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Reação contra o ensino público obrigatório no século XIX

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A primeira vez que li sobre este assunto, questionei, já que estava acostumado ao modelo educacional posto pelo Governo. Mas, resolvi me aprofundar e pesquisar o conceito mais tradicional de Educação e, agora, sou favorável a esse formato. Aconselho que leiam este texto com atenção e carinho, e fiquem à vontade para concordar ou discordar.

Plinio Maria Solimeo (*)

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, líder católico do século XX, falando em sua monumental obra Revolução e Contra-Revolução sobre uma das características da crise pela qual passa o mundo hodierno, diz que ela “se desenvolve numa zona de problemas tão profunda, que se prolonga ou se desdobra, pela própria ordem das coisas, em todas as potências da alma, em todos os campos da cultura, em todos os domínios, enfim, da ação do homem” (Parte I, Cap. III, 3).

Por isso não poderiam estar isentas dessa crise nossas instituições de ensino. Quando se comenta que as escolas atuais mal ensinam os alunos — que prestam pouca atenção nas aulas e nos professores, desafiando-os e mesmo maltratando-os. E que elas estão se tornando antros de drogas, o que representa mais um passo do processo revolucionário várias vezes secular que está liquidando os últimos vestígios da civilização cristã.

Um passo muito importante para essa descristianização do ensino foi a implantação das escolas públicas obrigatórias.

Isso não ocorreu sem que houvesse fortes reações de setores católicos, que viam todo o mal que delas adviria.

Nesse sentido, temos em mãos um editorial do “Boston’s Catholic Newspaper” do final do século XIX, quando o estado de Massachusetts promulgou a primeira lei compulsória sobre a educação pública nos Estados Unidos. Eis o que publicou então o mencionado jornal católico:

 “O princípio geral sobre o qual essas leis estão baseadas é radicalmente mal sonante, falso, ateu. […] É o princípio de que a educação das crianças não é tarefa da Igreja ou da família, mas trabalho do Estado. […] Desse princípio decorrem duas consequências […] A de que em matéria de educação o Estado é supremo sobre a Igreja e a família, e desse modo ele pode e deve excluir a instrução religiosa das escolas. […] Tendo como consequência inevitável que […] o maior número de escolares têm que ser  ateus”.

         Outra consequência que o jornal aponta é a de que o Estado praticamente adota as crianças, enfraquecendo os laços que as ligam aos pais, os quais ficam obrigados a mandar seus filhos à escola pública, não podendo educá-los em casa.

Ademais, alega a publicação:

“A própria compreensão do mundo, e desse modo uma educação acertada, é aquela centrada em torno de Deus. Deus não é algo ‘extra’ que as pessoas religiosas somam ao mundo como lhes apraz, com uma visão secular neutra. Pelo contrário, Deus e a religião têm que estar no centro de qualquer verdadeira visão do mundo. Qualquer outra coisa leva ao ateísmo ou à rejeição de Deus”. […]  

“As crianças são, em primeiro lugar, da responsabilidade de seus pais. A família, como o pensamento social católico diz, é a ‘célula vital’ da sociedade. É anterior ao Estado, tanto cronológica quanto ontologicamente. O Estado pode oferecer ajuda à família, mas nunca suplantar sua estrutura básica ou integridade”.

Embora isso tenha sido dito em finais do século XIX, a argumentação é bem válida para os dias de hoje, em que o Estado está açambarcando tudo.

Como uma saudável reação a essa intromissão do Estado, cresce nos Estados Unidos o número de famílias adeptas do homeschooling, isto é, que preferem ensinar seus filhos em casa. Como resultado, as crianças assim educadas figuram entre as melhores classificadas quando ingressam em cursos superiores.

Infelizmente isso está proibido no Brasil pelo Estado-Patrão. A consequência é o nível baixíssimo de cultura dos nossos estudantes.

