Living The Life Without Labels

Posts com tag “Brasil

A bondade venceu o ódio

índice

Que fique bem claro que não tememos o ódio advindo daqueles que pregam uma hipócrita democracia, porém intentam estabelecer a ditadura do proletariado! Tudo o que desejamos os mais de 2/3 da população brasileira é um País livre, que cresça politicamente, economicamente e culturalmente. A nossa bandeira jamais será vermelha! A bondade e o amor sempre suplantam o ódio pregado pelos socialistas e comunistas, estes que jogam o povo contra o povo, difundido o ódio entre classes, entre raças, entre os sexos. Que Deus livre nosso País e proteja nossas famílias!

Com a palavra, Hélio Dias Viana:

Tenho lido, um pouco por toda parte, críticas ao voto pró-impeachment dos deputados que em 17 de abril último o fizeram em nome de Deus, da Pátria, da família e dos filhos, entre outras menções.

Não morro de vergonha, antes pelo contrário, orgulho-me de dizer que, como brasileiro e como católico, estou do lado deles, embora saiba que muitos não são católicos, nem levam uma vida familiar consentânea com os sentimentos ali expressos. Mas estou com eles porque, com uma simplicidade e um modo de ser autenticamente brasileiros, manifestaram com evocações familiares a preeminência destes valores sobre os demais, tendo sido esta uma das principais razões por que votavam, em consequência, pelo impedimento da presidente Dilma.

No entanto, aqueles que os criticam não têm a mesma censura em relação aos vitupérios de muitos deputados contrários ao impeachment, inclusive os de um sacerdote e de algumas mulheres que vomitaram ódio revolucionário de causar estupor. Houve quem evocasse os sanguinários Lamarca, Marighella e outros comunistas de análogo jaez, a causa da Reforma Agrária socialista e os agitadores Sem-Terra. Porém, com isso, sem o perceberem, eles assustaram não só a opinião pública, mas também os parlamentares que ainda pudessem estar indecisos naquele momento. Que contraste com as evocações religiosas e familiares dos deputados pró-impeachment!

A índole do brasileiro é cordata. Não gostamos de encrenca nem de carranca. Muito menos de ser enganados. Constituímos uma grande família, estabelecida num vasto território posto sob a égide do Cruzeiro do Sul e abençoado pelo Cristo Redentor. A irreligiosidade, a imoralidade, a mentira, a falta de cordura, o espírito de vingança, a ausência de amor à Pátria (cujos interesses foram substituídos pelos da ideologia do partido), o ódio entre classes e raças — tudo isso promovido durante 13 anos pela gestão petista —, refletiram-se em alguma medida nas fisionomias, nos gestos e nas palavras de certos parlamentares que defendiam o governo contra o pretenso “golpe”, levando ao resultado de 367 votos contra 137.

Lembrados de todas essas coisas negativas, contrárias aos nossos sentimentos, aos nossos costumes e às nossas tradições, os lulopetistas se esqueceram do principal: que somos um povo bondoso e temente a Deus, amante da ordem e da paz, e que apesar de estarmos dispostos a dar até a última gota do nosso sangue para que nossa bandeira jamais seja vermelha, queremos despedir a presidente não com o ódio de que somos objeto, não com ameaças tipo “exército de Stédile”, mas com uma fórmula bem brasileira —

“tchau, querida” —, uma das poucas expressões limpas que encheu de significado um diálogo deprimente entre Lula e Dilma.

(*) Hélio Dias Viana é escritor  e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

 

Anúncios

O peleguismo patético da Missão Integral

6551479033_0ed427d073

Depois de revelar-se como a apostasia comunista da teologia cristã e passar a propor, sem mais disfarces falsas doutrinas, a Missão Integral decide dar o derradeiro tiro no pé assumindo descaradamente, como grupo, o seu apoio incondicional aos desmandos do Partido dos Trabalhadores. 

