Living The Life Without Labels

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Skymetal lançará coletânea comemorativa dos 20 anos da banda e anuncia campanha para ajudar ex-integrante que está lutando contra o câncer

O Skymetal estará lançando, se possível ainda esse mês, uma coletânea celebrando os nossos 20 anos de estrada. O material contará com musicas dos nossos 4 álbuns e algumas faixas da nossa primeira demo e versões ao vivo. TODA A RENDA que for capitada pelas vendas da coletânea será REVERTIDA para o tratamento medico do nosso antigo baixista e amigo Lucio Rodrigues da Silva que luta bravamente contra um câncer.

Às lojas, selos e outros parceiros que queiram participar desta iniciativa, façam contato com o nosso brother Cássio Adriano A. Oliveira para mais detalhes.

Quem quiser ajudar o Lucio de forma mais rápida e direta segue adiante a conta bancaria para o deposito de ofertas.

Caixa Econômica Poupança
Agência 0162
Operação 013
Num da Conta: 00050603-0
CPF: 015.075.126-51
Lúcio Rodrigues da Silva

Contamos com a sua ajuda!
Deus abençoe a todos!

Via: Facebook


O guitarrista de Korn diz que os ataques da comunidade cristã são “realmente desanimadores”

O guitarrista Brian “Head” Welch de Korn foi entrevistado recentemente no programa de entrevistas “Real Talk” de Justin Miller ((a.k.a. Pastor J), pastor principal da Real Life Christian Church. Você pode assistir as imagens no vídeo que aparece abaixo.

Welch, que deixou o Korn em 2005 depois de se tornar um cristão e retornou à banda oito anos depois, falou sobre a crítica que recebeu dos membros mais conservadores da comunidade cristã por fazer parte da cena do rock secular, que muitos acreditam ser sombria e mal.

“Eu passei por uma mentalidade religiosa antes também, e eu lembro que eu disse ao baixista do Korn que eu estava, tipo, ‘Como você pode ir tocar essas músicas, bro? Você deveria vir comigo. Nós faremos outra coisa por conta própria “, admitiu Welch. “Então eu entendi isso, eu não estava atacando ele como as pessoas fazem on-line, mas eu tenho essa mentalidade, então eu tento não ficar muito louco, mas quando eles te atacam, fica realmente desanimador, e é difícil não ficar amargo Mas estou tentando encorajar as pessoas a fechá-lo, cara, porque se você não está amando, então está perdendo tudo.”

Ele continuou: “Sabe, ‘o amor é paciente, o amor é amável’, diz Paulo em I Coríntios 13, e não rude. E todos eles são rudes lá fazendo isso. Então eu chamo de gangsters de teclado, porque eles estão atrás do computador do teclado e eles nunca falariam desse jeito com as pessoas, mas online, eles são [viciosos], e por isso é realmente desanimador “.

O guitarrista acrescentou: “Eu apenas diria, vocês devem apenas … você tem que quebrar isso, cara. Isso é tudo sobre amor, e é como, deixe o Senhor ensiná-los lentamente através das Escrituras e tudo o que deixar vai em suas vidas e no tempo.Talvez vai demorar anos para algumas pessoas para deixar as coisas fluírem , mas temos que dar-lhes paciência. ”

Ambos Welch e o baixista do Korn Reginald “Fieldy” Arvizu tiveram altamente público, embora separado, experiências de conversão, aqueles que foram saudados com um certo montante de ceticismo.

Welch se juntou ao Korn por causa de algumas apresentações ao vivo em 2012 antes de se tornar oficialmente parte da programação novamente no início de 2013.

O livro de memórias de Fieldy, “Got The Life: My Journey Of Addiction, Faith, Recovery And Korn”, detalha suas lutas com o vício de drogas e álcool durante os primeiros anos de Korn e como ele se tornou um cristão nascido de novo para ajudar como sóbrio.