          ( * ) Plinio Maria Solimeo é escritor e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


“Os jovens matam porque foram esquecidos pelo estado” – um mito favorito da esquerda

Enterro de uma das vítimas do estupro coletivo em Castelo do Piauí

Enterro de uma das vítimas do estupro coletivo em Castelo do Piauí

 

Por

O naturalista suíço Louis Agassiz tinha uma obsessão pelo racismo científico. Acreditava que as etnias eram espécies humanas separadas e que misturá-las transformava os homens em delinquentes e degenerados.

Ao visitar o Brasil, em 1865, Agassiz deu uma olhadela pelas ruas do Rio de Janeiro e pensou ter entendido a causa da pobreza e da criminalidade do país. “Quem duvida dos males da mistura de raças que venha ao Brasil, pois não poderá negar uma deterioração decorrente da amálgama de raças”, escreveu ele.

Agassiz foi vítima de dois erros. O primeiro é a falácia de relação e causa. Ele observou dois fenômenos acompanhados (mestiçagem e pobreza) e acreditou que um era a causa do outro. Também usou suas próprias bandeiras políticas para explicar o mundo — uma armadilha mais ou menos assim: “eu defendo X; se algo acontece de errado no mundo, eu vou logo acreditar que é por falta de X e que não há outra solução senão X”.

Muita gente comete esses mesmos erros ainda hoje. De forma tão descuidada quanto o naturalista suíço, estão usando suas bandeiras políticas — a educação pública, a luta contra a miséria e a desigualdade — para explicar por que os jovens cometem crimes.

Por exemplo, quando o ciclista foi esfaqueado na Lagoa Rodrigo de Freitas por menores de idade, o jornal Extra sugeriu que os garotos se tornaram assassinos porque não tinham ido para a escola:

 

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Já a jornalista Claudia Colucci, ao falar sobre o silêncio ao redor do terrível estupro de quatro jovens no Piauí, parece ter esclarecido o que motivou os quatro menores envolvidos no crime:

Quem são esses menores? Semianalfabetos, usuários de drogas, miseráveis, com famílias desestruturadas e com histórias de loucuras, abusos e abandono.

É o caso de perguntar: o analfabetismo e a pobreza, que atingem dezenas de milhões de brasileiros, levam mesmo os homens jovens a raptar, torturar, estuprar, furar os olhos, apedrejar e jogar do penhasco meninas indefesas?

É verdade que, em muitos casos, a baixa educação e alguns fatores econômicos acompanham a violência. Mas daí há um bom caminho para provar que um é a causa do outro. É bem provável, por exemplo, que as centenas de piauienses que foram ao enterro de uma das vítimas e se consternaram com o caso tinham o mesmo perfil de escolaridade e renda dos agressores.

O próprio Piauí contraria a tese de que a miséria causa violência. Depois do Maranhão, é o estado mais pobre do Brasil. E um dos menos violentos — a taxa de homicídios só é menor em São Paulo e Santa Catarina.

Agora, imagine se multiplicássemos a população do Piauí por cinquenta e cortássemos 40% do seu território. Chegaríamos a um país como Bangladesh, onde 150 milhões de miseráveis convivem com uma das menores taxas de homicídio do mundo – apenas 2,7 homicídios por 100 mil habitantes, um décimo da taxa brasileira.

O perfil de internos de prisões para menores de idade também contraria a crença de que agressores são vítimas da miséria. Uma pesquisa da Fundação Casa de Campinas de 2013 mostra que, de 277 internos, 80% vêm de famílias com casa própria, e metade têm renda superior a 2 mil reais. As taxas de escolaridade dos menores presos eram similares às de fora da cadeia.

