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Filme Noé: Fantasia Antibíblica

NOÉ

Um exame das escolhas de entretenimento do cristão e o filme Noé. Ver ou não ver?

[Alerta de spoilers: Esta breve análise revela certos elementos do filme Noé, mas apenas até o ponto de comunicar as preocupações com o filme. Esta crítica pré-lançamento se baseia em informações de uma variedade de fontes, inclusive afirmações de várias pessoas que foram à pré-estreia do filme e publicaram artigos em vários sites, assim como informações de um membro da equipe do Answers in Genesis que viu todo o filme na versão sem cortes em novembro de 2013. Eu fiz o melhor que pude para representar o filme de forma precisa com base nessas informações. Se houver algum equívoco revelado quando o filme for lançado, eu alegremente os corrigirei como um adendo a este artigo. A AiG publicará uma análise breve inicial em 28 de março e uma crítica completa assim que puder.]

Ultimamente, há muita discussão sobre se cristãos deveriam investir em certos filmes. Esses filmes vêm em vários formatos e têm níveis diferentes de precisão bíblica. Alguns são relatos fictícios retratando a vida de cristãos, enquanto outros presumem retratar relatos bíblicos na telona.

Minha esperança com este artigo é usar o filme Noé como um arcabouço para discutir a questão de assistir a filmes com temas cristãos e enredos bíblicos. Espero que você consiga entender os princípios discutidos aqui e aplicá-los a outras situações. Por exemplo, há um filme retratando o Êxodo a ser lançado no futuro, assim como outros que certamente virão. Eu não tenho a menor intenção de dizer a você o que fazer ou pensar (…). Antes, peço que você procure pensar com o filtro das Escrituras e tomar todo pensamento cativo à obediência de Cristo segundo a sua consciência quanto a essas questões.

Que fique claro, eu pretendo assistir o filme Noé com alguns colegas quando este sair, mas não por entretenimento. Eu pessoalmente creio que seja errado buscar entretenimento em meios que promovem blasfêmia (más representações de Deus e Sua Palavra ou Seus representantes[1]) ou que celebram os pecados pelos quais meu Salvador morreu (e.g., linguagem vulgar, fornicação, indecência, humor impróprio e por aí vai). Porém, há aqueles no corpo de Cristo que trabalham para ajudar outros a entender certas questões e a exercitar discernimento. Compreendo esse como um dos meus papéis como presbítero na minha igreja local e parte do meu papel no Answers in Genesis. Eu também dependo de outros para me ajudar a fazer escolhas sábias e que glorificam a Cristo no que se trata de livros, filmes, e coisas tais. Isso dito, não creio que seja sábio que todos os cristãos saiam correndo para assistir a esse filme ou outros que aparecerão no futuro. Não estou sendo hipócrita; estou clamando que nós, como corpo, tenhamos sabedoria. Peço que considerem meu argumento quanto a isso abaixo.

Noé: Um Estudo

Num artigo publicado online recentemente no Christian Post, John Snowden, o consultor bíblico da produção, conta às pessoas da fé que elas podem aceitar o novo filme Noé. Eu gostaria de examinar algumas das afirmações dele e chamar os cristãos a considerar cuidadosamente se vale a pena investir nesse filme. Outros acrescentaram suas vozes à discussão, e eu incluirei links para alguns deles dentro do artigo.

Erros na abertura

Snowden começa seu artigo afirmando, “Infelizmente, aqueles que se sentiram compelidos a criticar o filme nessas histórias, na verdade, não o viram – então é difícil entender exatamente o que eles estão criticando. Eu assisti a Noé – na verdade, estive trabalhando nele durante os últimos dois anos como o consultor bíblico dos produtores”[2]. Bem, essa censura não é verdadeira no caso da crítica vinda do Answers in Genesis. Em novembro de 2013, um membro da equipe e outros assistiram o filme na forma bruta (rough cut)[3] e, em fevereiro de 2014, outros membros da equipe participaram de uma discussão na Convenção Nacional de Broadcasters onde o Sr. Snowden discutiu essas questões. As críticas publicadas neste site se basearam nessa sessão e na discussão, em vez de em especulação cega. Mesmo os cristãos postando em nossas páginas do Facebook a respeito do filme – supostamente nossos apoiadores – têm batido na mesma tecla dizendo que não devemos condenar um filme ao qual não assistimos. Isso não é verdade e apenas mostra que, ironicamente, as pessoas que nos criticam por criticar o filme, na verdade, não leram o que escrevemos sobre ele.

Sr. Snowden também afirma que “as Escrituras são abertamente citadas por vários personagens em Noé. As palavras de Deus da Bíblia são indiscutivelmente uma parte deste filme. O filme é pró-Deus”. Então, quero tratar essa questão neste artigo para ver se esse realmente é o caso. Intencionalmente distorcer a Palavra de Deus e representar mal o que a Bíblia claramente ensina é blasfêmia. Fazer um filme cheio de distorções blasfemas não é pró-Deus.

