Living The Life Without Labels

DEUS NÃO NOS FEZ BISCOITOS EM SÉRIE, E ISSO OS RELIGIOSOS ODEIAM

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Por Antognoni Misael

Os religiosos se incomodam com o diferente. Seu cabelo, seu tênis, sua blusa, sua bermuda, sua pulseira, seu jeito de falar, sua tatoo, o que você come ou bebe, por onde você anda… Para eles a padronização na aparência e costumes é um sinal de santidade. Que pena. Pensar assim é um forte indício de quem não conhece a Deus e assume papel de assassino da graça.

A origem desta perspectiva se inicia com o exercício de “comparar”. Aliás, note bem, a comparação sempre precede o julgamento.

A igreja, comunidade dos santos, não é uma indústria de biscoitos em série. Deus é supremo criador, o maior Ser criativo que existe. Tudo foi feito por Ele e nada do que foi feito sem Ele se fez. Ele é a força motriz de toda diversidade de formas, cores, vida, natureza, culturas, comportamentos, expressões. Negar isto, ou se incomodar com isto, significa rejeitar um atributo da Graça de Deus . Entretanto, a Bíblia não foi escrita para nos transformar em biscoitos cristãos ou santos moldes de papel.

Reforçando o assunto, faço-me valer aqui das palavras de Charles R. Swindoll, escritor cristão fascinado pela Graça de Deus.

Os cristãos parecem ser especialmente vulneráveis quando se trata de comparações. Por alguma razão que não posso entender plenamente, ficamos perturbados com as diferenças. Preferimos a similaridade, a previsibilidade, interesses comuns. Se alguém pensa de maneira diferente ou faz escolhas diferentes da nossa, se tem gostos e opiniões diferentes ou se desfruta de um estilo de vida diferente, a maioria dos cristãos fica nervosa. Colocamos muito mais peso no externo, damos mais importância às aparências e nem um pouco à individualidade e à variedade. Temos “normas aceitáveis” nas quais somos capazes de nos mover livremente e onde permitimos aos outros a liberdade de também fazê-lo. Mas Deus que ajude a pobre alma que pisar fora dessas linhas!” [O Despertar da Graça]

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Pois então, se a diversidade em todos os seus aspectos históricos e culturais te incomoda, deixo uma sensata sugestão: evite ler as escrituras sagradas e observar a criação de Deus.

Termino esta simples reflexão relembrando que a minha (e nossa) liberdade foi conquistada na Cruz. Portanto vivamos pela Graça e reconhecendo-a em todos os aspectos da vida, principalmente em nossos relacionamentos. Esta Graça horizontal, livre de comparações e julgamentos vãos, que de maneira agradabilíssima  nos liberta das exigências e expectativas da opinião humana. Do contrário, nos dá alívio, silencia a culpa e nos guia para que outros experimentem a beleza, leveza e amor de Deus em nós.

***

Antognoni Misael, vascaíno sofredor, gosta de ir ao cinema, shows de MPB, adora ouvir jazz, aprecia um bom vinho, não tem cabelo comprido por causa da profissão que impede, e que de vez em quando deixa o cavanhaque crescer e vai a igreja de bermuda. Pra piorar a situação, edita este blog subversivo – Púlpito Cristão.

(…e não venha falar da Lei Mosaica)

Fonte: Púlpito Cristão

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