Traduzido de Lanomia’s Lair


É questão de ideologia…

Plinio Maria Solimeo  

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Muitos ingênuos se perguntam por que os esquerdistas, quase na totalidade, de modo geral são a favor do aborto, do pseudo “casamento homossexual”, da Ideologia de Gênero e de tantas outras aberrações morais que surgem em nossos dias. Para constatá-lo basta ver as plataformas de nossos partidos da esquerda tupiniquim, para os quais se trata pura e simplesmente de uma questão ideológica, como o é para os verdadeiros conservadores a questão da propriedade privada, da livre iniciativa, da teoria de que a vida se dá desde o primeiro instante da concepção e da diferença salutar existente entre os sexos.

Maximo Segato

Maximo Segato

Nesse sentido, o diário italiano “Corriere della Sera” publica uma interessante entrevista com o médico Massimo Segato, com o título: “Confissão de um médico a respeito do aborto: ‘Trabalho sujo, como numa guerra’”. E o subtítulo: “O Dr. Segato, radical, socialista, ateu: ‘Eu o faço [o aborto] por senso cívico, por essas mulheres’” que o desejam.

Esse médico de 62 anos, vice-diretor do hospital de Ginecologia de Valdagno, tem nas suas costas — e deve responder por isso a Deus — milhares de abortos, ou seja, de bebês assassinados no ventre materno.

Um fato ocorrido há 30 anos começou a abalar sua ideia sobre o aborto e poderia tê-lo levado a deixar inteiramente de fazê-lo. Mas questões ideológicas o impediram, por ser ele socialista.

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Efetuando um aborto naquela ocasião, Segato cometeu uma barbeiragem qualquer e não matou o feto. Como consequência, a criança nasceu normalmente. Em sua aludida entrevista, esse médico abortista declarou ao jornal: “Uma manhã voltei a encontrar-me com essa senhora, que acabava de dar à luz. Ela me deteve, e me disse: ‘Doutor, lembra-se de mim? Vê isto? É o seu erro’”. E mostrou-lhe o menino não desejado, são e salvo. Continua o médico: Era “um lindo moreninho, já tinha cabelo, e tomava o peito tranquilo. Ela sorria. Foi então quando tive minha primeira crise de consciência”, que não o fez mudar inteiramente sua opinião a respeito do aborto. Hoje aquele menino tem 30 anos, bom trabalho, e dois irmãos maiores. “Foi o erro mais formoso de minha vida”, declara Segato.

Apesar disso, como socialista convicto, Segato continuou a praticar abortos, mas reduzindo seu número, pois “cada vez que saía da sala de operações, tinha um sentimento de náuseas. Começava a me perguntar se estava realmente fazendo o correto. Quantas crianças poderiam ser como aquele pequeno?” Entretanto, logo abafava esse movimento da consciência, acrescentando: “Mas respondia-me que sim, que estava bem o que fazia. Pois o fazia por essas mulheres”. Quer dizer, sufocava a voz de Deus em sua alma.

É claro que, para um ateu materialista, continuar a assassinar crianças no ventre materno pode não ser deleitável, mas não causa maiores problemas de consciência.

Quando se deu o caso do referido bebê não desejado, esse médico assassino realizava 300 abortos por ano! Quantas crianças sacrificadas! Isso evidencia a decadência moral da outrora católica Itália. E escandalizava muitos: “As religiosas do hospital, quando me viam, se persignavam; e o capelão dizia que, comparado comigo, Herodes era um diletante, se bem que logo comíamos juntos, e nos tornamos amigos. Eu, entretanto, continuava convencido de minha decisão. Considerava-a honrada e cheia de sentido cívico, respeitosa da vida das mães destinadas a abortar clandestinamente”. E a vida das crianças abortadas? Não lhe causava, por certo, alguma dor de consciência, que ele culposamente não dava atenção?