O que eram casos isolados, ganha contornos de posição oficial do movimento a partir da divulgação do patético manifesto de apoio a este governo espúrio. Os autores baseiam os seus argumentos falaciosos na proposta de defesa da democracia, como se tal empreitada a fim de se legitimar não dependesse, de fato, da constatação de que está ai um governo democraticamente eleito e não o resultado de um grande conluio de bandidos que depenaram o patrimônio público a fim de ganhar as eleições passadas, além de cometerem diversas e comprovadas fraudes eleitorais objetivando garantir, a qualquer preço, a “vitória”nas urnas. E não são tais fraudes e prevaricações o objeto da maioria das investigações? Estamos diante do quadro absurdo em que o ladrão rouba um banco, compra bens diversos e depois reclama do direito a propriedade privada quando o estado decide amealhar seus bens! É patético. Um governo que não tem legitimidade reclamando do uso dos mecanismos possibilitados pelo estado de direito para a sua deposição.

Quem deseja conhecer o patético manifesto e os pelegos que o assinaram, LEIA AQUI.

Faço coro ao texto de Braulia Ribeiro a seguir e lamento que a TMI tenha se revelado um mal tão danoso à Igreja quanto a teologia da prosperidade, tanto mais quando se quer transformar na quarta pessoa da Trindade, este partido de ladrões que nos governa.

Democracia Pode, Mas Desde Que Seja do Meu Jeito

Braulia Ribeiro
Estou com uma canseira danada do intelectualismo fascista. A pretensão destes neo-fascistas é a da posse absoluta da verdade. Veja o que fez Chico ao proibir a apresentação de uma peça com textos seus. Acabei de ler um artigo completamente idiota publicado por um blog americano que pretende contar a “verdade” sobre o que está acontecendo no Brasil. A “verdade” a que o artigo se refere é a versão petista de que tudo não passa de uma reação da classe burguesa contra o “pobre” governo proletário.
18086461Infelizmente este espírito ganhou uma versão evangélica na forma do Manifesto da Missão Integral. Em alguns parágrafos um grupo de pastores e teólogos e pastores brasileiros exemplificam claramente esta metamorfose do bem em mal, do direito no equívoco, que este neo-fascismo preconiza.
O Manifesto na minha opinião tem duas intenções claras: a primeira seria tirar os “cristãos do bem” das ruas. Criticando a legitimidade dos protestos, chamando a insatisfação de “ódio” e o grito das ruas de gritos de “crucifica-o” e apelos à violência, o documento da Missão Integral perde completamente o ponto de vista histórico do momento em que o Brasil vive. É um momento de unidade e não de violência. Os protestos não são gritos de ódio, mas afirmações sóbrias do povo brasileiro que finalmente acordou para seu papel político.
A segunda intenção oculta no tom moralizante do documento é a de exonerar o governo petista. Usando novamente uma linguagem tortuosa, chama a mídia de tendenciosa, diz que as gravações foram editadas e afirma diversas vezes a necessidade de se agir dentro da lei porque o governo foi eleito pelo povo.
Ou seja, o manifesto só faz repetir com pedantismo e um pseudo-raciocínio cristão a mesma ladainha petista repetida ad nauseum por Dilma, Lula e seus comparsas. “Porque fomos eleitos vale tudo.” O pessoal da Missão Integral perdeu uma boa chance de ficar calado, ou até, o que teria sido melhor, de se retratarem por sua conivência com o espoliamento do Brasil por este partido podre que se encontra no governo.
Que Deus tenha misericórdia destes profetas que só falam o que rei quer ouvir e põe em segundo plano o povo que busca justiça.

Por que o MPL lembra a União Soviética

 Flagrantes de manifestações do Movimento Passe Livre

Flagrantes de manifestações do Movimento Passe Livre

Cid Alencastro  

A inflação vai corroendo as finanças dos brasileiros, especialmente dos mais pobres. É um fato.

Economistas de peso têm analisado o problema e concluído que, unida à estatização desvairada, uma irracional política dita “social” vai destroçando a economia do País, prejudicando a todos, sobretudo os economicamente menos favorecidos.