Para validar ainda mais esse ponto, Darren Aronofsky, o produtor do filme, contou a um amigo que Noé é “o filme bíblico menos bíblico já feito”[4], e outra fonte diz que “o filme é completamente honroso ao texto”[5]. Parece que a “história” é o que importa, em vez de ser fiel ao que Deus revelou.

As Declarações

Depois de afirmar que o filme é mais próximo do texto bíblico do que já foi sugerido, o Sr. Snowden sustenta a declaração, dizendo, entre outras coisas, “Ninguém mais sobrevive o dilúvio que não devia. Há uma pomba, um arco-íris, dois de cada animal…” Mas quem sobrevive no filme? Noé, sua esposa, seus três filhos e uma nora. Isso não é fiel ao texto; é um erro que leva aqueles que estão assistindo o filme a crer que a Bíblia ensina que um casal repopulou o planeta, em vez de confiar no que as Escrituras ensinam em Gênesis 9–11. Isso também rejeita o ensinamento claro do Novo Testamento de que oito pessoas foram salvas (2Pedro 2.5). Além disso, fica claro a partir do trailer e do filme bruto (rought cut)[6] que mais do que dois de cada tipo de animal foi salvo na arca. Vários que assistiram o filme se referem aos animais sendo “apertados” para dentro da arca. Isso é uma distorção do texto e provavelmente servirá para reforçar a ideia promovida por escarnecedores de que não havia espaço suficiente na arca para todos os animais.

Snowden aponta para Noé buscando sabedoria com um ancião como um ponto positivo: “Num mundo pós-moderno que diz para nunca confiarmos em quem tem mais de 30 anos, essa história mostra Noé buscando seu avô amoroso, sábio (e bíblico), Matusalém, para ajudá-lo a interpretar a visão que está recebendo de Deus e a agir com base nisso. Matusalém também dá a explicação bíblica chave de por que Deus está causando o dilúvio. Fique atento a isso.” O único problema é que o personagem de Matusalém “é um tipo de pajé, cuja saúde mental é questionável”, de acordo com quem viu o filme bruto. Um pajé dando explicações bíblicas é blasfemo e só promoverá a má compreensão do caráter de Deus na mente do espectador que não é cônscio do verdadeiro caráter de Deus revelado nas Escrituras.

Sob o título “Noé toma uma posição firme pela justiça”, Snowden afirma, “Um Noé hollywoodiano bonzinho seria tentado a deixar uma penca de humanos ‘bonzinhos’ ou ‘legais’ entrar no barco, ou três ou quatro girafas muito fofas das quais ele tivesse pena. Mas Noé é firme. Sua missão é clara: Ninguém além de sua família sobrevive.”

Então o personagem de Noé no filme só se importa com sua família e os “inocentes” – os animais. Essa é uma forma incrível de interpretar a Bíblia, especialmente quando sabemos a partir de 2Pedro 2.5 que o Noé bíblico era um pregador de justiça. Qual era o assunto da pregação? Chamar as pessoas ao arrependimento. Por que Noé pregaria sobre a justiça encontrada na graça de Deus (Gênesis 6.8) se ele só se importava com sua família e os animais? Retratar mal um dos servos fiéis de Deus (Hebreus 11.7) assim é total zombaria da Palavra perfeita de Deus. Isso desconecta o Novo do Antigo Testamento, uma violação da boa interpretação bíblica. Pregadores não apontam para longe da salvação.

Ademais, o filme retrata Noé como um homem ríspido e perverso. Não há dúvida de que o Noé verdadeiro era um pecador (ele era um descendente de Adão), mas Deus descreve Noé com estas palavras: “Esta é a história da família de Noé: Noé era um homem justo, íntegro entre o povo da sua época; ele andava com Deus” (Gênesis 6.9). No filme bruto, apresenta-se um retrato diferente da personagem de Noé:

“Noé a princípio é retratado como um homem humilde, contudo forte e bom — um pai e um marido que protegia a sua família do mal que sobreviera a terra. Porém, ao ajudar a construir a arca, ele era retratado mais como um maluco que estava convencido de que a sua família era a última geração. Ele repetia vez após vez que Deus não permitiria que eles repopulassem, visto que Deus replantaria o Éden sem o homem e a perfeição se reestabeleceria com os ‘animais inocentes’ que Deus trouxera à arca. Mesmo quando o filho de Noé trouxe à família na arca a notícia de que sua esposa estava grávida, o Noé do filme disse, essencialmente, ‘Se for macho, ele viverá. Se for menina, eu a matarei porque não é a vontade de Deus que o homem repopule’.”