Hoje, 30 anos depois daquele episódio, Segato prefere não fazer mais abortos. Faz intervenções ginecológicas, partos, ecografias, mas não aborto, embora não tenha para isso objeção de consciência: “Se posso, o evito, e me sinto contente”. Conclusão: se não pode evitar, o faz. E explica essa contradição: “Sim, sei que eu também deveria ser um objetante [de consciência para não fazer o aborto], mas não o sou”. Qual a razão que ele dá? “Para não desdizer-me com relação à minha decisão inicial” [de o fazer]. Quer dizer, é por princípio ideológico que o faz.

Continua ele a descrever essa sua atitude dúbia, de ver o erro, mas cometê-lo: “A verdade é que, quanto mais passam os anos, mais desgosto encontro, e só intervenho em emergências. Mas se acontece, não fico sereno”. Repete que, apesar da inquietação que sente quando tem que fazer um aborto, não deixa de fazê-lo por causa de suas convicções.

Para se justificar dessa atitude dúbia, ele apela à sua ideologia: “Continuava só por compromisso cívico, por coerência [doutrinária]. Alguém tinha de fazer o trabalho sujo, e eu era um desses, e ainda sou. É como para um soldado ir à guerra. Se o Estado decide que tem que ir à guerra, tem que ir”. Qual é o “Estado” que o obriga a fazer abortos e ao qual ele tem que obedecer? Será o Partido Socialista? Não o diz…

Ele acrescenta uma coisa que é sabida, mas que na boca de um abortista tem seu peso. Assim como ele não fica sereno quando tem que praticar um aborto, também “não estão [serenas] as mães que durante tantos anos passaram por minha consulta. Jamais vi uma contente com seu aborto. Pelo contrário, muitas são devoradas para sempre pelo sentimento de culpa”. […] “Quando volto a vê-las, dizem-me: ‘Doutor, ainda tenho aquela cicatriz, que eu levarei para a sepultura’”.

Diante disso tudo, ele deveria ser coerente e deixar de fazer os abortos e, a fim de reparar seus inúmeros pecados, lutar contra a prática abortiva. Mas, não: “Logo raciocinas e te dizes que para muitas delas teria sido pior não fazê-lo, e segues adiante, absolvendo-te a ti mesmo”. Assim se embota uma consciência e se chega mesmo a negar a verdade conhecida como tal. Foi o que ocorreu no dia 29 último no STF.

*       *       *

Há pouco o Papa Francisco estendeu a todos os sacerdotes a absolvição nos casos de aborto, o que antes era reservado aos bispos e motivo de excomunhão. Sem considerar outros aspectos muito delicados da questão, a atitude do Pontífice tem sua contrapartida: procura-se espalhar a impressão de que esse crime hediondo — como o é o assassinato de seres inocentes — ficou transformado num pecado comum que pode ser absolvido por qualquer sacerdote. O que diminui o horror que todo católico bem formado deve ter a esse gravíssimo pecado que clama aos céus e, sobretudo, leva muitas mulheres católicas a abortar, já com a intenção de depois se confessar com qualquer sacerdote…

Plinio Maria Solimeo é escritor e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


The Order Of Elijah apostata e deixa de ser cristã graças a ateu famoso

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Por Bruce William, Fonte: Metal Injection, Tradução

The Order Of Elijah é uma banda de deathcore de Joplin, no Missouri que, até alguns dias atrás, se intitulava uma banda de metal cristão. Eis que, no dia 21 de maio, o vocalista Shannon Low renunciou a sua fé – e levou o resto da banda consigo – explicando em detalhes numa longa postagem no facebook os motivos que o levaram a tal ato:

“The Order of Elijah

há ± 2 semanas

WARNING: This is a novel.

Well I’m not sure where to start. I was baptized at 20 and quickly decided I was called to be a pastor. I spent a decade+ on up’s and downs with life, visited some churches, did a lot of drugs/sex and played guitar in some metal bands. Later I joined a church I liked called Ignite here in Joplin and fell in love with it. It was small then and it grew quickly. The pastor and I became friends, encouraged my marriage, married us, etc etc.