Até aí nenhuma novidade. Onde quer que se implante, o socialismo funciona como um câncer que vai putrefazendo os tecidos do organismo, a caminho da morte. Não vamos nos deter nesse fenômeno, por demais conhecido de nossos leitores.

Mas, posto o fato de que isso é assim, e que a inflação galopa, não faz o mínimo sentido querer que as passagens de ônibus, metrô e trens urbanos não subam também.

Ora, o autointitulado Movimento Passe Livre (MPL) tem procurado agitar o ambiente, sobretudo em São Paulo, organizando manifestações de protesto contra o aumento das passagens, que está na ordem de R$ 0,30.

Navegando numa contradição ululante, o MPL defende o governo do PT, causador da degringolada econômica e, portanto, também da inflação, e critica um subproduto menor dessa inflação que é o aumento nas passagens dos transportes coletivos, convenhamos bastante modesto.

Conseguindo arrebanhar apenas um contingente reduzido (parece que os sanduíches de mortadela e as gorjetas não estão muito atrativos), os organizadores têm procurado compensar o pequeno número com a promoção de arruaças, quebra-quebras e outros mimos, a fim de atrair a atenção de um público cada vez mais desinteressado, crescentemente enfastiado e mesmo hostil.

Tão hostil que mesmo certa imprensa, que vinha publicitando as manifestações e criticando a polícia, mudou de bordo e, para não perder leitores, passou a criticar o MPL.

Foi nesse contexto que se descobriu o óbvio. Ou seja, que o interesse do MPL não estava centrado no aumento das passagens — mero pretexto — mas sim em produzir agitação social, a serviço de forças escusas.

Veio a público então um Manual, no qual o MPL “instrui seus militantes e simpatizantes sobre como bloquear vias importantes e empregar outras táticas truculentas” (“O Estado de S. Paulo”, 14 e 17-1-16). “Surge a imagem de um grupo aguerrido, frio e calculista, que não hesita em apelar para o emprego de métodos violentos para atingir seus objetivos”, diz a reportagem.

Ou seja, cai por terra a falsa ideia de que a violência nas manifestações seria fruto da ação de infiltrados, apelidados de black-blocs. Na verdade, todos fazem parte da mesma panela.

Nesse Manual, o MPL chora o fato de não estar conseguindo adesões dos trabalhadores: “Não podemos fazer essa ação isolada. Temos que convencer os trabalhadores”.

O Manual elenca sete passos para travar as vias da cidade com 50 militantes para “provocar efeitos tão interessantes quanto os de um ato com mil”.

O fracasso das manifestações do MPL constitui apenas um exemplo do que vem ocorrendo ultimamente com as investidas das esquerdas, ao menos no Brasil. Não conseguindo convencer a opinião pública, e muito menos atrair grandes contingentes para suas ações de rua, as esquerdas se veem na contingência de avançar por meio de golpes de força das autoridades. Estas impõem, em nome da modernidade e outras balelas do gênero, leis, decretos, sentenças judiciais, regulamentos, injunções policialescas e o que mais se queira para forçar a população a engolir suas “modernidades”.

Tal sistema é eficiente a curto prazo, pois quem tem o poder nas mãos impõe e está acabado. Mas a longo prazo caminha-se para uma explosão. Memento União Soviética.

(*) Cid Alencastro é advogado e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


Ameaças de internacionalizar a Amazônia

Fatores determinantes da campanha pró-internacionalização da Amazônia brasileira: mídia internacional, reservas indígenas e principalmente esquerda católica.

Gregorio Vivanco Lopes  

Amazônia

Ao analisar, em 1987, o projeto de Constituição que depois se cristalizou na atual Carta Magna, Plinio Corrêa de Oliveira denunciava “a existência de um plano arquitetado, dentro e fora do País, com vistas à internacionalização da Amazônia e sob pretexto da defesa das prerrogativas indígenas”.