Se não é a pobreza, seria então a desigualdade o motor da violência? Essa eu deixo com o psicólogo americano Steven Pinker, autor de um excelente compêndio sobre violência humana, o livro Os Anjos Bons da Nossa Natureza. Pinker aponta uma falácia de relação e causa: países mais desiguais geralmente são mais violentos, mas isso não quer dizer que desigualdade cause violência:

O problema de invocar a desigualdade para explicar mudanças na violência é que, embora ela se correlacione com a violência se compararmos estados e países, não se correlaciona com a violência ao longo do tempo em um estado ou país, possivelmente porque a verdadeira causa das diferenças não é a desigualdade em si, mas características estáveis como a governança do estado ou a cultura, que afetam tanto a desigualdade como a violência.

Um exemplo que Pinker fornece é o dos Estados Unidos: a desigualdade atingiu um mínimo em 1968, quando a criminalidade estava no auge, e subiu entre 1990 e 2000, enquanto a violência despencou.

Outra razão sempre citada são as famílias desestruturadas. Crescer sem o pai ou a mãe leva os jovens ao crime? Difícil saber. Segundo o IBGE, em 16% das famílias brasileiras, a mãe cuida sozinha dos filhos (famílias só com o pai e os filhos são outros 2%). Mas 0,01% dos adolescentes comete crimes violentos (a confiar na estatística de quem é contra a redução da maioridade penal).

O mais provável, nesse caso, é a relação inversa: em ambientes com maior criminalidade, é mais comum haver mães solteiras. Os filhos delas acabam virando criminosos não por falta do pai, mas porque crescem num ambiente criminoso.

Pinker tem um raciocínio parecido:

Embora filhos indesejados possam vir a cometer crimes ao crescer, é mais provável que as mulheres em ambientes propensos ao crime tenham mais filhos indesejados do que a indesejabilidade cause diretamente o comportamento criminoso.

A ideia de que a ausência do estado causa todos os problemas do mundo é sedutora. Mas na hora de estudar as origens da violência é melhor deixar ideologias de lado.

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Uma recente manchete da Folha de S. Paulo reproduz a denúncia que publiquei há dois meses.  A afirmação de que adolescentes cometem menos de 1% dos crimes violentos é falsa, baseada numa estatística que não existe.

A reportagem foi além e descobriu dados interessantes. Em sete estados, a participação de menores nos crimes violentos é igual ou superior a 10%. No Ceará e no Distrito Federal, de acordo com as secretarias de segurança, os crimes cometidos por menores de idade passam de 30% do total.

 

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Valeria a pena cavoucar um pouco mais os dados fornecidos pelos governos estaduais. Esses 30% no Ceará e no Distrito Federal parecem tão falsos quanto o “menos de 1%” divulgado pelo governo Dilma.

Homens adolescentes são mais violentos que a média da população, mas não mais violentos que adultos jovens. Em quase toda sociedade humana, o comportamento violento começa aos 15 anos e atinge o pico entre os 18 aos 24 anos. Seria necessário que os menores de idade fossem uma parcela muito alta da população para serem responsáveis por tantos crimes.

Leandro Narloch é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados.

DESPERTADOR DE SONÂMBULOS

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De Jacinto Flecha

Meu entusiasmo juvenil ante a perspectiva de curar as doenças (todas) levou-me a disputar com novecentos concorrentes uma das oitenta vagas na Faculdade de Medicina. Até então, as especialidades médicas conhecidas por mim e por meus 79 colegas limitavam-se a evidências como Oftalmologia, Otorrino, Cardiologia, Cirurgia. Durante o curso, outras especialidades nos foram apresentadas, muitas se somaram às que depois passamos a exercer, e hoje são reconhecidas mais de cinquenta. Dentro de cada uma dessas há sub-especialidades, muitas sub-sub já surgiram, e aumenta em proporção geométrica o número, que já não é pequeno. Será porque as doenças aumentaram?

As doenças aumentaram também, mas o principal motivo dessa multiplicidade são os volumosos conhecimentos acumulados pela Medicina. Além disso a tecnologia e a informática inventaram outras formas de exercer a profissão, e é bom não esquecer que ambas continuam provocando e criando doenças. Tudo isso tornou obrigatória uma divisão de tarefas, levando o médico a saber cada vez mais sobre cada vez menos.