A few year later I played guitar for the worship team on Sundays and was a leader in the teenage youth group. For the first time ever I felt I was doing what god had called me to do. I’m not going to continue with how all that came to an end because the story gets longer. The story short is it all fell apart. I’m just pledging this flag to let you know how passionate I was about Christ and having a ministry. This was the time when TOOE was taking root and forming. Many people have completely discredited that passion, not only recently but through the years.

The divorce began about 1 year after our daughter was born. I can easily say it was the roughest season of life I’ve ever had. After 5 years of being sober I found myself drowning in alcohol every night again. I decided to return to church in search of inner solace again. I was welcomed with open arms. Some things had changed but I was feeling at home at Ignite again.

One Sunday morning there was a sermon that spoke about Elisha and the bears. After a large group of children make fun of Elisha for being bald he curses them in the name of god (which I thought was a commandment not to do). God sends out two female bears to rip the kids apart limb from limb. Now this story disturbed me. I thought “I’ve read the whole bible, how did I overlook this?” So I began asking some questions and found each person had a different apologetic answer for this story. Some said “You don’t understand, calling someone bald back then was horrible.” or “You need to realize these children were heretics and needed to die so their seed didn’t spread.”

This enticed me to see how many other things I had overlooked. I found stories of an old war general sacrificing his virgin daughter in payment for a war victory, guidelines on how to beat your slaves, and an ocean of relentlessly cruel stories. This didn’t break me though. I still claimed Jesus, I said to myself “Jesus must have realized everyone was insane and there to set it straight.” Which many people were quick to inform me that was blasphemous because Jesus condones and quotes the old testament quite frequently. I still stuck to my guns but received a lot of flak by my spiritual peers for not understanding why the OT god was so racist, ethnic cleansing, jealous as an insecure girlfriend, cruel and power hungry.

So this led to research about the history of the bible. I never knew that the earliest gospel wasn’t written until half a century after Christ supposedly died, or that Paul never read any gospels, or that there isn’t even any evidence from that time that Jesus existed. Now that doesn’t mean he never did, I mean we don’t have writings from Socrates but still know he existed. Although the eye witness accounts were long gone by the time the gospels were written, not to mention many of the miracles are similar to other gods from before his time. I look at how people of Christian faith today intermingle their beliefs with “Karma”, which is a Hindu belief, and can’t help to wonder how many beliefs were intermingled in the iron age. I picked up a book called The God Delusion which talks about how all of this chaotic puzzle adds up, it answered so many questions that my Christian friends would literally get furious for me to even address.

Sometimes I would lose Christian friends by simple pondering certain questions. I would see these same Christians publicly calling my other friends “abominations” for being gay. The pastors making millions with feel-good sermons and theatrics, the abortion clinics being bombed, children dying because their parents insist on using faith healing, the barbarism of middle eastern Islam, the list goes on…. all of this cruelty justified by each particular sect in the name of their god’s love. Who’s god? Religion’s bad attributes began outweighing it’s good.

It seemed to me that if god was trying to speak through us he was going about a very peculiar and inconsistent way. Each section of the world was born into a religion that directly contradicts other religions, often in a “hell fire” sort of way. This is not the way TRUTH behaves. In India 2+2 is 4. In Afghanistan 2+2 is 4. And in America 2+2 is 4. If god’s message to us was so vitally important why would he give it to us in vague, ancient scriptures filled with contradictions? Why allow his message to be spread by fallible humans and sit by while idly while falsehoods are spread in his name? Why sentence 2/3’s of the world to hell for being born in the wrong culture? I’d think a perfect god would never need to correct his word if our literal souls depended on it.