Outra distorção apresentada no filme é a de que Noé não entende claramente a mensagem de Deus a ele. Isso está em clara contradição do texto de Gênesis 6–7, onde Deus clara e diretamente Se comunica com Noé. Não foi uma série de sonhos enigmáticos que Noé tinha que decifrar. Snowden apresenta essa luta interna na personagem de Noé. “É saudável que Noé lute para compreender exatamente o que Deus está dizendo, porém, a despeito disso, Noé confia e age com fidelidade. A luta nem sempre é fácil de ver, especialmente em partes posteriores do filme, mas os valores que saem dessa narrativa são especiais.” Como um humano, Noé provavelmente teve momentos de dúvida, mas Deus falou claramente a Noé. Sugerir o contrário é representar mal a Palavra de Deus. Sugerir o contrário é afirmar que Deus manteve Noé no escuro, sem Se comunicar claramente com ele. Isso é uma má representação do caráter de Deus conforme é revelado a nós na Bíblia.

Ademais, os animais na terra não eram inocentes:

“Ora, a terra estava corrompida aos olhos de Deus e cheia de violência. Ao ver como a terra se corrompera, pois toda a humanidade havia corrompido a sua conduta, Deus disse a Noé: ‘Darei fim a todos os seres humanos, porque a terra encheu-se de violência por causa deles. Eu os destruirei juntamente com a terra’.” (Gn 6.11-13)

Toda carne enfrentava o juízo de Deus como extensão da maldição que sobreviera aos animais assim como à humanidade.

A intenção de Deus em trazer os animais à arca era salvá-los e repopular a terra (Gn 8.17). O filme bruto retrata um homem frustrando os planos de Deus: “Um Tubal-Caim entra às machadadas na arca em mais ou menos dez minutos e se esconde lá dentro… Tubal-Caim sobrevive alimentando-se de lagartos que hibernavam”. Como animais impuros, os lagartos teriam sido representados por um par. Ao comer os lagartos, ele teria frustrado o plano de Deus de manter aqueles lagartos vivos para repopular a terra. Isso apresenta Deus como um desastrado que não consegue realizar os Seus planos. Isso pode parecer picuinha, mas é exatamente esse tipo de coisa que zombadores usam para tirar sarro da Bíblia e de Deus, sugerindo que Noé ou os tigres podem ter sentido vontade de comer uma carninha e feito uma refeição de alguma outra criatura a bordo. Mas a Bíblia revela que homens e animais ainda estavam comendo uma dieta vegetariana, e só após o dilúvio Deus permitiu que se comesse carne (Gn 1.29-31; 9.3-4).

Snowden também indica em seu apelo que o filme retrata a intervenção sobrenatural de Deus. “Um Deus ativo com um plano frequentemente se moverá em poder para fazer milagres acontecerem. Nosso Deus torna conhecido o fim desde o começo; Seus propósitos permanecerão e Ele fará tudo que Lhe agrada, inclusive curar os fisicamente afligidos para realizar o Seu plano.” Isso aparentemente faz referência a essa descrição (a partir da apresentação do filme bruto) de uma menina sendo curada de um ferimento, mas não de forma sobrenatural que dê glória a Deus:

“Por exemplo, os principais personagens no filme são Noé, sua esposa e três filhos – e uma garotinha que eles salvaram depois que toda a família dela foi assassinada por uma tribo perversa. Ela estava gravemente ferida quando a encontraram, mas a esposa de Noé passou um néctar curativo na barriga dela, e ela cresceu para se tornar depois a esposa do filho mais velho. Por bastante tempo ela foi estéril até que a esposa de Noé convenceu Matusalém de abençoar o ventre dela – contra a vontade de Noé.”

Há outros elementos do filme que são apresentados como mágicos ou fantasiosos. Isso também mina a autoridade das Escrituras, fazendo o relato depender de um Noé com uma pulseira de superpoderes e criaturas de pedra gigantes que não estão em nenhum lugar do texto. Em cima disso, a criação dos animais é descrita por Noé como um processo evolutivo, não uma criação especial de Deus, e os tons ambientalistas são altos, para não dizer retumbantes.[7]

Uma plataforma para o evangelho

Snowden sugere que em “uma época em que conversas sobre a cultura pop tende a focalizar entretenimento que apresenta super-heróis, vampiros e zumbis, todo o país está alvoroçado por uma história que abraça temas das Escrituras”. Mas ela ainda distorce a Palavra de Deus. Ela pode abraçar um tema bíblico, mas ela abraça a verdade sobre o Deus que inspirou a Bíblia?