Exerci longamente uma dessas especialidades, mas decidi ficar “fora do mercado”. Hoje minha especialidade extraprofissional é levantar problemas que quase ninguém levanta. Você pode até imaginar-me um desmancha-prazeres, mas prefiro considerar-me despertador de sonâmbulos. E já vou esclarecendo que a etimologia junta aí os conceitos de dormir e andar; e o dicionário define sonâmbulo como pessoa que anda e fala enquanto dorme; age de maneira desconexa, disparatada.

Estes dados linguísticos nos dão todo o direito de rotular como sonâmbulos os componentes de um casal desconexo, disparatado, que resolve constituir uma família e depois trabalha para destruí-la. Aponto exatamente para esses sonâmbulos as minhas flechas despertadoras de hoje. Você considera normal quem se casa para constituir uma família, depois passa a agir para destruição dela? Trata-se claramente de caso psiquiátrico, mas quase ninguém nota isso. E o pior é que casais assim transformam os próprios filhos em casos psiquiátricos, ou seja, desequilibrados mentais.

Os distúrbios mentais das crianças aumentam assustadoramente, e a grande variedade deles e dos seus sintomas chega a gerar dificuldades para a atualização do especialista em Psiquiatria infantil. Por isto mesmo esta sub-especialidade da Psiquiatria é candidata a gerar outras sub-sub, enquanto proliferam fatores modernos capazes de desequilibrar mentalmente as crianças.

Entre muitos outros fatores, podem produzir doenças mentais nas crianças brinquedinhos como videogames, internet, redes sociais, smartphones, tabletes. Zumbis infantis estão sendo produzidos em série, e os pais sonâmbulos contribuem para criá-los, presenteando os filhos com esses aparelhos de destruição mental. Bem pior do que isso, deixam os filhos cuidando da própria “educação”, ao invés de permanecer em casa para educá-los. E assim os entregam a uma verdadeira fábrica de zumbis, enquanto estão fora ganhando dinheiro… para educá-los. Você conhece atitude mais desconexa, mais disparatada?

Isto me leva de volta à escolha da especialidade. Sei que ela depende de fatores diversos, muitos dos quais alheios à própria vontade. Porém, se alguém procura uma especialidade com futuro garantido, e muito rendosa, sugiro escolher a Psiquiatria infantil. Pelo andar da carruagem, nunca faltarão clientes. Nem dinheiro para pagar os serviços do especialista, pois os responsáveis pelos pacientes trabalham fora de casa e ganham dinheiro. Quando esses sonâmbulos perceberem o que fizeram com os filhos, o psiquiatra pode entrar em cena e cobrar o que quiser, mesmo sabendo que as crianças nunca atingirão a normalidade. Normalidade só é possível em famílias normais. Eles serão seus clientes para toda a vida, e muitos outros estarão na fila.

Como você pode ver, minha atividade extraprofissional torna possível indicar oportunidades de trabalho decorrentes, por exemplo, da decadência dos costumes e do progresso tecnológico. Não lhe parece boa esta minha sugestão para especialidade? Você pode enriquecer à custa desses pais relapsos, irresponsáveis, sonâmbulos. Como eles trabalham para “educar” os filhos, não lhes faltará dinheiro para pagar os seus honorários. Enfie a faca, eles merecem…

(*) Jacinto Flecha é médico e colaborador da Abim

Fonte: Agência Boa Imprensa


Tom & Jerry eram racistas, adverte a Amazon

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Publicado no estadão

Tom & Jerry, o gato e o rato famosos dos desenhos animados, estão sendo apresentados como politicamente incorretos por serem racistas.