After one of the most difficult decisions in my adult years, I had no choice but to accept that I had shed my faith like a cocoon. It was scary yet liberating, it confusing yet simple, I felt at peace yet completely shaken, I pretty much had to reprogram my way of thinking about the world. Not only that, I felt I had lived a lie for half my life. I read books, tried meditating, hell sometimes I’d even try to talk to god.

After a few months I read about the science of addiction and life trauma. I stopped trying to pray my alcoholism away and began combating it with real methods. I began confronting my problems head on rather than “giving them to god”. I became very interested in researching science and the culture of other religions daily. I eventually completely gave up alcohol, got my health back, and enrolled in college. I’m proud to say I have a 3.75 GPA.

So here we are today. Look, I love you guys and I’m sorry I’m not a Christian anymore. This is honestly me completely coming out of the faith closet, I tried to avoid throwing all my mental baggage into the road but you guys very important to me and the rest of the TOOE crew. I’m not looking to debate anyone in the comments or anything. I understand that apostasy is highly shunned upon, you guys just deserve to know the whole truth. Special thanks to Will Strotz for reaching out to me instead of getting angry.

Don’t hesitate to message me if you have questions or even come speak in person on our tour.

Shannon Low

Resumindo, ele diz ter concluído que a religião é incapaz de responder suas dúvidas, e que após ler o livro “The God Delusion” (“Deus, um delírio”, no Brasil) de Richard Dawkins, lançado em 2006, achou a resposta para muitos de seus questionamentos.

“Amo vocês e peço desculpas por não ser mais cristão”, disse Low aos fãs da banda, e anunciou que eles vão fazer uma turnê em junho intitulada “God’s Unwanted”. Obviamente a página da banda no facebook pegou fogo, quem dominar o idioma britânico e estiver interessado em participar da discussão pode conferir no link abaixo:

https://www.facebook.com/theorderofelijah


O exemplo de Perpétua e Felicidade

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Gregorio Vivanco Lopes  

A todo momento lê-se na imprensa, vê-se na televisão, ouve-se no rádio que é preciso tomar medidas contra a desigualdade, que esta aumenta, que o governo não consegue controlá-la etc. etc.

Mas nunca se faz a distinção – absolutamente indispensável – entre a desigualdade exagerada e abusiva, portanto condenável, e a desigualdade boa e legítima, que está de acordo com a ordem natural das coisas. De modo que a impressão subliminar que o noticiário transmite é de que toda desigualdade, seja qual for, é sempre um mal e deve ser erradicada.

Segundo essa concepção, o ideal — não explicitado, mas latente — seria alcançado numa sociedade onde houvesse a igualdade absoluta, de todos os modos e em todas as formas. É a utopia revolucionária em sua formulação crua e nua.

Tal teoria acaba arrombando as portas das mentes das pessoas, que não se dão ao trabalho de refletir e analisar aquilo que vem subentendido no noticiário, instalando-se assim no universo de conhecimentos de cada indivíduo como uma espécie de verdade evidente, que não é preciso demonstrar.

*    *    *

Ora, nada de mais falso. As desigualdades exageradas e abusivas são más, não por serem desigualdades, mas por serem exageradas e abusivas. As desigualdades justas e harmônicas são um bem. Não seria difícil provar essa tese, mas seria longo e não caberia nesta seção. Baste-nos lembrar o ensinamento de Plinio Corrêa de Oliveira:

“Em um universo no qual Deus criou desiguais todos os seres, inclusive e principalmente os homens, a injustiça é a imposição de uma ordem de coisas contrária a que Deus, por altíssimas razões, fez desigual. Assim, a justiça está na desigualdade. […] Com efeito, Deus criou as desigualdades, não aterradoras e monstruosas, mas proporcionadas à natureza, ao bem-estar e ao progresso de cada ser, e adequadas à ordenação geral do universo. E tal é a desigualdade cristã” (A justiça está na desigualdade cristã, “Jornal da Tarde”, 9-6-1979).

