população geral de Hong Kong (55%), por exemplo, em comparação com a comunidade científica nesta região (26%)”.

Os pesquisadores descobriram que os cientistas geralmente são menos religiosos do que uma dada população em geral. No entanto, houveram exceções: 39% dos cientistas em Hong Kong se identificam como religiosos em comparação com 20% da população geral de Hong Kong. Além disso, 54% dos cientistas em Taiwan se identificam como religiosos em comparação com 44% da população geral de Taiwan.

Quando perguntados sobre os conflitos entre religião e ciência, apenas uma minoria dos cientistas em cada contexto regional disse acreditar que ciência e religião estejam em conflito.

No Reino Unido – um dos países mais seculares do estudo -, apenas 32% dos cientistas caracterizaram a intersecção entre ciência e fé como conflituosa. Nos EUA, este número foi de apenas 29%.

Por fim, 25% dos cientistas de Hong Kong, 27% dos cientistas da Índia e 23% dos cientistas de Taiwan acreditam que ciência e religião podem coexistir e ser usadas para ajudar uma a outra.

Nuances

Além dos resultados quantitativos do estudo, os pesquisadores descobriram nuances nas respostas dos cientistas durante as entrevistas em profundidade.

Por exemplo, numerosos cientistas expressaram que a religião pode fornecer uma “base” em áreas eticamente cinzentas. “Religião fornece uma base naquelas ocasiões em que você pode ficar tentado a tomar um atalho porque deseja ter algo publicado e pensa: ‘Oh, essa experiência não foi boa o suficiente, mas se eu retratá-la desta forma, vai parecer que sim’”, exemplifica um professor de biologia do Reino Unido.

Outro cientista disse que o ateísmo tem vertentes, algumas das quais incluem tradições religiosas. “Eu não tenho nenhum problema de ir à missa, é uma coisa cultural”, disse um físico do Reino Unido que por vezes frequenta a igreja porque sua filha canta no coral. “Não tenho fé religiosa, mas não me preocupa que a religião ainda exista”.

Finalmente, muitos cientistas mencionaram que convivem com visões religiosas de colegas ou alunos. “Questões religiosas são muito comuns aqui, todo mundo fala que templo frequenta, a qual igreja costuma ir. Portanto, não é realmente um problema que precisa ser escondido”, disse um professor de biologia de Taiwan.

Aplicações

Ecklund disse que o estudo tem muitas implicações importantes que podem ser aplicadas a processos de contratação de universidades, na estruturação de salas de aula e laboratórios e em políticas públicas gerais.

“A ciência é um empreendimento global”, afirma a pesquisadora. “E enquanto a ciência for global, então temos de reconhecer que as fronteiras entre ciência e religião são mais permeáveis do que a maioria das pessoas pensa”. [Phys]

Fonte: Hype Science


Estátua satânica não será levantada, mas a cristã vai ser retirada

1400722097

No ano passado um templo satânico – e o vocalista do VITAL REIMAINS, Brian Werner – começaram uma campanha para colocar uma gigantesca estátua de Baphomet em frente ao Capitólio de Oklahoma, visto que o prédio já possuía uma estátua dos 10 mandamentos e, segundo eles, seria um tanto quanto incoerente representar somente uma das muitas religiões em um prédio do governo.

Mais detalhes: Baphomet: a polêmica estátua em frente ao Capitólio em Oklahoma

Na semana passada a Corte Suprema de Oklahoma decretou que, ao invés de levantarem a estátua satânica, o monumento cristão deve sair.

Uma vitória para os satanistas? Talvez!

O porta voz do templo satânico, Lucien Greaves, ou Doug Mesner, concorda com a decisão.

“Todo o ponto de nosso esforço era oferecer um monumento que fosse complementar e contrastar com os 10 mandamentos, reafirmando que vivemos em uma nação que respeita a pluralidade e se recusa a permitir que somente um ponto de vista comente o poder e a autoridade das instituições governamentais”, disse Mesner em um e-mail. “Devido a decisão da Corte, o TST [The Satanic Temple] não tem mais qualquer interesse em colocar uma estátua do Baphomet nas terras do Capitólio de Oklahoma.”

E agora? A estátua será revelada em Michigan nesse mês e, então… Ela realmente não tem mais uso. Mas, de acordo com Mesner, o Arkansas está parecendo ser o próximo alvo.