Citando o então Ministro da Justiça, Paulo Brossard, o Prof. Plinio salientava ainda que “a emenda constitucional patrocinada [na época] pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) ‘comprova a existência de plano preparado pelos que imaginam solapar a soberania nacional por conta de seus interesses’” (Projeto de Constituição Angustia o País, Cap. VII; item 7: Concepção hipertrofiada dos direitos dos índios: ameaça à soberania nacional).

Em resumo: 1) já naquela data, era patente a existência de uma ameaça à soberania nacional sobre a Amazônia; 2) a internacionalização desse precioso pedaço de chão brasileiro estava sendo arquitetada “dentro e fora do País”; 3) dentro do País, um dos atores mais evidentes dessa pressão para entrega da Amazônia era o Cimi, órgão da esquerda católica ligado à CNBB; 4) o pretexto alegado era a defesa das prerrogativas indígenas.

Depois disso, até jornais de Londres e Nova York falaram em internacionalização:

1) “Uma coisa precisa ficar clara. Esta parte do Brasil é importante demais para ser deixada aos brasileiros. Se perdermos as florestas, perderemos a batalha contra as mudanças climáticas”. A afirmação é do jornal “The Independent”, de Londres, em artigo intitulado Salvem os pulmões de nosso Planeta (15-5-08). E acrescenta: “A Amazônia constitui um precioso recurso para o mundo todo, e sobre a qual nós devemos tomar as responsabilidades”. É como dizer: a casa do meu vizinho constitui um precioso recurso para mim, logo vou invadi-la.

2) Com o título De quem é a Amazônia, afinal?, o jornal norte-americano “The New York Times” (18-5-08) disse que “um coro de líderes internacionais tem declarado cada vez mais abertamente que a Amazônia faz parte de um patrimônio mais amplo do que o das nações que dividem seu território”. E cita o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, que em 1989 afirmou: “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não pertence a eles; ela pertence a todos nós”.

Reservas indígenas causam muitas preocupações

Ante tais ameaças, a existência de extensas e desprotegidas reservas indígenas na Amazônia aumenta as preocupações.

Para o próprio bem dos índios, deveriam eles ser normalmente integrados à civilização e catequizados aqueles que ainda não o foram, pois são eles parte da população brasileira, e não tem sentido permanecerem confinados em guetos, para ali vegetar numa vida infra-humana. Mas, além disso, há o problema muito sério de que os índios isolados não teriam como resistir a uma investida estrangeira.

Já não falo de uma investida armada, contra a qual arcos, flechas e bordunas não fariam melhor figura do que peças de museu; mas falo de uma “imigração” insidiosa, patrocinada por ONGs suspeitas que, uma vez estabelecidas na Amazônia como em território próprio, facilmente se aproveitam da ignorância e do pequeno número de indígenas em cada reserva imensa, para tentar aí a aventura de um estado comuno-indígena, independente e mesmo contrário ao Estado brasileiro.

O governo brasileiro fica aquém do momento histórico

Ante a estranheza que se vem levantando na opinião pública nacional em face de tais manobras, a presidente Dilma tem feito uma ou outra afirmação no sentido de que a Amazônia é brasileira. Mas essas afirmações não têm o timbre da indignação e da força que a gravidade da situação e o interesse do País exigem. Sobretudo não se vê que estejam sendo tomadas medidas à altura do perigo.

A preocupação ecológica com a biodiversidade não pode virar uma mania e um despropósito, a ponto de nos cegarmos para outras realidades mais altas, como a defesa da integridade do território nacional ameaçada, bem como a preservação da nacionalidade e dos valores que ainda nos restam da Civilização Cristã.

Essa posição tíbia do governo, que deixa muito a desejar, estadeou-se francamente contrária aos interesses nacionais quando se tratou da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Chamou a atenção o esforço quase desesperado do governo em retirar daquela parte da Amazônia os brancos, negros e pardos, como se aquele território não pertencesse mais ao Brasil.

A esquerda católica manipula a questão indígena

A grande fautora dessa política indigenista na Amazônia é sem dúvida a esquerda católica.