O anúncio oficial sobre as atitudes preconceituosas da dupla foi feito pela Amazon Prime Instant Video, serviço de venda de vídeos online da gigante de Jeff Bezos. Na resenha da série criada por William Hanna e Joseph Barbera em 1940, a Amazon adverte que o desenho “pode conter manifestações de preconceito étnico”.

A vítima das atitudes incorretas de Tom & Jerry é a empregada negra que aparece em vários desenhos, sempre se defendendo com vassouradas dos personagens.

A advertência da Amazon veio em resposta a críticas antigas sobre o racismo da dupla, mas é a primeira vez que o tema é reconhecido oficialmente por uma empresa responsável pela distribuição da série.

Segundo a Amazon, os desenhos “podem descrever comportamentos preconceituosos étnicos e raciais que antigamente eram comuns na sociedade americana”. Ao longo dos anos, algumas cenas consideradas ofensivas pelos padrões atuais foram editadas ou removidas.

A segregação racial, de fato, era predominante em muitos estados dos Estados Unidos na época em que os desenhos foram ao ar. Segundo o jornal Independent, alguns acadêmicos argumentam que é injusto julgar Tom & Jerry com base em padrões modernos de comportamento.

Os ataques do gato e do rato à personagem ‘Mammy Two Shoes’, como era chamada a empregada doméstica que sempre é mostrada apenas do pescoço para baixo, recebeu muitas críticas ao longo das últimas décadas, mas para o sociólogo Frank Furedi, professor de Sociologia da Universidade de Kent, o alerta da Amazon soa como uma ‘falsa piedade inútil’. Ele também condena a censura às cenas de preconceito como “um atentado à história e à cultura”.

“Estão lendo a história do passado com base nos valores atuais”, disse ele em entrevista à BBC.Os personagens também receberam críticas porque apareciam fumando em algumas cenas, o que hoje seria incorreto, ainda mais em um programa infantil.

Steve Abrahart, professor de animação na Universidade De Montfort, em Leicester, declarou que as crianças de hoje não ficam chocados com cenas incorretas de desenhos animados antigos pois são capazes de entender as mudanças históricas.

O canal infantil Boomerang editou episódios nos quais Tom e Jerry apareciam fumando para atrair uma gatinha. A série original com mais de cem episódios foi produzida até 1957 e ganhou sete Oscars. O Amazon Prime Instant Video, serviço de vídeo sob demanda do grupo de Jeff Bezos, está disponível nos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.

Confira o vídeo.

Via: Pavablog


‘Pintei dessa cor, tá?’, diz aluno cansado de ver desenhos padronizados

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Publicado no O Globo

RIO – Ao receber mais uma leva de provas de fim do bimestre em uma escola municipal de Nova Iguaçu, a professora Joice Oliveira Nunes teve uma surpresa muito agradável. A cada dois meses, os alunos do 5º ano do ensino fundamental fazem uma votação para eleger qual desenho ilustrará a capa das avaliações.

Desta vez, foram escolhidos os inconfundíveis personagens da Turma da Mônica. No entanto, percebendo que nenhum deles se parecia consigo, o aluno identificado apenas como Cleidison resolveu pintá-lo a sua imagem e semelhança. E ele ainda avisou a professora porque fez isso:

– Pintei da minha cor, tá? Cansei desses desenhos diferentes de mim.

Surpresa com a atitude, Joice abraçou a causa de seu aluno e postou a imagem do desenho no Facebook. Até este sábado, a foto já tinha mais de 3,5 mil compartilhamentos.

 

Via: Livros e Pessoas

 

 

 


Câmara aprova leitura obrigatória da Bíblia nas escolas de Nova Odessa (SP)

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Lei aprovada pela Câmara de Nova Odessa (SP) que obriga a leitura diária de pelo menos um trecho da bíblia nas escolas públicas é alvo de polêmica e críticas na cidade. Docentes e diretores são contrários à medida, pois defendem o estado laico e o respeito à crença das crianças. “Não temos formação teológica para trabalhar com este tipo de projeto”, disse a professora Ariana Regina das Dores. “Sou contra pelo fato de termos alunos de diferentes religiões”, emendou Elaine Cardozo, que também leciona na rede municipal.