Mais cedo, nesse mês, o Arkansas aprovou um monumento dos Dez Mandamentos no capitólio do estado. A história se repetindo.

“Existem várias áreas dos Estados Unidos precisando de um balanceamento aos existentes tributos às arcaicas barbáries de Abraão”, adicionou Mesner.

Será que os satanistas não estariam planejando algo parecido no Brasil? Ia faltar pipoca para assistir à discussão dos atuais engajados e politizados usuários de Facebook. Deixe seu comentário abaixo!


Rachel Sheherazade dispara: ‘Acredito em ex-gay’

Jornalista fala sobre os homossexuais durante entrevista(Divulgação/SBT)

Jornalista fala sobre os homossexuais durante entrevista(Divulgação/SBT)

A jornalista paraibana Rachel Sheherazade, 41, participou recentemente do programa de Marcelo Bonfá, 50, na internet e deu algumas declarações polêmicas por lá.

Na ocasião, a âncora do “SBT Brasil” afirmou que acredita que um homossexual pode se tornar heterossexual. “Trabalho com muitos gays na TV. Não é a sexualidade que define o caráter das pessoas. Acho que nenhum evangélico é contra os gays. O cristianismo diz que devemos abraçar a todos. Acredito que exista ex-gay. Conheço pessoas que eram homossexuais e deixaram de ser por questões religiosas e também por outras razões”, falou ela.

Rachel também disse que se considera uma pessoa forte e batalhadora. “Sou mulher-macho. A conotação aqui no Sudeste é diferente. Quero dizer que sou uma mulher de garra e de opinião”, explicou a jornalista.

Fontes: Yahoo! e Youtube


A quem estes bispos prestam culto?

ASSOMBRO, CONFUSÃO, DESCONCERTO

Alejandro Ezcurra Naón

 Um bruxo andino realiza uma oferenda às deidades Pachamama, Tata Inti e aos Malkus. Atrás dele, um grande número de bispos…

Um bruxo andino realiza uma oferenda às deidades Pachamama, Tata Inti e aos Malkus. Atrás dele, um grande número de bispos…

Ninguém ignora que a Igreja Católica vive hoje dias tormentosos, marcados por perseguições cruentas na Ásia e na África, e incruentas, mas não menos implacáveis, no Ocidente laicizado. Tal quadro é agravado por sérias dissensões internas como as ocorridas no último Sínodo Extraordinário de Bispos, realizado no mês de outubro de 2014 em Roma.

Somam-se a esse quadro as atitudes e condutas completamente contraditórias de autoridades eclesiásticas em relação à sua missão de orientar o rebanho de Jesus Cristo, causando confusão, desconcerto e escândalo entre os fiéis.

Uma deplorável amostra disso ocorreu no dia 17 de janeiro último no Chile, por ocasião da sagração do novo bispo diocesano de Arica, Dom Moisés Atisha.

No final da cerimônia, diante da catedral e na presença de todos os bispos assistentes — entre eles o Núncio Apostólico e o Cardeal-Arcebispo de Santiago —, realizou-se um estranho ritual pagão, executado por um bruxo. Tratou-se de uma oferenda às deidades Pachamama (a terra), Tata Inti (o sol) e os Malkus (espíritos das montanhas).

Em um “altar” improvisado sobre um tapete colocado no chão, o xamã ofereceu folhas de coca, sementes, água e chicha fermentada. Em seguida, impôs colares de papel colorido ao novo bispo e ao prelado consagrante, Dom Cristian Contreras, os quais depois se ajoelharam diante do “altar” idolátrico para recolher algumas folhas de coca “bentas” pelo bruxo, parecendo que também as ofertavam.

A imprensa evitou noticiar o insólito fato, mas fotografias tiradas na ocasião se difundiram nas redes sociais, causando nos fiéis estupor e repúdio generalizado.

Tal reação é mais do que justificada. “Todos os deuses dos gentios são demônios”, adverte o Espírito Santo pela boca do Salmista (Ps. 95, 5). E o reitera por meio de São Paulo, quando este previne os Coríntios: “Meus queridos, fugi da idolatria”, advertindo-os de que “os pagãos oferecem seus sacrifícios aos demônios e não a Deus”.

Tomado de santo zelo, o Apóstolo acrescenta: “Eu não quero que vocês entrem em comunhão com os demônios. Vocês não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; tampouco podem sentar-se à mesa do Senhor e à mesa dos demônios” (I Cor. 10, 14 ss.).