Para o espírito malfazejo da Revolução, toda desigualdade deve gerar um ódio e uma luta de quem é menos contra quem é mais. Pelo contrário, onde entrou o espírito autenticamente cristão, a desigualdade gera respectivamente o serviço e a proteção, ligados pelo laço do amor a Deus.

Foi o que se deu, por exemplo, com as santas Perpétua e Felicidade (século III). Perpétua era uma nobre romana muito rica, que se converteu ao cristianismo. Felicidade era sua escrava, que igualmente se converteu. Por isso foram conduzidas à prisão e condenadas à morte. Amarradas com arame e colocadas na arena diante de uma vaca brava, esta a princípio as atacou, mas depois desistiu.

O povo sanguinário que a tudo assistia pediu então que lhes cortassem as cabeças. A senhora e a escrava abraçaram-se emocionadas. Felicidade teve sua cabeça cortada por um golpe de machado. O verdugo, muito nervoso, errou o golpe em Perpétua. Ela deu um grito de dor, mas em seguida posicionou melhor a cabeça e indicou ao verdugo onde deveria atingi-la.

De tal modo elas foram unidas na fé, que a senhora e a escrava morreram juntas, sendo por isso seu martírio celebrado pela Igreja no mesmo dia 7 de março.

Sem querer de nenhum modo justificar aqui a escravidão romana, que tinha aspectos altamente censuráveis, a lição que nos dão Perpétua e Felicidade é de como a fé cristã e o amor de Deus unem de modo perfeitíssimo pessoas colocadas nos extremos opostos da escala social. Perpétua não desprezou Felicidade, nem esta se revoltou contra a sua senhora. Permanecendo cada uma na sua condição social, o amor de Cristo as uniu na Terra e na Eternidade.

Como é injusta e antinatural a pregação de uma

igualdade a qualquer preço!

 

(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


O peleguismo patético da Missão Integral

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Depois de revelar-se como a apostasia comunista da teologia cristã e passar a propor, sem mais disfarces falsas doutrinas, a Missão Integral decide dar o derradeiro tiro no pé assumindo descaradamente, como grupo, o seu apoio incondicional aos desmandos do Partido dos Trabalhadores. 

O que eram casos isolados, ganha contornos de posição oficial do movimento a partir da divulgação do patético manifesto de apoio a este governo espúrio. Os autores baseiam os seus argumentos falaciosos na proposta de defesa da democracia, como se tal empreitada a fim de se legitimar não dependesse, de fato, da constatação de que está ai um governo democraticamente eleito e não o resultado de um grande conluio de bandidos que depenaram o patrimônio público a fim de ganhar as eleições passadas, além de cometerem diversas e comprovadas fraudes eleitorais objetivando garantir, a qualquer preço, a “vitória”nas urnas. E não são tais fraudes e prevaricações o objeto da maioria das investigações? Estamos diante do quadro absurdo em que o ladrão rouba um banco, compra bens diversos e depois reclama do direito a propriedade privada quando o estado decide amealhar seus bens! É patético. Um governo que não tem legitimidade reclamando do uso dos mecanismos possibilitados pelo estado de direito para a sua deposição.

Quem deseja conhecer o patético manifesto e os pelegos que o assinaram, LEIA AQUI.

Faço coro ao texto de Braulia Ribeiro a seguir e lamento que a TMI tenha se revelado um mal tão danoso à Igreja quanto a teologia da prosperidade, tanto mais quando se quer transformar na quarta pessoa da Trindade, este partido de ladrões que nos governa.