Já o autor da proposta, Vladimir Antônio da Fonseca (SDD), argumenta que a ideia é estimular a reflexão dos estudantes. “Não quero colocar religião para ninguém. O objetivo é incentivar uma reflexão sobre os bons hábitos e a questão do respeito”, disse.

Na avaliação do advogado Marcelo Monteiro, especialista em direito público, a medida é inconstitucional. “Nossa Constituição Federal prevê liberdade de culto e de crença. Então, uma escola pública jamais pode obrigar os alunos a lerem qualquer trecho da bíblia.”

Os vereadores aprovaram o projeto na última segunda-feira (7) por cinco votos favoráveis e dois contrários. O texto, porém, não especifica quais versículos devem ser lidos nem a bíblia de que religião deve ser seguida. Para passar a valer, a lei ainda precisa ser assinada pelo prefeito. As aulas na rede pública de ensino em Nova Odessa vão recomeçar na semana que vem.

Diante da polêmica, que também é observada nas ruas (veja no vídeo depoimentos de moradores), o próprio autor da lei avalia alterar o texto para que a leitura bíblica diária não seja obrigatória, mas sim facultativa às escolas. A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que a lei aprovada pela Câmara está sob análise da Diretoria de Assuntos Jurídicos e da Secretaria Municipal da Educação e ainda não foi sancionada pelo prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB).

Fonte: Paulinia News


Sucesso entre as crianças, Peppa Pig causa polêmica entre adultos

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Por FABIANA FUTEMA

 

Qualquer pessoa que tenha filhos, sobrinhos ou parentes menores de 7 anos já ouviu falar do desenho “Peppa Pig”, exibido no Brasil no canal Discovery Kids.

Sucesso em vários países, “Peppa Pig” também está no centro de várias polêmicas. A última delas envolve a ABC, o canal estatal da Austrália.

A página da emissora no Facebook foi inundada por reclamações de centenas de pais enfurecidos com a alteração do horário de exibição do programa _das 18h30 para as 11h30, segundo o “Daily Mail”. O tempo de exibição também foi reduzido pela metade.

Em suas reclamações, os pais alegavam que a mudança alterava a rotina dos filhos acostumados a assistir ao desenho após o jantar e antes de irem para a cama, segundo o “Daily Mail” .

Outros pais, por outro lado, defendiam a mudança da rotina e sugeriram a introdução de novos hábitos para esse período da noite com os filhos, como a leitura de livros.

Antes disso, a emissora chegou a cogitar o corte da verba para exibição do programa por motivos financeiros. Parlamentares do Partido Trabalhista atrelaram a possibilidade ao fato da mãe Porca disseminar ideais feministas _trabalha fora (oi?). A revista “TPM” relatou essa polêmica.

Na Itália, a associação de defesa dos animais chegou a pedir para os pais boicotarem “Peppa Pig” por não mostrar a verdadeira de condição de vida dos porcos e outros animais retratados no desenho.

Uma jornalista chegou a escrever um texto no jornal italiano Libero Quotidiano dizendo que Peppa Pig não ensinava nada de bom para as crianças, muito pelo contrário. Entre os exemplos dados estava o fato dos porquinhos estarem sempre arrotando.

Textos em blogs italianos também enxergaram sinais da maçonaria no desenho, além de ver formas fálicas no desenho da cabeça dos porquinhos da família Pig.

Ainda não vi nada parecido com isso aqui no Brasil. A única polêmica ocorre na hora da exibição do desenho, que à tarde coincide com os jogos da Copa. E os pais precisam negociar muito com seus filhos para poder trocar de canal.

 

Fonte: Folha de S. Paulo