 

*     *     *

      Alguém poderá objetar que exageramos o alcance do fato, que a oferenda desse xamã não foi um ato religioso, mas cultural, folclórico, próprio de uma pessoa ignorante em matéria de fé.

Tal hipótese poderia talvez ser admitida no caso do bruxo, mas jamais no dos ministros de Jesus Cristo, bispos da Santa Igreja! Estes sabem muito bem que cultos como o da “pachamama” são formas da velha gnose panteísta, a superstição diametralmente oposta à fé católica.

Dita crença nega a existência de um Deus único e pessoal, Criador de todas as coisas, e em seu lugar atribui qualidades divinas às criaturas, considerando-as fragmentos de um “deus cósmico” disseminado pelo Universo, com o qual se confundem. Este erro possui mil variantes, sendo uma delas a idolatria da Terra como um ser vivo e dotado de espírito.

Cabe então perguntar: ajoelhar-se diante da “pachamama” não é propriamente “sentar-se à mesa dos demônios”? Que outra interpretação pode ser dada ao fato? E que juízo fariam dele o grande evangelizador do Peru, São Toríbio de Mongrovejo, ou os milhares de mártires que como o bispo Santo Inácio de Antioquia preferiram morrer a oferecer incenso aos ídolos romanos?

Deixamos a resposta ao bom discernimento do leitor. Mas, por um dever de justiça, não podemos deixar de assinalar que, em pelo menos dois de seus livros, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira já previra que à medida em que o processo revolucionário de Ocidente caminhasse para seu desfecho no caos, o comunismo deixaria de ser sua ponta de lança, e uma nova revolução ocuparia seu lugar: O tribalismo indígena.

Nessa revolução neotribal o fator ideológico já não pesaria: a razão ficaria “atrofiada e feita escrava a serviço do totemismo transpsicológico e parapsicológico”, no qual já seria dado ao católico “divisar as fulgurações enganosas, o cântico a um tempo sinistro e atraente, emoliente e delirante, ateu e fetichisticamente crédulo com que, do fundo dos abismos em que eternamente jaz, o príncipe das trevas atrai os homens que negaram Jesus Cristo e sua Igreja”.

E como tentaria essa neo-revolução penetrar na Igreja? Paralelamente à atrofia da razão, o ensino da doutrina católica se evanesceria e a própria estrutura eclesiástica iria se transformando “num tecido cartilaginoso, mole e amorfo, de dioceses e paróquias sem circunscrições territoriais definidas, de grupos religiosos em que a firme autoridade canônica vai sendo substituída gradualmente pelo ascendente dos ‘profetas’ mais ou menos pentecostalistas, congêneres, eles mesmos, dos pajés do estruturalo-tribalismo, com cujas figuras acabarão por se confundir”.

Isto fora previsto por Plinio Corrêa de Oliveira quatro décadas atrás, em 1976, ao redigir a Parte III de Revolução e Contra-Revolução. Naturalmente esse derrapar da Igreja para o tribalismo deveria contar com a colaboração de membros da Hierarquia, especialmente daqueles que no tempo do socialismo e do comunismo foram coniventes com eles (no Chile não foram poucos!…).

Se a advertência do saudoso líder católico tivesse sido ouvida, assistiríamos hoje à deplorável paródia religiosa aqui descrita?

(*)  Alejandro Ezcurra Naón é   colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


A falência do multiculturalismo

O mundo tem vivido, nos últimos meses, senão anos, ações terroristas que só têm se multiplicado. É como se a barbárie estivesse reingressando no mundo civilizado, com o intuito de abalar os seus alicerces. “Explicações” que mais se parecem “justificações” procuram dar conta de um fenômeno, de natureza política e religiosa, como se fosse um problema social ou uma suposta incapacidade de o Ocidente em lidar com a diferença. O argumento beira o absurdo, como se as vítimas devessem se explicar, ou ainda, como se as vítimas fossem os verdadeiros algozes. O terror, por muitos, é “condenado” pelo uso de orações adversativas (mas!), enquanto o verdadeiro problema seria a islamofobia!

Boa parte disto se deve ao politicamente correto ter impregnado a nossa cultura, como se toda forma de existência cultural diferente do Ocidente ou qualquer comportamento fosse de igual valor aos princípios e valores universais que orientam as sociedades democráticas, tolerantes e pluralistas. É o tal do “direito à diferença”, como se, em nome dele, tudo valesse, mesmo as piores aberrações, entre as quais o terror islâmico.