Snowden encerra com:

“Se você está preocupado que um descrente vai aprender a história com detalhes errados, eu o encorajo a reler a lista acima e começar a ter conversas lindas sobre fé para acompanhar um pouco de pipoca e refrigerante de forma não ameaçadora com pessoas com as quais você nunca teria essa oportunidade de outra forma. O Evangelho por si só é boa nova com ou sem um filme, mas quando perguntas teológicas começam a emergir de dentro de qualquer pessoa, eu preferiria muito que você e eu ouvíssemos em vez de criticar. Lembre-se: é a responsabilidade da igreja anunciar o evangelho – não de Hollywood. Que Noé dê início a uma conversa sobre Deus e Seu plano de salvação para nós é uma bênção ponderável.”

Eu concordo que esse filme abrirá oportunidades para as pessoas se engajarem em conversas, mas isso não significa que todo cristão precisa assistir o filme para ter uma conversa. Eu duvido que o sr. Snowden encorajaria as pessoas a assistirem a um filme que maldissesse a mãe dele da forma como esse filme faz para com a verdade da Bíblia e o caráter de Deus – mesmo que viesse com um aviso de isenção na introdução. Podemos engajar as pessoas numa conversa perguntando o que elas aprenderam sobre Noé ou Deus ou sobre outros aspectos do filme e as ouvindo. Porém, por causa da natureza muito antibíblica da história, há de haver alguma crítica – erros precisarão ser apontados ou a verdade não será revelada. A verdade sempre critica a mentira.

Ao fazer boas perguntas, podemos extrair as ideias apresentadas no filme e então convidar as pessoas a se sentarem conosco com uma Bíblia aberta. Podemos ler para elas as palavras inspiradas das Escrituras que entesouramos e guiar as pessoas até a magnífica graça de Deus revelada em todas as Escrituras, mas finalmente à vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo em favor dos pecadores.

Muitos cristãos sugerem que se eles não assistiram o filme, não serão capazes de falar com credibilidade com um descrente. Isso é um falso argumento – você não diria a mesma coisa sobre ver pornografia, ficar bêbado ou outros atos impiedosos a fim de falar deles com mais credibilidade. Em cada um desses casos, tudo que você precisa fazer é comparar essas coisas com a verdade da Palavra de Deus. Você não precisa experimentar a embriaguez para poder falar com um beberrão sobre a verdade. O mesmo é verdadeiro sobre qualquer filme – seja ele baseado na Bíblia ou não. Não engula essa falsa linha de raciocínio se você está convencido que não vale a pena assistir a esse filme. Você pode tomar essa decisão inicial lendo uma resenha do filme escrita por alguém em quem você confia e que escolheu assistir o filme, e então usar esses elementos para discutir com outros. Além disso, não julgue seus irmãos e irmãs que optam por assistir a filmes que você acha impróprio com base em questões da consciência que não são questões claras de pecado (Rm 14.5-13).

Na verdade, responder a alguém que lhe pergunta se você assistiu o filme com, “Eu decidi não assistir porque soube de uma fonte fidedigna que ele retrata mal as Escrituras e o Deus a quem amo tanto”, pode ser um testemunho forte para eles. Diga-lhes, com graça e verdade, que você escolheu tomar uma posição quanto a suas convicções e evitar algo que você considera blasfemo. Fale que você ama seu Deus mais do que o entretenimento. Esse é um testemunho radical em nossa cultura.

Pergunte a eles qual é o propósito da arca no filme. Pergunte como era Noé. Peça que lhe contem e depois abra a fonte de verdade e esperança com eles e mostre o que Deus realmente disse e como Ele realmente é. Diga-lhes que Ele abriu um caminho para eles serem perdoados dos seus pecados, assim como Noé foi, ao confiar no Salvador para receber perdão.

Temas ou Verdade

Um padrão fica claro no artigo – sr. Snowden está mais interessado nos “temas” das Escrituras a serem retratados do que na sua veracidade. Certamente há temas na Bíblia, mas esses temas são alicerçados na verdade. Essa verdade se alicerça no caráter de Deus. Esse filme apresenta um Deus que não cumpre aquilo que a Bíblia claramente diz que Ele Se propôs a fazer nem Se comunica claramente com Seus filhos. Apresenta Noé não como um homem reto, justo e fiel que é perfeito em meio a sua geração, mas como um homem iracundo e perturbado que pretende assassinar sua neta pra exterminar o futuro da humanidade.

“Pessoas de fé” talvez possam aceitar esse filme, mas eu sinceramente peço que você considere se um cristão que confia na Palavra inspirada, infalível, inerrante e suficiente de Deus pode aceitá-lo. Muitos ditos cristãos não creem que Noé foi uma pessoa real da qual todos descendemos. Muitos creem que o dilúvio foi apenas um evento regional. Outros creem que o dilúvio é apenas uma alegoria que comunica um certo tema que todos aceitamos. Eu oro para que todos nos posicionemos ao lado da autoridade da Palavra de Deus e busquemos defender Sua honra a todo custo, mesmo à custa do nosso próprio entretenimento.

