Living The Life Without Labels

Rockeiros e “mal encarados”. Nova banda de Rock Evangélico leva a Palavra através do som pesado de suas guitarras

redenção-tribal

 

 

Redenção Tribal foi o nome escolhido. Segundo eles para desafias as respostas prontas que as pessoas produzem para suas buscas: “…fugindo das respostas prontas nossa proposta é desafiar cada um a encontrar sua redenção, a Redenção Tribal”.

Conheça mais um pouco desta banda formada por 4 jovens paulistas que escolheram desafiar os padrões para levar a mensagem através de suas canções.

Como vocês definem o som da banda? Prefiro definir dentro dos parâmetros musicais: somos uma banda de rock. Rock Gospel e Rock Evangélico deveriam ser a mesma coisa, não? Particularmente não gosto de rótulos porque acabam mais atrapalhando do que ajudando.

Qual é o tipo de audiência que a banda atinge? Principalmente adolescentes e jovens de diferentes regiões do Brasil.

Como a banda foi formada? A banda nasceu em dezembro de 2004 com um grupo de amigos que curtia rock e tinha o desejo de fazer um som com letras consistentes. Meu irmão Eliel e eu somos os fundadores e os únicos da atual formação que fazem parte desde o início.

O que vocês esperam alcançar como grupo musical? Gostaríamos de ser reconhecidos pela qualidade do nosso trabalho, tanto na questão musical quanto das letras, e alcançar o maior número de pessoas possível. E claro, nos manter no rumo certo daquilo que temos por vocação.

Quais os músicos com os quais vocês mais se identificam ou admiram? Individualmente temos gostos um pouco distintos, mas creio que dentro da perspectiva de banda temos muita influência sonora do Linkin Park (principalmente até o 2º cd); RED; P.O.D e mais algumas outras.

Como você vê a indústria Gospel hoje no Brasil? Atualmente está bem consolidada; possui público alvo, objetivos, metas e estratégia bem definidos. Segue as regras do mercado, do capitalismo, portanto precisa gerar lucro. Por mais que o discurso das grandes gravadoras Gospel (ou do ramo gospel das grandes gravadoras) seja levar o Evangelho a todos, pode ter certeza de que se o seu ministério, banda, grupo, conjunto ou qualquer outra coisa musical não der o retorno financeiro previsto, você terá que fazer isso de forma independente. Penso que o fato de uma gravadora Gospel visar lucro não seja errado, afinal músico é uma profissão semelhante a qualquer outra, e as gravadoras trabalham em parceria com esses profissionais. Como qualquer empresa, é de se esperar que eles busquem resultados financeiros. Proponho outras questões para pensarmos sobre o tema: será que a música de louvor* e adoração* existe como tal somente pra atender uma demanda específica do mercado? É lícito e, caso seja, convém adequá-la dentro dos parâmetros da indústria Gospel? Falo isso especificamente da música de adoração, pois penso ser esse o ponto crítico. Não vejo problemas em, por exemplo, um grupo de pagode cristão assinar contrato com uma grande gravadora e cumprir a agenda proposta pela mesma (desde que isso não fira seus princípios). Música é também entretenimento, e nesse sentido acho que muitos cristãos criaram um ranço desnecessário com as gravadoras. Sacralizaram a esfera artística, isto é, repetiram o erro dos iluministas ao transformar arte em Arte. * por falta de termo melhor, nessa resposta utilizo as palavras louvor e adoração como gênero musical e não como conceito; refiro-me as músicas utilizadas na liturgia, nos momentos musicais das igrejas cristãs.

Sabemos que por muitos anos no Brasil, o Sagrado e Profano eram bem mais definidos. Hoje, apesar da Igreja ainda estar presa ao que para alguns seria tabu e tradições e para outros não, já não parece mais problema a aceitação da fusão mídia secular e música Gospel. Qual a sua opinião sobre isso? Vejo com bons olhos essa fusão, com ressalva para os pontos expostos na questão anterior, e ressaltando que deve haver manutenção de princípios. A partir do momento que a música Gospel abre mão de sua profissão de fé, seu conteúdo cristão, de seus princípios a fim de atender demandas de mercado, essa relação se torna perniciosa.

É fato que alguns cantores Gospel quanto mais famosos, maior o cachê cobrado. O que vocês pensam disso? O salário é o fruto do trabalho executado independente da área de atuação. O problema não é um cantor gospel que cobra para cantar; o problema é um ministro de louvor e adoração cobrar para ministrar. Existe uma grande confusão aí. Pegaram o altar e suas características e jogaram no palco. O resultado só poderia ser desastroso! Não concordo com alguém que se denomina ministro de louvor (nos parâmetros eclesiásticos que temos hoje), cobrar para ministrar em uma igreja. Porém cobrar para fazer isso num evento fora, já não vejo muito como problemático. Entretanto outras perguntas precisam ser respondidas: Qual objetivo de se cobrar tanto para fazer uma ministração fora do ambiente da igreja local? A resposta do músico ao ide de Jesus é necessariamente levar o altar para o palco? Essa é a única resposta possível? E quanto as igrejas? O que elas têm a dizer ao artista que vive de sua arte? Alguns ministros de louvor e adoração estão confundindo programas de auditório, festivais de música e shows com o culto da igreja local. Palco não é altar e altar não é palco. A forma de se conduzir as coisas é diferente, e isso não tem absolutamente nada a ver com ser mais ou menos cristão.

Fale sobre as expectativas que vocês possuem para a sua geração de evangélicos no Brasil. Espero que possamos resgatar a simplicidade do Evangelho e conseqüentemente nossa credibilidade quanto cristãos. Parece simples, mas acho que isso levará no mínimo umas quatro gerações.

Veja o vídeo da Banda: Clipe Oficial “Viver” por Redenção Tribal

membros

 

Fonte: Gospel+

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