Por que esse silêncio atroz em relação às mulheres, na verdade meninas, muçulmanas que são mutiladas sexualmente em vários países africanos por motivos religiosos? Trata-se de um mero exercício do “direito à diferença”? As diferenças culturais devem ser simplesmente respeitadas? Por que não o terror enquanto forma de contestação “diferente” dos valores do Ocidente?

Os atentados, na França, ao jornal “Charlie Hebdo”, a uma policial mulher e a um supermercado judaico de comida kosher são exemplos, particularmente claros, da falência do multiculturalismo. Nos anos 70 do século passado, a França sucumbiu ao politicamente correto, ao suposto “direito à diferença”, e abandonou, diria por razões ideológicas, o seu modelo de integração republicana dos imigrantes. Segundo esse modelo, as pessoas se integram individualmente à cultura reinante, obedecendo às leis e valores do país de adoção, seguem as regras da escola pública e reservam a sua diferença cultural e religiosa para a vida privada e familiar

Ora, em seu lugar, foram “reconhecidos” os valores da diferença, como se os imigrantes tivessem todo o direito de viverem à parte, seguir publicamente a sua cultura e, mesmo, impô-la à sociedade francesa. Note-se que os terroristas islâmicos eram de cidadania francesa, voltando-se contra os próprios valores republicanos franceses.

Quem foram os alvos de seus ataques?

Um grupo de jornalistas satíricos que exercia o seu próprio direito de liberdade de expressão. Em uma sociedade democrática, possuem todo o direito de assim fazê-lo. Os descontentes devem recorrer aos tribunais se se sentirem atingidos. O uso da violência e do assassinato não são “respostas”, salvo se as considerarmos como “justificadas” por uma suposta exclusão. Os supostos excluídos são os que, na verdade, querem impor os seus valores para a sociedade francesa e, também, em seus outros prolongamentos terroristas, para o mundo ocidental em geral.

Outro grupo foi constituído por policiais, também cruelmente abatidos. Um deles pediu clemência, inerte no solo, antes de ser assassinado. Ora, o que são policiais? Policiais são símbolos do Estado e, enquanto tais, devem ser reconhecidos. No momento em que policiais viram alvos de terroristas é o Estado, ele mesmo, que é atingido em um de seus pilares. Neste sentido, o objetivo dos terroristas consistia na destruição mesma do Estado, procurando suscitar a desordem pública e a generalização da violência.

Outro grupo foi o de judeus, atingidos, na “melhor” tradição nazista, pelo simples fato de serem judeus. É como se o terror islâmico procurasse relembrar, neste ano mesmo em que se rememora o terror de Auschwitz, que eventos semelhantes podem ocorrer novamente no futuro. Não é outra coisa que fazem quando pregam abertamente a destruição pura e simples do Estado de Israel.

Aqui há outro torpor do politicamente correto sob a forma da esquerdopatia reinante. Recentemente, Israel, em defesa própria, fez um ataque de helicóptero no lado sírio das Colinas do Golã, matando terroristas do Hezbollah e militares iranianos, entre eles um poderoso general da Guarda Revolucionária. Tal fato, de maior importância, não ganhou maior destaque como se não fosse uma anomalia que o Hezbollah e a Guarda Revolucionária iraniana estivessem na Síria preparando ataques visando à destruição do Estado de Israel.

Outra explicação seria, evidentemente, a de que os terroristas do Hezbollah e os militares iranianos lá estivessem fazendo turismo! Tudo terminando por se acomodar em um esquema mental onde todo exercício da diferença é justificado. É sempre “o mas”!

Um caso é particularmente exemplar de outro modelo de integração imigratória, independentemente de cultura, tradição e religião. Kirk Douglas, um dos maiores atores de Hollywood, é judeu, tendo nascido com o nome de Issur Danielovitch. Seus pais eram imigrantes da hoje Bielorrússia, que chegaram aos EUA no final do século XIX e início do XX.