A Paramount Pictures quer o seu dinheiro, e querem que você creia, como um aviso acrescentado ao material promocional diz, que Noé “é inspirado pela história de Noé. Por mais que a licença artística tenha sido tomada, cremos que o filme seja fiel à essência, aos valores e à integridade de uma história que é a pedra angular de fé para milhões de pessoas por todo o mundo. A história bíblica de Noé se encontra no livro de Gênesis.”[8] Deixarei a seu encargo decidir se eles estão contando a verdade ou uma estória. Antes de você comprar um ingresso, leia Efésios 4.17–5.21 e peça por sabedoria do Espírito Santo, para que você caminhe em obediência a seu Senhor, Jesus Cristo.

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Notas: 
[1] O dicionário bíblico Tyndale inclui esta explicação sob o verbete “Blasfêmia”: “A forma mais comum de blasfêmia no Novo Testamento é a blasfêmia contra Deus. Pode-se insultar Deus diretamente ( Ap 13.6; 16.9), zombar da sua palavra (Tt 2.5), ou rejeitar sua revelação e seu portador (At 6.11)” (Tyndale Bible Dictionary, Logos Version 2001, s.v. “Blasphemy”). 
[2] John Snowden, Why People of Faith Can Embrace the ‘Noah’ Movie, Christian Post, February 26, 2014. 
[3] Para ler uma resenha da pré-estreia, veja Ken Ham, Don’t Be Taken in by the Noah Movie’s Promotion, Around the World with Ken Ham. Embora seja possível que algumas pequenas mudanças tenham sido feitas desde que o filme bruto foi apresentado em novembro, é impossível que todos esses elementos antibíblicos tenham sido removidos, visto que são centrais para o enredo do filme. 
[4] Darren Aronofsky Gets Biblical, The New Yorker, March 10, 2014. 
[5] Darren Aronofsky: Noah is the perfect film to bring believers and non-believers together, Christianity Today, March 11, 2014. 
[6] A partir do filme bruto, “parece que todas as espécies foram apertadas para dentro da arca em vez de só os tipos de animais, assim zombando do relato da arca da mesma forma que os secularistas fazem hoje”. [7] Ed Stetzer, Noah: Five Negative Features about the Film, Christianity Today, March 3, 2014. 
[8] Kim Masters, Aaron Couch, ‘Noah’ Marketing Tweaked at Urging of Religious Group (Exclusive), The Hollywood Reporter.

 
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Traduzido por: Tirzah Fernandes Pinto Confira o original, clicando aqui
Imagem: Tuporém 
Fonte: Tuporém. 

Via: Bereianos. Divulgação: Púlpito Cristão.


Cidade aprova projeto de vereador evangélico para o uso da Bíblia como material de estudo em aulas de história

Biblia

A Câmara Municipal de Itapema, interior de Santa Catarina, aprovou por unanimidade um projeto de lei que coloca a Bíblia como material de estudo nas aulas de história das escolas municipais e particulares da cidade.

O projeto, de autoria do vereador Mouzatt Barreto (DEM), deverá ser encaminhado ao prefeito Rodrigo Costa (PSDB) para sanção.

De acordo com Barreto, que é presbítero assembleiano e teólogo, o projeto sugere o uso da Bíblia como material de estudo, mas não a impõe aos educadores, e por isso, não desobedeceria a Constituição Federal.

Segundo o jornal local Diário Catarinense, o vereador acredita que a Bíblia Sagrada não constrangerá os alunos adeptos de outras religiões porque será usado como livro de história.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


O Big Bang foi produzido por Deus, afirmam cientistas

Reprodução / Google Images

Reprodução / Google Images

 

 

Especialistas judeus afirmam que Big Bang e criacionismo se complementam, não se anulam

No debate milenar entre a ciência e a religião, os cientistas e os religiosos apresentam seus argumentos tentando convencer os demais. Uma minoria busca um “mínimo denominador comum” convincente.

Esta semana, contudo, o embate entre criacionismo e Big Bang pode ter ganhado um capítulo importante. O professor Nathan Aviezer, da Universidade Bar Ilan de Israel veio a público defender fortemente que as crenças científicas e religiosas podem viver juntas em harmonia.

Ao lançar seu livro “In the Beginning” [No Princípio], ele afirmou que os cientistas há décadas estão buscando pelas ondas produzidas pela gravidade, mas esse tem sido um feito difícil. Afinal, a gravidade é um bilhão de bilhão de vezes mais fraca que as forças elétricas, que também produzem ondas.

