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Casamento sectário

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Quando o falecido líder venezuelano Hugo Chávez buscou uma integração com o governo de Cuba, a ponto de dizer que as duas nações formavam uma só, o objetivo parecia claro. Cada uma delas entraria com o que possuía de próprio: a Venezuela com o dinheiro e Cuba com a ideologia comunista.

Haveria vantagem para ambos os lados. Para Cuba, arrasada moral e materialmente por mais de 50 anos de opressão comunista, o dinheiro era extremamente bem-vindo para manter o regime. Quanto à Venezuela, Chávez tinha necessidade de rechear com a doutrina comunista a empada vazia do bolivarianismo.

Acontece que nesse casamento de conveniência, uma das partes falhou redondamente. Chávez morreu, o dinheiro acabou, e os irmãos Castro se viram obrigados a procurar outras fontes de financiamento para manter o comunismo na ilha. Parecem ter encontrado agora uma arca promissora de dólares junto ao presidente americano Barack Obama, sob as bênçãos do Papa Francisco. Maduro, por seu lado, busca na China uma sustentação para a sua utopia.

Apesar disso o casamento cubano-venezuelano não se desfez, mantendo-se indissoluvelmente unido pelo laço ideológico, ao menos por enquanto. O que é fácil compreender, pois antes e acima de ser um regime político, o comunismo é uma seita filosófica dotado de uma doutrina e de dogmas, que visa apoderar-se dos povos e das nações para reduzi-los a um igualitarismo escravocrata, antinatural e malsão. É um casamento sectário.

Alguns dados recentes nos falam da perseverança dessa união, para infelicidade dos povos de Cuba e da Venezuela.

Ex-aliado de Hugo Chávez, o general da reserva Antonio Rivero – que deixou as Forças Armadas venezuelanas denunciando a sua cubanização e vive agora refugiado em Nova York – informou que 20% dos 100 mil cubanos que se encontram atualmente na Venezuela foram treinados para a guerra. Eles estão ali para velar pelos interesses de Havana no caso de setores das Forças Armadas venezuelanas tentarem pôr fim ao regime de Nicolás Maduro (cfr. “El Nuevo Herald”, Miami, 30-1-15).

Sob os lineamentos de 15 diferentes acordos de cooperação militar, Chávez outorgou a Cuba acesso e esquemas de controle sobre setores- chave da Força Armada venezuelana, incluindo a área de comunicações e vários sistemas de armas, explicou Rivero.

Em caso de uma tentativa para derrubar o regime de Maduro, o general disse que a maior resistência proviria dos combatentes cubanos que se encontram no país, bem como dos cerca de três mil jovens revolucionários treinados em Cuba e que hoje em dia fazem parte da denominada Frente Francisco de Miranda.

O plano bolivariano para tomar as Américas (ao menos a do Sul) está bastante avariado, mas a seita comunista não desistiu dele.

Além das situações trágicas da Venezuela e de Cuba, há as crescentes tentativas do bolivarianismo para se firmar na Argentina, onde a presidente Cristina Kirchner vem abrindo de par em par as portas para a entrada da China. Os chineses estão também de olho em outros países latino-americanos, de modo especial no Brasil.

Aqui eles poderão obter o apoio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cuja atuação indica uma tendência a apoiar as reformas socialistas no País.

O principal obstáculo até agora encontrado para a realização desse plano multiforme tem sido a falta de apoio – e em muitos casos a oposição declarada – da opinião latino-americana às diversas investidas, claras ou veladas, da seita comunista no Continente.

O embate continua. O importante é não esmorecer na luta contra essas tentativas malsãs.

(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

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