Living The Life Without Labels

O dom de línguas hoje

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De acordo com Marcos 16.17, um dos sinais que seguiriam os crentes em Jesus seria o falar novas línguas. Mas, que novas línguas seriam essas? Novo é algo recente e línguas são idiomas ou formas de comunicação verbal. Então, segundo o texto, os discípulos falariam essas novas línguas como sinal. Mas seriam sina de que eles receberam o Espírito Santo, ou sinal de que eles eram seguidores de Jesus? As perguntas acerca desse assunto são muitas, mas nem sempre são bem respondidas.

A primeira manifestação desse sinal ocorre em Atos 2.1-4. Ali, quando os discípulos se reuniram, de repente, veio um vento impetuoso que encheu toda a casa, e apareceram distribuídas entre eles línguas como de fogo, e pousaram sobre cada um deles. Essas línguas citadas no versículo 3, línguas de fogo, não são línguas identificadas como fala mas são línguas no sentido de algo no formato de língua. É como se pequenas tochas de fogo pousassem sobre eles. E, no versículo 4, todos ficaram cheios do Espírito Santo, ou seja, o Espírito Santo passou a habitar neles; e começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. Essas outras línguas eram línguas estrangeiras, plenamente inteligíveis para quem os ouvia falar, conforme os versículos 5-11. Esta forma de manifestação do dom de línguas só é registrado nessa passagem. Creio que ali houve a necessidade desse tipo de manifestação do dom de línguas.

A segunda citação de manifestação do dom de línguas está em Atos 10.44-46. Ali já não fala de entendimento ou interpretação, mas diz que eles falavam em novas línguas e engrandeciam a Deus. Em Atos 19.6, acontece o mesmo com os discípulos de João Batista em Éfeso, a terceira citação. Porém, quem esclarece e desmitifica o assunto é o apóstolo Paulo.

Em sua primeira epístola aos Coríntios, Paulo ensina acerca dos dons espirituais, entre os quais ele cita dois importantes dons: variedade de línguas e interpretação dessas mesmas línguas (1Co. 12.10). Ele explica, primeiro que, tanto estes como os outros dons são distribuídos a nós pelo mesmo Espírito e Ele o faz como melhor lhe parece (v. 11). Todos os dons devem contribuir, segundo Paulo, para o crescimento do corpo de Cristo, que é a Igreja. O dom de variedade de línguas é importante para edificação do corpo, mas não está acima de apóstolos, profetas, mestres, operadores de milagres, cura, socorros e governo (v.28). Nem todos possuem o dom de línguas ou são capazes de interpretá-las, o que desqualifica o falar em línguas como sinal do batismo com Espírito Santo (v. 29).

No capítulo 13 versículo 1, Paulo ensina que se o dom de línguas não for acompanhado pelo amor não tem valor algum. Mas é no capítulo 14 que o apóstolo explana o correto uso desse dom, tão importante e tão mal entendido até os dias de hoje.

O apóstolo São Paulo começa ensinando que se deve buscar com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. Porque quem fala em outra língua não fala para homens, fala para Deus; até porque ninguém entende a pessoa que faz uso desse dom, afinal ela está falando coisas misteriosas, ininteligíveis à compreensão comum. Quem fala em outra língua está autoedificando-se. Seria bom que todos os cristãos falassem em outras línguas, mas é melhor que profetizem, porque quem profetiza é superior ao que fala em  outras línguas, salvo se este as interpretar para que a Igreja receba edificação.

Agora, imaginem a cena: o brother falando em outras línguas no meio do culto! Ninguém entende o cara. Mas se ele falar por meio de revelação, ciência, profecia, ou doutrina será compreendido certamente. Devemos progredir para edificar a Igreja, não regredir. Então, aquele que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar. Porque, se eu oro em línguas, o meu espírito ora bem, mas a minha mente fica infrutífera. Assim, eu posso orar, cantar com o espírito, mas também devo orar, cantar com a mente. Porque, se alguém me ouve orando ou cantando em línguas, não poderá dizer amém, visto que não me compreende nem é edificado.

Portanto, é preferível falar na igreja cinco palavras com entendimento, para instruir outros, do que falar mil palavras em outra língua.

Não devemos ser meninos no entendimento. Ok?

As línguas são um sinal para aqueles que não creem, para que eles vejam que somos de Jesus, mas isso não significa que eles vão compreender. Já a profecia é para os crentes, mas os incrédulos são capazes de entender o que se diz.

Se a igreja estiver reunida e todos começarem a falar em línguas estranhas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, com certeza dirão que todo mundo ficou louco. Agora, se todo mundo ali profetizar, eles serão convencidos e poderão julgar e poderão julgar o que ouviram, podendo até mesmo adorar e se render diante de Deus.

Concluímos assim que, num culto, um traz salmo, outro traz doutrina, outro revelação, outro língua e ainda outro interpretação. Tudo deve ser feito para edificação. No caso de alguém falar em outra língua, que sejam no máximo três, sendo um de cada vez e que haja intérprete. Não havendo intérprete, fique calado, falando consigo mesmo e com Deus. Deus é Deus de paz e não de confusão. Proibir falar em línguas também não é o melhor caminho, mas faça-se tudo com decência e ordem.

 

Postado por Amauri Menezes, Metal Missionary.

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