Contudo, argumenta, “se houve uma enorme mudança gravitacional, então talvez com algum equipamento muito sensível, você poderia detectá-las.” Para ele, o Big Bang causou essa mudança “por isso não havia esperança de que talvez você pudesse ver as ondulações causadas pelo Big Bang”. É nesse momento que entra o relato do primeiro versículo de Gênesis, onde mostra que Deus criou o céu e a Terra.

Embora todos os cientistas também usem um momento inicial para o estabelecer o surgimento do universo, eles não necessariamente atribuem isso a Deus, preferindo argumentar que aconteceu espontaneamente.

Nessa disputa pelo primeiro momento, os cientistas apostam na explosão conhecida como Big Bang, enquanto judeus e cristãos defendem que foi o momento em que Deus disse “Haja luz”.

“A criação da luz foi essencialmente a criação do universo”, resume Aviezer. “Cada palavra escrita na Torá [Antigo Testamento] se encaixa nas descobertas científicas mais recentes. Elas estão em harmonia exata com as palavras da Torá. ”

O renomado rabino Benny Lau, concorda que essa teoria científica é compatível com a história judaica revelada no Livro de Beresheet [Gênesis]. Para ele, os conceitos de tempo na Bíblia não são os mesmos que aqueles que usamos agora, pois ‘um dia’ pode perfeitamente ser o mesmo que um milhão de anos. Mesmo assim, para Lau, as últimas descobertas científicas não alteram o entendimento judaico sobre como tudo começou.

O debate voltou a ocorrer após o material divulgado pelo astrônomo John M Kovac, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. Esta semana, a equipe de cientistas americanos do projeto BICEP2, anunciou ter encontrado resíduos deixados pela chamada “inflação cósmica”. Esse é o nome dado ao crescimento exponencial pelo qual o universo passou em seu primeiro quadrilionésimo de segundo.

Usando poderosos telescópios situados no Polo Sul, eles comprovaram a existência de “micro-onda cósmica de fundo”, uma radiação muito fraca que permeia todo o universo. Tais ondas gravitacionais deixam marcas ao percorreram o espaço em sua “fase inflacionária”. As chamadas ondas gravitacionais funcionam na cosmologia como uma espécie de “eco” do Big Bang.

“Isso abre uma janela para um novo mundo da física, aquele que ocorreu na primeira fração de segundo do universo”, disse Kovac, que liderou as equipes do BICEP2 (Background Imaging of Cosmic Extragalactic Polarization 2)

Caso seja confirmada, a descoberta dos astrofísicos poderá lhes render um prêmio Nobel, pois seriam as provas necessárias para apoiar a teoria que o universo teve um começo.

O escritor e educador judeu Izzy Greenberg escreveu ao Jerusalém Post que: “Quando perguntamos sobre como o mundo foi criado, nós poderíamos ter tanto um Big Bang [Grande Explosão] quanto um Big Banger [Grande Explodidor]. Lembra que o famoso rabino-chefe de Israel Yitzchak Eizik HaLevi Herzog, em 1957 escreveu: “Segundo uma perspectiva científica, acreditamos que Deus criou bilhões de átomos, para os quais estabeleceu certas leis naturais. Esses átomos mais tarde desenvolveram-se e evoluíram de acordo com essas leis. Mas isso não é diferente que acreditar, segundo o relato simples de Gênesis, que Deus criou os céus e a Terra, no primeiro dia…”.

O professor Aviezri S. Fraenkel, do Instituto Weizmann, expressou um sentimento semelhante. Ele defende que a moderna teoria da cosmologia e a religião judaica, na verdade, podem se ajudar e se explicar mutuamente. Elas não anulam uma à outra. “Na verdade, as teorias modernas, mesmo que se aprofundem cada vez mais, ainda não explicam todos os fatos observados no cosmos, conferindo apenas um novo significado para o versículo de Salmo 92:5: “Quão grandes são, SENHOR, as tuas obras! Mui profundos são os teus pensamentos“.


Com informações de Jerusalem Post.

Fonte: Gospel Prime

Via: NT Gospel


5 lições para crescer com inteligência

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Não removas os marcos antigos que puseram teus pais. Provérbios 22.28

Há tantas lições nesse pequeno, pouco conhecido versículo. Lições que você  pode aplicar na vida, na família, no trabalho e nos negócios.

Vamos aprender algumas.