Seu ativismo de incitamento de índios contra brancos, numa velada, mas autêntica luta de raças, já teve uma consequência bastante violenta em Altamira, no Pará, por ocasião de um encontro para discutir a construção de barragens na bacia do rio Xingu. Quando o engenheiro da Eletrobrás, Paulo Fernando Rezende, terminou sua palestra, “índios de diversas etnias, sobretudo caiapós, levantaram-se e começaram a gritar, cantar, dançar em círculos e se aproximar lentamente de onde estavam os palestrantes. Armados de facões e bordunas, eles cercaram o grupo e não deixaram ninguém sair” (“Folha de S. Paulo”, 21 a 23-5-08). Como se vê, um ritual para pegar a vítima. “O engenheiro teve a camisa rasgada, foi chutado e teve um corte profundo no braço”.

Quem forneceu esses facões aos índios? “Segundo o delegado Jorge Eduardo Ferreira de Oliveira, o padre espanhol Joseba Andoni Ledesma Sanchez e o secretário do Cimi em Altamira, José Cleanton Curioso Ribeiro, aparecem em imagens gravadas por uma loja de Altamira comprando três facões, acompanhados por um índio. O delegado da PF disse que as imagens são um indício forte de que houve ajuda aos índios na compra do material”.

O “argumento”: Quia nominor leo

Ante tais indícios de envolvimento de um sacerdote e do Cimi, seria de esperar que algum bispo, na ocasião, tomasse providências enérgicas, da parte da Igreja, para apurar o ocorrido e punir os responsáveis. Aconteceu o contrário.

“O bispo da prelazia do Xingu e presidente do Cimi, D. Erwin Krautler, disse na ocasião que ‘para os índios, os facões não são armas, são uma ferramenta usada como adereço em suas manifestações’. Ele eximiu o padre e o funcionário do Cimi de qualquer culpa. ‘Eles são gente minha’”.

Ficamos então sabendo que facões são… instrumentos de propaganda. Seria uma manifestação propagandística esfaquear o engenheiro da Eletrobrás? Quanto aos sacerdotes e demais integrantes do Cimi, segundo D. Krautler, são inimputáveis, pois “são gente minha”! Lembra a fábula do leão que, vendo cair por terra todos os argumentos que apresentava para comer o cordeiro, apresentou o argumento decisivo: Quia nominor Leo (Porque me chamo leão).

Vai se cristalizando uma ameaça

Estamos em 2015, e aquilo que era um alerta vai, por não ter sido ouvido vai se cristalizando numa ameaça.

O jornal “O Estado de S. Paulo” afirma em editorial (11-7-15): “A Amazônia é tema obrigatório em todos os grandes foros internacionais sobre meio ambiente e muito se discute a respeito de como preservar sua fauna e sua flora. Afinal ela representa mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta, com uma biodiversidade ímpar”.

Ainda recentemente, a Encíclica Laudato Si, do Papa Francisco, adverte para a destruição da biodiversidade como uma ameaça ao planeta: “Mencionemos, por exemplo, os pulmões do planeta repletos de biodiversidade que são a Amazônia e a bacia fluvial do Congo, ou os grandes lençóis freáticos e os glaciares. A importância destes lugares para o conjunto do planeta e para o futuro da humanidade não se pode ignorar. Os ecossistemas das florestas tropicais possuem uma biodiversidade de enorme complexidade”.

O Comandante do Exército, General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, em recente palestra sobre a Amazônia, feita na sede do Ministério da Defesa, constatou que ali existe “falta de infraestrutura, desmatamento, contrabando e questões sociais”. E acrescentou: “O Brasil até hoje não tem uma política específica para a Amazônia” (Folha Militar, 10-6-15).

Se não abrirmos os olhos, tudo – ecologia, indigenismo, minérios no subsolo – será pretexto para nos roubarem a Amazônia.

