Living The Life Without Labels

Fingia ser repreendida!

Lei-anti-palmada

Gregorio Vivanco Lopes

Hábitos e leis cada vez mais liberais vão pondo a sociedade em xeque. É a degradação dos costumes, o desfazimento das famílias, o avanço do nudismo e do semi-nudismo, a criminalidade, a… paramos por aqui porque a lista é longa demais, não cabe neste artigo.

Vamos nos deter num ponto apenas, que é fundamental. Trata-se da educação dada a crianças e adolescentes.

Hoje é politicamente correto (e asnaticamente absurdo) impedir que os pais imponham normas a seus filhos menores, se necessário com castigos proporcionados.

A tal propósito, é esclarecedor o documentado artigo da jornalista Ludmilla Ortiz Paiva, publicado no site da UOL (7-3-14), intitulado “Pais liberais demais dão a filho mais responsabilidade do que ele pode ter”. Seguem alguns trechos:

“À primeira vista, deixar os filhos ‘soltos’ demais pode até parecer um sinal de confiança forte dos pais. Mas liberdade em excesso pode tornar crianças e jovens carentes de uma figura que impõe limites.

“Os pais acabam deixando para o filho a responsabilidade de tomar decisões que ele não tem maturidade para administrar. É o que diz o psiquiatra Içami Tiba: ‘Apesar de pensar que está ajudando o filho, os pais estão errando como educadores. Não se pode deixar a criança ou o adolescente fazer tudo que tiver vontade. São os adultos que vão arcar com as consequências dessa liberdade toda’. E, futuramente, os filhos também.

“Para a professora Audrey Setton Lopes de Souza, do Instituto de Psicologia da USP, a liberalidade excessiva não ajuda e, sim, assusta a criança. De acordo com Audrey de Souza, ‘a gente nasce com uma busca pelo prazer ilimitado. E são com regras básicas que aprendemos a lidar com o mundo’.

“Segundo os especialistas, a liberdade total, geralmente, leva o adolescente para dois caminhos: um é a carência, o sentimento de estar abandonado. O outro é a delinquência.

“A professora Leila Tardivo conta que, certa vez, acompanhou o caso de uma adolescente que fingia estar sempre conversando com a mãe pelo telefone. ‘Ela fazia de conta que tinha uma mãe que a repreendia, como as amigas tinham. Ela precisava de um cuidado, e a mãe não ligava, deixava a garota fazer tudo, a menina se sentia abandonada’, descreve a especialista.

“Segundo a professora Audrey de Souza, ‘o desafio sem uma certa intervenção pode criar um delinquente, que só vai parar de cometer excessos quando for barrado pela justiça’.”

*         *         *

De nossa parte, acrescentamos que todo ser humano, ao lado de qualidades e aptidões próprias a sua natureza, nasce também com más inclinações. Enquanto convém apoiar e estimular aquelas, é preciso refrear e coibir estas. É o papel da educação.

(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

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