Democracia Pode, Mas Desde Que Seja do Meu Jeito

Braulia Ribeiro
Estou com uma canseira danada do intelectualismo fascista. A pretensão destes neo-fascistas é a da posse absoluta da verdade. Veja o que fez Chico ao proibir a apresentação de uma peça com textos seus. Acabei de ler um artigo completamente idiota publicado por um blog americano que pretende contar a “verdade” sobre o que está acontecendo no Brasil. A “verdade” a que o artigo se refere é a versão petista de que tudo não passa de uma reação da classe burguesa contra o “pobre” governo proletário.
18086461Infelizmente este espírito ganhou uma versão evangélica na forma do Manifesto da Missão Integral. Em alguns parágrafos um grupo de pastores e teólogos e pastores brasileiros exemplificam claramente esta metamorfose do bem em mal, do direito no equívoco, que este neo-fascismo preconiza.
O Manifesto na minha opinião tem duas intenções claras: a primeira seria tirar os “cristãos do bem” das ruas. Criticando a legitimidade dos protestos, chamando a insatisfação de “ódio” e o grito das ruas de gritos de “crucifica-o” e apelos à violência, o documento da Missão Integral perde completamente o ponto de vista histórico do momento em que o Brasil vive. É um momento de unidade e não de violência. Os protestos não são gritos de ódio, mas afirmações sóbrias do povo brasileiro que finalmente acordou para seu papel político.
A segunda intenção oculta no tom moralizante do documento é a de exonerar o governo petista. Usando novamente uma linguagem tortuosa, chama a mídia de tendenciosa, diz que as gravações foram editadas e afirma diversas vezes a necessidade de se agir dentro da lei porque o governo foi eleito pelo povo.
Ou seja, o manifesto só faz repetir com pedantismo e um pseudo-raciocínio cristão a mesma ladainha petista repetida ad nauseum por Dilma, Lula e seus comparsas. “Porque fomos eleitos vale tudo.” O pessoal da Missão Integral perdeu uma boa chance de ficar calado, ou até, o que teria sido melhor, de se retratarem por sua conivência com o espoliamento do Brasil por este partido podre que se encontra no governo.
Que Deus tenha misericórdia destes profetas que só falam o que rei quer ouvir e põe em segundo plano o povo que busca justiça.

De onde veio este papo de fundamentalismo?

fundamentalismo-religioso

Pe. José Eduardo de Oliveira e Silva

Quando você expõe um argumento racionalmente, com todo rigor metodológico, apresentando fontes primárias, documentação farta, e o seu interlocutor lhe fixa o rótulo de “fundamentalista”, inicialmente você tolera, mas depois começa a desconfiar que a recorrência da ideia não é casual…

De fato, hoje em dia, quanto mais uma pessoa repete chavões como quem pontifica infalivelmente, respaldado pelo chorum uníssimo da coletividade, mais é necessário averiguarmos qual a origem do bordão, essa sim, quase sempre infalivelmente ignorada pelo acusador.

O termo em questão foi uma invenção de teólogos conservadores presbiterianos e batistas que, por volta de 1910, para se distinguirem de teólogos “liberais”, acabaram por se autodenominarem “fundamentalistas”.

Contudo, a noção de “fundamentalismo” sofreu uma mutação, e esta sua nova acepção foi criada propositalmente para liquidar com a resistência religiosa ao secularismo-laicismo imposto pelos agentes globalistas com sua nova ética relativista.

Numa obra muito conhecida sobre o tema, Karen Armstrong afirma que o “fundamentalismo” é um fenômeno recente, característico do final do século passado.

“Um dos fatos mais alarmantes do século XX foi o surgimento de uma devoção militante, popularmente conhecida como ‘fundamentalismo’, dentro das grandes tradições religiosas. Suas manifestações são às vezes assustadoras. Os fundamentalistas não hesitam em fuzilar devotos no interior de uma mesquita, matar médicos e enfermeiras que trabalham em clínicas de aborto, assassinar seus presidentes e até derrubar um governo forte. Os que cometem tais horrores constituem uma pequena minoria, porém até os fundamentalistas mais pacatos e ordeiros são desconcertantes, pois parecem avessos a muitos dos valores mais positivos da sociedade moderna. Democracia, pluralismo, tolerância religiosa, paz internacional, liberdade de expressão, separação entre Igreja e Estado – nada disso lhe interessa” (Karen Armstrong, Em nome de Deus. O Fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo, Companhia das Letras, São Paulo, 2009, p. 9).