(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)


U2 pode vir ao Brasil em novembro de 2016

1440465633.jpg

Por Guilherme Silva, Fonte: U2 Wolves

O site U2Wolves (u2wolves.com), conseguiu mais informações sobre a vinda da banda para a América Latina

Agora a fonte vem de um fã clube oficial da banda na Argentina, que traz formações exclusivas. Confira:

“São cada vez mais fortes os sinais de que a banda vai vir para a América Latina até o final do próximo ano.

O iNNOCENCE + eXPERIENCE Tour, que atualmente está prestes a começar a parte Europa da tour, voltará o território europeu novamente no próximo ano sob o mesmo formato.

Eles planejam passar a turnê para grandes estádios e locais ao ar livre no próximo verão e que nesse formato volta para a América do Sul em novembro de 2016.

Como falamos meses, tanto os membros da banda como parte da ‘tripulação’ da turnê deram a entender que a # U2ieTour passará por Argentina, Chile e Brasil, no final do próximo ano. Estima-se também que países como o Peru e a Colômbia tenham shows”


“Os jovens matam porque foram esquecidos pelo estado” – um mito favorito da esquerda

Enterro de uma das vítimas do estupro coletivo em Castelo do Piauí

Enterro de uma das vítimas do estupro coletivo em Castelo do Piauí

 

Por

O naturalista suíço Louis Agassiz tinha uma obsessão pelo racismo científico. Acreditava que as etnias eram espécies humanas separadas e que misturá-las transformava os homens em delinquentes e degenerados.

Ao visitar o Brasil, em 1865, Agassiz deu uma olhadela pelas ruas do Rio de Janeiro e pensou ter entendido a causa da pobreza e da criminalidade do país. “Quem duvida dos males da mistura de raças que venha ao Brasil, pois não poderá negar uma deterioração decorrente da amálgama de raças”, escreveu ele.

Agassiz foi vítima de dois erros. O primeiro é a falácia de relação e causa. Ele observou dois fenômenos acompanhados (mestiçagem e pobreza) e acreditou que um era a causa do outro. Também usou suas próprias bandeiras políticas para explicar o mundo — uma armadilha mais ou menos assim: “eu defendo X; se algo acontece de errado no mundo, eu vou logo acreditar que é por falta de X e que não há outra solução senão X”.

Muita gente comete esses mesmos erros ainda hoje. De forma tão descuidada quanto o naturalista suíço, estão usando suas bandeiras políticas — a educação pública, a luta contra a miséria e a desigualdade — para explicar por que os jovens cometem crimes.

Por exemplo, quando o ciclista foi esfaqueado na Lagoa Rodrigo de Freitas por menores de idade, o jornal Extra sugeriu que os garotos se tornaram assassinos porque não tinham ido para a escola:

 

extra-22-de-janeiro-de-2015-sem-familia-sem-escola1

Já a jornalista Claudia Colucci, ao falar sobre o silêncio ao redor do terrível estupro de quatro jovens no Piauí, parece ter esclarecido o que motivou os quatro menores envolvidos no crime:

Quem são esses menores? Semianalfabetos, usuários de drogas, miseráveis, com famílias desestruturadas e com histórias de loucuras, abusos e abandono.

É o caso de perguntar: o analfabetismo e a pobreza, que atingem dezenas de milhões de brasileiros, levam mesmo os homens jovens a raptar, torturar, estuprar, furar os olhos, apedrejar e jogar do penhasco meninas indefesas?

É verdade que, em muitos casos, a baixa educação e alguns fatores econômicos acompanham a violência. Mas daí há um bom caminho para provar que um é a causa do outro. É bem provável, por exemplo, que as centenas de piauienses que foram ao enterro de uma das vítimas e se consternaram com o caso tinham o mesmo perfil de escolaridade e renda dos agressores.

O próprio Piauí contraria a tese de que a miséria causa violência. Depois do Maranhão, é o estado mais pobre do Brasil. E um dos menos violentos — a taxa de homicídios só é menor em São Paulo e Santa Catarina.