Issur Danielovitch nasceu em 1916 e quando chegou à escola pública não falava inglês, tendo o ídiche como língua. Teve de se integrar à cultura americana, tornando-se fluente no inglês e veio a ser um dos maiores atores da história do cinema, representante por excelência da cultura americana. Serviu, inclusive, na Marina americana durante a Segunda Guerra Mundial. Se não tivesse se integrado, teria vivido à parte, exercendo, no linguajar modernoso de hoje, o seu “direito à diferença”. Não teria se tornado Kirk Douglas.

Hegel, em sua obra “Filosofia do Direito”, discorrendo sobre o Estado moderno, argumenta que não importa que a pessoa seja judia ou quaker, poderíamos acrescentar muçulmana, contanto que seja “homem”, a partir de sua integração em um Estado que expresse valores universais.

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/a-falencia-do-multiculturalismo-15274858#ixzz3RGEE8SkL
© 1996 – 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

 


Satanismo para crianças

unnamed

A propaganda mundial do satanismo vai mar alto. Por toda parte ouvimos falar de manifestações satânicas, organizadas por autoridades políticas ou pelo menos sem oposição destas.

Dir-se-ia que, diante da brutal degradação dos costumes atualmente existente, como também das leis e dos atos dos homens, os demônios acharam que era chegada a hora de dizer: “Estou aqui. Sou eu mesmo que dirijo a sarabanda rumo ao Inferno”.

Aquilo que estava oculto, agora sai à luz do dia. São as missas negras ostensivamente promovidas em várias partes do mundo e com grande publicidade; é a satânica mostra na Bienal de São Paulo; é o direito de cidadania concedido aos ritos diabólicos; e assim por diante.

Chega-nos agora a notícia de que manifestações satânicas buscam atingir também as crianças. Tinha de ser! O demônio não tolera a inocência. Informa-nos o site da America Needs Fatima (A América necessita de Fátima), meritória campanha da TFP norte-americana, que o Conselho de Educação Escolar Pública do condado de Orange, no Estado da Florida, aprovou um livro para colorir… satanista. Para as crianças!!!

O Conselho deu permissão ao chamado Satanic Temple(Templo satânico: organização satanista que promove rituais diabólicos) para distribuir literatura aos alunos do Condado. E isso inclui um “livro para colorir”, infantil, de teor satanista.

Na página 1 do livro de colorir há imagens de um professor e crianças em uma sala de aula, juntamente com uma menina satanista chamada Annabel. A legenda diz:Annabel está difundindo conhecimento e ajudando a dissipar o medo e a ignorância, ao apresentar seu ritual satânico para a classe …”

A página 3 mostra o desenho de uma aconchegante sala de aula, com lareira e prateleiras de livros. Annabel está sentada em uma cadeira, com um sorriso nos lábios, lendo um livro que tem um pentagrama mágico na capa. Na parede, um quadro sobre a lareira representa uma família numerosa, na qual a mãe satanista tem dois chifres salientes na cabeça. E o pai satanista, careca, sentado em uma cadeira, igualmente com chifres, vestindo uma camiseta tipo Anton LaVey [fundador da igreja de Satã], com a figura de um bode. E Annabel está segurando o que parece ser um cálice ou copo de vinho. A legenda diz: “Colore o estudo de Annabel, que contém literatura e filosofia satânicas”.

A página 8 do livro apresenta um “código secreto” para as crianças decodificarem, com a legenda: Annabel enviou a Damian um bilhete durante a aula, mas é SEGREDO! Ajuda Damian a desvendar o código secreto para descobrir o que Annabel quer lhe dizer”. A resposta é chocante: “Ouve a minha oração, Satanás, bendito sejas”.

Na página 5 encontra-se o seguinte texto: Whopper [o Mentiroso, o Pai da Mentira] é grande e por vezes assustador, porque ele tem dificuldade em dizer o que está em sua mente. Ajude Damian e Annabel a ter paciência e a mente aberta para decifrar o que ele quer dizer.”

Trabalhar para a satanização das mentes infantis é certamente um dos maiores pecados que se possam cometer. E, no entanto, ela é promovida abertamente com todas as autorizações necessárias.

Como foi possível descer até esse extremo? Foi através do permissivismo moral, religioso e doutrinário. Uma vez que se adote o princípio de que tudo é permitido, de que é proibido proibir, o demônio se apresenta e diz: Por que não também eu?

Outro foi o ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando afirmou indignado: “Todo o que fizer cair no pecado a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que uma pedra de moinho lhe fosse posta ao pescoço e o lançassem ao mar!” (Mc 9,42).
(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)