  1. As coisas estão onde estão porque alguém as colocou lá. Alguém esteve aqui antes de nós. Dedicaram suas vidas por uma causa. Fizeram acordos. Conquistaram com sangue ao que hoje não damos valor. Encontramos pronto o que outros construíram. Não se esqueça disso.
  2. Não remover marcos antigos não significa deixar de melhorar e inovar. Somos seres inteligentes, queremos e devemos sempre crescer. Mas temos de ser inteligentes o suficiente para reconhecer as boas coisas que não precisam ser mudadas, e sim mantidas e protegidas.
  3. Seu antecessor colocou marcos em certos lugares por uma razão. Quando assumir uma nova posição, antes de sair mudando tudo, procure entender por que as coisas estão como estão. Seja humilde e procure saber o que está por trás de cada decisão que foi feita por quem veio antes de você. Tendo esse conhecimento, talvez você possa ver maneiras de melhorar ainda mais. Ou talvez você veja que mudar aquele marco seria regredir no tempo.
  4. Filhos devem respeito e atenção aos pais. Se você construir sobre o que de bom seus pais deixaram, você será melhor que eles. Se você ignorar suas conquistas e ensinamentos, você será um grande idiota. Você não deveria ter nascido, na verdade.
  5. Remover marcos antigos significa invadir o direito de alguém. Marcos antigos eram sagrados. Na Lei de Moisés, mudar os marcos que delimitavam a linha de propriedade entre duas pessoas era passível de maldição*. Os romanos tinham até um deus chamado Terminus que supostamente guardava esses marcos. Tudo isso para reforçar uma ideia: não seja injusto com seu próximo. Não tome o que não é seu.

Não removas os marcos antigos que puseram teus pais. Crescimento com respeito, justiça e inteligência.

 

*Deut. 19.14; 27.17

 

Fonte: Blog do Bp. Renato Cardoso


Produtores do filme “Son of God” cortam cenas com o diabo para evitarem comparações com Barack Obama

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O filme “Son of God” (Filho de Deus, em tradução livre), uma adaptação da série The Bible (apresentada no Brasil pela TV Record) teve as cenas com o diabo cortadas para evitar que as pessoas comparassem o ator que interpretou o personagem com o presidente Barack Obama.

A estratégia dos produtores Mark Burnett e Roma Downey é que as pessoas que tiverem acesso ao filme tenham sua atenção focada na história de Jesus.

“Alguém fez uma comparação do ator com nosso presidente e, no dia seguinte, quando achei que todos estariam falando sobre Jesus, a imprensa só falava sobre satã. Para o filme, eu quero que o foco seja todo em Jesus”, afirmou Roma, fazendo referência ao ator marroquino Mohamen Mehdi Ouazanni, que interpretou o diabo.

Roma Downey interpretou Maria, mãe de Jesus, e diz que o propósito do filme não será mais sabotado por coincidências: “Agora este filme é somente sobre o filho de Deus, e o diabo não terá mais espaço na tela”, declarou.

A semelhança física entre o ator e Barack Obama suscitou especulações de que os produtores tivessem a intenção de transmitir alguma mensagem política, associando a imagem do presidente norte-americano a satanás.

No entanto, de acordo com o Hollywood Reporter, os produtores disseram apoiar o presidente e que a semelhança entre Obama e o ator era uma mera coincidência.

 

The Bible (A Bíblia, em português) conquistou mais de 100 milhões de espectadores ao redor do mundo, e foi muito elogiada pela crítica especializada e por teólogos. A estreia do filme Son of God, que é um resumo das cenas com Jesus na série, está marcada para o próximo dia 28 de fevereiro nos Estados Unidos. No Brasil, o lançamento ainda não tem data agendada.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


Novela da Record contará a história de Moisés

A primeira história será a de Moisés e as gravações começam nas próximas semanas

 

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A Rede Record vai iniciar as gravações de uma novela com tema bíblico. De acordo com a colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, a novela vai contar a história de Moisés.

As gravações da nova novela começarão na próxima semana tendo Viviane de Oliveira como autora e Alexandre Avancini como diretor. Avancini estava na produção de “Pecado Mortal”, mas deixou a trama para se dedicar ao novo projeto.

Sites que tratam sobre o mundo da televisão afirmam que a emissora de Edir Macedo pode parar de produzir novelas com temas atuais para se dedicar apenas a novelas com temas bíblicos, mas a emissora ainda não confirmou essa informação.

No ar está a minissérie “Milagres de Jesus” que estreou em janeiro. Com 18 episódios a trama vai mostrar grandes milagres realizados por Jesus.

Nos últimos anos a Rede Record tem investido em produções de minisséries bíblicas e o retorno é visto pela audiência, a média desses programas é de 11 a 13 pontos no ibope da Grande São Paulo. Com informações GospelPrime

 

Fonte: Gospel Mares


Record lança hoje sua nova minissérie bíblica, Milagres de Jesus.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

 

A minissérie bíblica Milagres de Jesus estreia hoje na programação da TV Record, e contará ao longo de 18 episódios a história de vida das pessoas que foram alcançadas pelo poder do Filho de Deus durante seu ministério.