Agora, imagine se multiplicássemos a população do Piauí por cinquenta e cortássemos 40% do seu território. Chegaríamos a um país como Bangladesh, onde 150 milhões de miseráveis convivem com uma das menores taxas de homicídio do mundo – apenas 2,7 homicídios por 100 mil habitantes, um décimo da taxa brasileira.

O perfil de internos de prisões para menores de idade também contraria a crença de que agressores são vítimas da miséria. Uma pesquisa da Fundação Casa de Campinas de 2013 mostra que, de 277 internos, 80% vêm de famílias com casa própria, e metade têm renda superior a 2 mil reais. As taxas de escolaridade dos menores presos eram similares às de fora da cadeia.

Se não é a pobreza, seria então a desigualdade o motor da violência? Essa eu deixo com o psicólogo americano Steven Pinker, autor de um excelente compêndio sobre violência humana, o livro Os Anjos Bons da Nossa Natureza. Pinker aponta uma falácia de relação e causa: países mais desiguais geralmente são mais violentos, mas isso não quer dizer que desigualdade cause violência:

O problema de invocar a desigualdade para explicar mudanças na violência é que, embora ela se correlacione com a violência se compararmos estados e países, não se correlaciona com a violência ao longo do tempo em um estado ou país, possivelmente porque a verdadeira causa das diferenças não é a desigualdade em si, mas características estáveis como a governança do estado ou a cultura, que afetam tanto a desigualdade como a violência.

Um exemplo que Pinker fornece é o dos Estados Unidos: a desigualdade atingiu um mínimo em 1968, quando a criminalidade estava no auge, e subiu entre 1990 e 2000, enquanto a violência despencou.

Outra razão sempre citada são as famílias desestruturadas. Crescer sem o pai ou a mãe leva os jovens ao crime? Difícil saber. Segundo o IBGE, em 16% das famílias brasileiras, a mãe cuida sozinha dos filhos (famílias só com o pai e os filhos são outros 2%). Mas 0,01% dos adolescentes comete crimes violentos (a confiar na estatística de quem é contra a redução da maioridade penal).

O mais provável, nesse caso, é a relação inversa: em ambientes com maior criminalidade, é mais comum haver mães solteiras. Os filhos delas acabam virando criminosos não por falta do pai, mas porque crescem num ambiente criminoso.

Pinker tem um raciocínio parecido:

Embora filhos indesejados possam vir a cometer crimes ao crescer, é mais provável que as mulheres em ambientes propensos ao crime tenham mais filhos indesejados do que a indesejabilidade cause diretamente o comportamento criminoso.

A ideia de que a ausência do estado causa todos os problemas do mundo é sedutora. Mas na hora de estudar as origens da violência é melhor deixar ideologias de lado.

______________________

Uma recente manchete da Folha de S. Paulo reproduz a denúncia que publiquei há dois meses.  A afirmação de que adolescentes cometem menos de 1% dos crimes violentos é falsa, baseada numa estatística que não existe.

A reportagem foi além e descobriu dados interessantes. Em sete estados, a participação de menores nos crimes violentos é igual ou superior a 10%. No Ceará e no Distrito Federal, de acordo com as secretarias de segurança, os crimes cometidos por menores de idade passam de 30% do total.

 

folhaa-maioridade

Valeria a pena cavoucar um pouco mais os dados fornecidos pelos governos estaduais. Esses 30% no Ceará e no Distrito Federal parecem tão falsos quanto o “menos de 1%” divulgado pelo governo Dilma.

Homens adolescentes são mais violentos que a média da população, mas não mais violentos que adultos jovens. Em quase toda sociedade humana, o comportamento violento começa aos 15 anos e atinge o pico entre os 18 aos 24 anos. Seria necessário que os menores de idade fossem uma parcela muito alta da população para serem responsáveis por tantos crimes.

Leandro Narloch é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados.