Pouco mais abaixo, a autora explicita ainda mais o motivo pelo qual seria necessário enquadrar os tais “fundamentalistas”: “Em meados do século XX acreditava-se que o secularismo era uma tendência irreversível e que nunca mais a fé desempenharia um papel importante nos acontecimentos mundiais. Acreditava-se que, tornando-se mais racionais, os homens já não teriam necessidade da religião ou a restringiriam ao âmbito pessoal e privado. Contudo, no final da década de 1970, os fundamentalistas começaram a rebelar-se contra essa hegemonia do secularismo e a esforçar-se para tirar a religião de sua posição secundária e recolocá-la no centro do palco” (Ibidem, p. 10).

Em outras palavras, a preocupação fundamental da autora é assegurar aos agentes secularistas que continuem expandindo-se vorazmente, corroendo as raízes religiosas do ocidente, confinando os “religiosos” em sua intimidade até que os mesmos sejam totalmente aniquilados, e o homem pós-moderno possa continuar sendo alvo de um projeto pseudo-civilizatório irreligioso.

“No início de seu monumental Projeto Fundamentalista, em seis volumes, Martin E. Marty e R. Scott Appleby afirmam que todos os ‘fundamentalismos’ obedecem a determinado padrão. São formas de espiritualidade combativas, que surgiram como reação a alguma crise. Enfrentam inimigos cujas políticas e crenças secularistas parecem contrarias à religião. Os fundamentalistas não vêem essa luta como uma batalha política convencional, e sim como uma guerra cósmica entre as forças do bem e do mal. Tentam aniquilá-lo e procuram fortificar sua identidade sitiada através do resgate de certas doutrinas e práticas do passado. Para evitar contaminar-se, geralmente se afastam da sociedade e criam uma contracultura; não são, porém, sonhadores utopistas. Absorveram o Racionalismo pragmático da modernidade e, sob a orientação de seus líderes carismáticos, refinam o ‘fundamental’ a fim de elaborar uma ideologia que fornece aos fiéis um plano de ação. Acabam lutando e tentando ressacralizar um mundo cada vez mais cético” (Ibidem, p. 11).

A obra citada por Karen Armstrong é a maior enciclopédia sobre o  “fundamentalismo”, composta em cinco volumes, escrita ao longo de quatro anos e conduzida sob os auspícios de – nada mais, nada menos que – a Fundação MacArthur, que patrocina centenas de projetos de pesquisa científica.

Trata-se de uma ação coordenada e inteligente para bloquear a resistência religiosa à Nova Ordem Mundial pela via da estigmatização verbal: qualquer tipo de pretensão pública da religião ou das pessoas religiosas deve ser taxada implacavelmente como “fundamentalista”.

Para eles, a religião deve ser aprisionada na vida privada, até desaparecer por completo. Toleram momentaneamente conviver com ela, desde que se restrinja à intimidade de cada indivíduo e não tenha nenhuma incidência na coletividade. E tudo em nome de um secularismo que precisa se impor, a despeito da reação espontânea do povo, que anseia pela transcendência, pela espiritualidade.

O pior é que muitos que se presumem espertos, até mesmo dentro da Igreja, acabam por apregoar justamente este conceito, construído para exterminá-los. Caíram numa armadilha preparada justamente para não ser percebida, e caíram feito patinhos. Sucumbiram à sua própria ausência de fundamentos e, chamando os outros de “fundamentalistas”, não perceberam que foram induzidos a fazê-lo e que o uso indiscriminado do termo “fundamentalismo” favorece unicamente um esquema de poder.

Pe. José Eduardo, Doutor em Teologia Moral e pároco da Diocese de Osasco.

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)