A produção de cada capítulo custou à emissora do bispo Edir Macedo a bagatela de R$ 900 mil, somando ao todo, um custo de R$ 16,2 milhões. Entretanto, a Record vem se especializando neste tipo de produção, e os bons índices de audiência que as minisséries bíblicas da casa vêm alcançando justificam o investimento.

O diretor de teledramaturgia da Record, Anderson Souza, explica os custos da produção: “É um alto investimento porque uma minissérie bíblica, por ser épica, tem um custo muito maior que uma novela com história contemporânea. Tem uma maior complexidade, tem mais gente envolvida, tem um nível de acabamento de figurino muito maior. É uma série de fatores que tornam o custo de produção mais alto. É o que custa um produto desta natureza. Por isso foi muito bem investido”, afirmou.

Para o executivo, a proposta de Milagres de Jesus é ousada porque muda o formato dramático usado nas minisséries anteriores: “Ousadia porque a gente já tem o resultado das minisséries bíblicas anteriores e são todos muito positivos. O público aceitou muito esse nosso produto, até porque as pessoas têm curiosidade em viajar em outros tempos através da televisão, conhecer lugares, culturas e hábito diferentes. A minissérie bíblica, além de levar uma mensagem de paz e alegria, leva as pessoas a conhecerem esses outros ambientes. Acho que Milagres de Jesus também é ousada porque a gente não vai contar histórias que as pessoas já conhecem, que estão na Bíblia. O maior desafio dos autores foi escrever temas sobre pessoas comuns que passaram por problemas e receberam o milagre”, afirmou Souza, segundo informações do R7.

Capricho

Segundo o ator Caio Junqueira, escalado para interpretar Pedro na minissérie, Milagres de Jesus é “um dos trabalhos mais bonitos que a casa já fez”.

Para ele, que já trabalhou em outras minisséries bíblicas da Record, “a expectativa é a melhor possível”, pois Milagres de Jesus é “com certeza um de seus telefilmes mais bem executados”.

No episódio de estreia, Pedro concentrará as atenções por ser o personagem que a autora Vivian de Oliveira escolheu para narrar o milagre operado por Jesus: “Eu protagonizo o primeiro episódio, que é ‘A Pesca Maravilhosa’, onde contamos a história de Simão, que após o encontro com Jesus muda de nome para Pedro. Como sou um dos apóstolos, irei continuar nos outros episódios, sempre proporcionando os milagres junto com Jesus”, revelou Caio.

A estreia

A partir do que a autora presumiu que seria o ponto de vista de Simão, o capítulo de estreia – que foi gravado no Paraná – conta a história dos pescadores que passavam grande dificuldade, pois além de suas despesas pessoais, precisavam pagar pelos barcos e também os impostos.

Em meio à rotina de lutas, André, irmão de Simão, fala a ele sobre Jesus, um nazareno que estava reunindo multidões na Galiléia para ouvir seus sermões. Num desses dias, Simão vai à casa de Tamar, sua sogra, para ouvir Jesus e termina vendo-o curá-la. Mesmo assim, ele não acredita que Jesus seja o Messias.

Quando Simão reencontra Jesus numa praia, pregando à multidão, fica encantando com as palavras do Mestre e ao ver um milagre ainda maior acontecer, o pescador deixa seu ceticismo de lado e passa a crer no Filho de Deus.

Elenco

Além dos atores Gustavo Leão, Caio Junqueira, Chay Suede, Bruno Ferrari, Claudio Gabriel, Juliana Xavier, Rafaela Mandelli, Milhem Cortaz, Flávia Monteiro, André de Biasi, Paulo Nigro e João Vitti, a minissérie contará ainda com a participação do humorista Benvindo Sequeira, que interpretará um personagem dramático no episódio “A Mulher Encurvada”.

“A gente só é comediante porque conhecemos a tragédia e por isso podemos rir dessa tragédia. Quando temos a oportunidade de fazer o épico e o dramático, o comediante tira de letra porque ele já conhece aquilo de um ponto bastante crítico. É uma revisão feliz, uma volta que a gente faz às nossas origens, ao mundo trágico que nos afastamos porque não suportamos”, comentou Bendindo

Para o ator, o trabalho foi árduo e detalhista: “Foi muito sofrido fazer. Eram sete roupas, uma em cima da outra, quatro de pano de saco e algodão grosso e mais três de couro por cima, nesse calor de 42º. Se eu tivesse gravado no Piauí, como muitos fizeram, acho que eu morria, não voltava. Mas eu fiquei abismado com a caracterização e com a maquiagem. Me transformaram em outra pessoa”, revelou.

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Fotos do episódio de estreia, “A Pesca Maravilhosa”:

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Fonte: Gospel+