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Masters of the Universe: The Origin of He-Man #1 poderia ser histórico, mas é apenas mais uma HQ…

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DC erra feio e joga fora uma grande oportunidade…

Renan Martins Frade

He-Man. A grande estrela oitentista. No Brasil, dominou a infância de muitos por conta dos desenhos animados feitos pela Filmation. Porém, a origem do personagem sempre foi um mistério para aqueles fãs mais antigos.

Não deveria ser assim, claro.

Criado pela Mattel há mais de 30 anos para ser uma versão mais infantil do Conan, o He-Man tinha uma origem bem clara nas primeiras minicomics. Origem esta que foi deixada de lado na série dos anos 80, aquela que nunca contou com detalhes como o príncipe Adam se transformou no defensor de Etérnia. Até mesmo o filme de 1987 dá uma interpretação diferente para o personagem, sem o alter-ego civil.

Só foi muito tempo depois, em uma série animada que estreou em 2002, que o He-Man teve seu surgimento bem contado em um especial de 90 minutos. Apesar das influências do passado, a animação era bem diferente do que foi feito nos anos 80, assim como os enredos. Por isso, dá para encarar aquele He-Man como uma nova versão do herói.

Agora, nas comemorações dos 30 anos do personagem, a Mattel se uniu à DC para revitalizar a linha dos Mestres do Universo. Por “revitalizar”, entenda “dar um ar mais adulto e moderno para os personagens e bonecos clássicos”. Assim nasceu uma linha de minisséries e especiais publicados pela editora, que culminaram em Masters of the Universe: The Origin of He-Man #1 (DC Entertainment, 32 páginas, US$ 2,99), publicado nos Estados Unidos na última quarta-feira, dia 30 de janeiro. No gibi é contada essa origem atualizada do personagem.

Como tudo que vem sendo feito nessas comemorações dos 30 anos do He-Man, o gibi faz uma grande mistura entre conceitos vistos na animação clássica, nas minicomics e no desenho dos anos 2000. Assim reencontramos Adam, o jovem príncipe de Etérnia, enfrentando o Esqueleto, vilão que invadiu o palácio real em busca da lendária espada de Grayskull, antigo rei de Etérnia. Adam não sabe, mas Esqueleto é, na realidade, irmã do rei Randor e, por isso, seu tio. O príncipe também desconhece que a espada de Grayskull não é o destino do vilão, mas o seu próprio…

Por tudo isso, a origem do He-Man poderia ser épica, histórica, marcante e tudo mais. Infelizmente não é. Tirando publicidade, capa e etc., são apenas 19 páginas de quadrinhos. É muito pouco. O roteirista Joshua Hale Fialkov até que tenta fazer milagre com tudo o que deve ter sido pedido pela Mattel, mas o resultado fica longe de agradar. Acaba que temos um gibi raso, com um desencadear de acontecimentos que é confuso e que, no final das contas, fica sem pé e sem cabeça. É triste.

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Ainda assim, é preciso elogiar o artista Ben Oliver, que consegue ao mesmo tempo ter um traço moderno e que lembra bastante os traços dos bonecos clássicos e do desenho. A sensação disso aumenta com as cores de José Villarrubia e Kathryn Layno.

Pelo ótimo resultado da arte e por tudo que ficou de fora no roteiro, cabia muito bem algo maior para contar a origem do Defensor de Etérnia. Quem sabe até uma minissérie em três edições, explorando mais o planejamento do ataque feito por Esqueleto e o antigo rei Grayskull.

É, podemos juntar este especial ao monte de “oportunidades perdidas”. É uma pena.

Para conferir o preview de Masters of the Universe: The Origin of He-Man #1, click aqui. Se quiser garantir o seu exemplar digital, é só visitar o ComiXology.

Fonte: O Judão

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