O que eu vi nas manifestações de março

O aspecto ideológico, pouco ressaltado pela mídia, esteve no âmago das manifestações

Gregorio Vivanco Lopes  

“Pela primeira vez em 30 anos de normalidade democrática, articula-se um movimento de massa que não teme defender ideias conservadoras”. Assim se referiu em editorial a Folha de S. Paulo (18-3-2015), ao analisar a manifestação tsunâmica que percorreu as ruas deste nosso querido Brasil em 15 de março último.

Esse caráter ideológico dos protestos foi pouco salientado pela mídia em geral, mas ele constituiu a espinha dorsal da manifestação.

Os gritos e os cartazes “fora Dilma”, “fora Lula”, “fora PT”, “impeachment já”, “comunismo, não”, “o Brasil jamais será vermelho”, “abaixo o foro de São Paulo”, “lugar de corrupto é na cadeia” – e tantos outros que pude ouvir e ver na manifestação em São Paulo e que se repetiram pelo Brasil afora –, tinham um fundo comum.

Esse denominador comum nem sempre estava explícito nas mentes dos manifestantes, e nem precisava estar, mas era ele que esclarecia as inteligências, determinava as vontades e dava firmeza aos passos.

Havia uma ideia difusa, mas poderosa e vivaz, de que o atual partido hegemônico no Brasil se afastou profundamente do sentir da Nação por ter-se tornado caudatário de utopias comuno-socialistas como o bolivarianismo venezuelano, o ecologismo indigenista de Evo Morales ou o kirchenerianismo corrupto argentino. Para não falar de um anti-americanismo odiento.

O desagrado profundo em relação ao escandaloso apoio que o governo dá aos movimentos de invasão de terras ou de casas, passando por cima da lei e da ordem, aí se manifestava. Na mesma linha, a política petista de dificultar ao máximo a integração cultural de nossos irmãos indígenas, confinando-os numa espécie de guetos chamados “reservas”, modelo de sociedade para a qual deve convergir a humanidade no futuro. Ademais de uma absurda luta de classes e de raças subjacente a uma política de cotas que há muito ultrapassou todo o bom senso.

Notava-se ainda a repulsa ao favorecimento indireto, mas efetivo, da corrupção, das drogas e do banditismo em geral, instrumentos auxiliares da ideologia petista para o desmantelamento da atual ordem de coisas, considerada “capitalista” e “elitista”, com o consequente mau humor em relação às polícias militares e mesmo ao Exército nacional, nos moldes do que ocorreu na revolução russa de 1917.

Como fica nisso a CNBB? Para alguns, ela seria uma espécie de departamento religioso do PT, enquanto o PT seria o braço político da CNBB. Seja como for, o apoio da CNBB ao programa ideológico do PT não pareceu surtir muito efeito. Desde que deixou de ter uma presença católica no panorama nacional, a CNBB teve seu prestígio muito minguado. Não parece que ela será de grande valia para manter em cena e atuante a ideologia socialo-petista.

Todos esses fatores estavam desigualmente presentes nos manifestantes de março, mais fortes em uns, menos em outros, mais explícitos nestes, mais difusos naqueles, porém atuando poderosamente no conjunto para a rejeição de um partido e de uma corrente ideológica que se apossou das rédeas da Nação e que a obriga a caminhar num rumo que ela não quer.

A presença na Avenida Paulista da Ação Jovem do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, com suas becas e seu estandarte dourado, marcou um ponto expressivo no conjunto.

No total, notava-se uma euforia calma, uma alegria de estar juntos, de sentir-se verdadeiramente brasileiros, com uma esperança que beirava a certeza de que aquele movimento era apenas o primeiro passo num caminho que não tinha mais volta atrás. O Brasil sentia a alegria de poder sacudir os grilhões, o antegosto de um corpo que percebia ser capaz de livrar-se do urso vermelho que o abraça e estrangula.

E tudo isso de modo bem brasileiro: sem violência, sem arroubos exagerados, sem artificialismos demagógicos. É o Brasil como ele é, na sua autenticidade, na sua bonomia, mas também na sua força avassaladora.

(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)