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Orival Pessini, criador do Fofão e Patropi, morre aos 72 anos

pessini

Morreu na madrugada desta sexta-feira (14) em São Paulo Orival Pessini, criador do Fofão e Patropi. O ator e humorista de 72 anos tinha câncer no baço e estava internado no Hospital São Luiz, no Morumbi, na Zona Sul da capital.

Álvaro Gomes, empresário do ator, afirmou por meio do Facebook que Pessini faleceu às 4h.

“Uma pessoa que trouxe alegria a várias gerações com seu humor adulto ou para as crianças, com o Fofão”, disse.

Nascido em Marília (SP) em 1944, Pessini iniciou a carreira no teatro amador e atuando em comerciais. Estreou na TV em 1963, no infantil “Quem conta um conto”, da TV Tupi. O sucesso viria anos depois, com os personagens Sócrates e Charles, do “Planeta dos Homens” (Globo).

O Fofão foi criado em 1983, para o programa “Balão Mágico” (Globo). O alienígena atrapalhado de enormes bochechas, nascido no planeta fictício “Fofolândia”, tornou-se um dos mais populares personagens infantis dos anos 1980.

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Em 1986, migrou para a Rede Bandeirantes, onde estreou um programa inteiramente dedicado ao monstrinho. O “TV Fofão” ficou no ar até 1989.

Antes do fim da atração, criou outro personagem de sucesso, o Patropi, para o programa “Praça Brasil”. Um típico hippie universitário, o personagem tornou famosos bordões como “Sei lá, entende?!” e “Sem crise, meu!”. Como Patropi, participou ainda do “A Praça É Nossa” e “Escolinha do Gugu”, ambos do SBT, “Escolinha do Professor Raimundo” (Globo) e “Escolinha do Barulho” (Record).

No “A Praça É Nossa”, também lançou o locutor Juvenal, conhecido pelo bordão “Numa velocidade…”. Entre seus personagens, está ainda Ranulpho Pereira, um aposentado reclamão que participou de “Uma Escolinha Muito Louca” (Band).

Em 2014, atuou sem máscara na série “Amores Roubados” (Globo), como o padre José. Nos últimos anos da carreira, também se apresentava com o espetáculo “Eles sou eu”, uma síntese dos quase 30 anos de trabalho, na qual revivia alguns de seus principais personagens.

O personagem Fofão foi um dos homenageados pela escola de samba Rosas de Ouro em 2014. “Fico abismado com a reação do público. Fofão fez 30 anos em 2013 e as pessoas querem fazer foto comigo. Hoje em dia participo de eventos para adultos. Pessoas que me viam quando criança”, disse Pessini ao G1 antes do desfile.

Fofão no Balão Mágico, em 1984 (Foto: Reprodução/TV Globo)

Fofão no Balão Mágico, em 1984 (Foto: Reprodução/TV Globo)

 

O Macaco Sócrates, um dos primeiros personagens de Orival Pessini, criado na década de 1970 e que integrava o programa 'Planeta dos Homens' (Foto: Reprodução/TV Globo)

O Macaco Sócrates, um dos primeiros personagens de Orival Pessini, criado na década de 1970 e que integrava o programa ‘Planeta dos Homens’ (Foto: Reprodução/TV Globo)

 

Fofão e crianças do programa 'Balão Mágico', entre elas a atriz Simony, na década de 1980 (Foto: Reprodução/TV Globo)

Fofão e crianças do programa ‘Balão Mágico’, entre elas a atriz Simony, na década de 1980 (Foto: Reprodução/TV Globo)

 

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Poucos artistas se tornam donos de um formato ou estilo. No Brasil, Orival Pessini se tornou único na confecção e interpretação de personagens com máscaras de borracha.

O indefinível Fofão, o hippie Patropi e o símio Sócrates do humorístico Planeta dos Homens foram seus personagens mais famosos. Apesar de ter o rosto encoberto, Pessini conseguia impressionante expressividade.

A máscara enrijecida ganhava vida, literalmente. E aquela aparência surreal exalava carisma. Tentativas de imitá-lo se mostraram simpáticas; contudo, ninguém conseguiu atingir a mesma originalidade.

Inconfundíveis, seus personagens tinham em comum o humor debochado, às vezes cínico, que era a marca da personalidade de seu criador.

Orival Pessini, assim como tantos outros artistas igualmente fenomenais, foi desprezado pela TV. Nos últimos anos fez trabalhos eventuais, aquém do espaço merecido.

Quem o viu em cena sabe que ele tinha uma produção artística variada que poderia ter sido aproveitada pelos humorísticos exibidos atualmente. Era também bom ator quando estava de ‘cara limpa’.

Uma das últimas aparições aconteceu no programa Pânico, na Band. Ele foi entrevistado para comentar o sucesso do cover de Fofão no grupo de dançarinos Carreta Furacão.

Sem perder o bom humor, o artista reclamou não ter sido consultado a respeito do uso de seu personagem mais popular – idolatrado por diferentes gerações de telespectadores – em performances divertidamente bizarras.

No fundo, ele parecia se sentir homenageado e, de certa maneira, contente em constatar que o Fofão original, mesmo fora da TV, continuava a inspirar e entreter.

E continuará, mesmo com a morte de seu criador. Fofão é eterno.

Fontes: Textos copiados do G1 e Terra.

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