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Símbolos do Cristianismo- Parte 9: Números

Postado em Igreja com as tags , , em 19/04/2010 por Amauri Menezes

Chegamos então ao post final sobre símbolos cristãos e falando sobre o simbolismo dos números na Bíblia Sagrada.

Alguns números são mencionados diversas vezes na Escritura. Em função disso receberam significados específicos. No entanto, não é sábio atribuí-lhes significados maiores do que permite o contexto bíblico em que foram usados.

Um: Um é o número da singularidade e da unidade. Deus enfatiza que é Ele é um Deus só. Jesus, ao orar, pediu que “todos sejam um” assim com ele e o Pai são um (Jo 17.21,22).
Dois: Dois é o número da dualidade. Muitas vezes ele é usados para representar o material e o espiritual, ou a natureza humana e a natureza divina Cristo.
Três: Três é o número da Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo.
Quatro: Quatro é numero que representa os quatro Evangelhos. Também é usado para representar os quatro cantos da terra (Ap.7.1) e as quatro estações.
Cinco: O número cinco representa os cinco ferimentos de Jesus na cruz (mãos pés e o lado). Por isso ele é o número do sacrifício.
Seis: Seis é o número da criação, pois Deus criou todas as coisas em seis dias. Também é usado como número da imperfeição, porque vem antes do sete, o número da totalidade e da perfeição.
Sete: O número sete aparece diversas na Escritura. Após a criação, Deus descansou no sétimo dia, ou seja, a obra estava completa. O profeta Isaías fala das sete virtudes do Espírito (Is 11.2, veja também Ap. 5.12). Jesus, enquanto estava pregado na cruz, falou sete vezes. Conforme o livro de Apocalipse, há sete selos no livro da vida, e no mesmo livro são mencionadas sete igrejas. Sete é o número da perfeição.
Oito: O número representa a regeneração e a ressurreição. Por esta razão muitas pias batismais possuem oito lados.
Nove: Nove é o número do mistério e dos anjos.
Dez: Dez é o número dos mandamentos, das dez pragas. É o número que expressa o completo.
Doze: Doze é o número das tribos de Israel e o número dos apóstolos. Ele é usado para representar a totalidade da igreja. A soma dos dois representa a igreja do Antigo Testamento e a do Novo Testamento juntas.
Treze: Treze é muitas vezes usado como o número da traição, pois à mesa da última Ceia, haviam treze, mas um traiu ao Senhor e se suicidou. É provável que esta seja a razão porque treze é considerado o número do azar e da infelicidade.
Quarenta: Quarenta é o número da provação e tentação. O dilúvio durou quarenta dias e quarenta noites. Israel caminhou quarenta anos no deserto. Moisés permaneceu quarenta dias no Monte Sinai. Após o seu batismo, Jesus foi tentado por quarenta dias no deserto.
Cem: Cem é o resultado de dez vezes dez, o número do absoluto e da plenitude.
Mil: O número mil é muitas vezes usado representar o incalculável, o perfeito e a eternidade.

Fonte: IELB.org

Símbolos do Cristianismo- Parte 8: Cores

Postado em Igreja com as tags , , em 19/04/2010 por Amauri Menezes

Preto: A cor preta é símbolo da morte.

Azul é a cor do céu, é o símbolo do céu. Também pode ser usada como símbolo da verdade

Marrom: É a cor da frieza da fé e da morte espiritual.

Verde: A cor verde é a cor das plantas vivas, abundantes na primavera. Ela é usada para representar o triunfo da vida sobre a morte.

Cinza: A cor cinza é um meio termo entre a cor preta e a branca. Ela tem sido usada para expressar a mortalidade do corpo e a imortalidade do espírito. No tempos bíblicos as cinzas eram usadas para demonstrar arrependimento.

Violeta: Violeta é a cor da penitência e lamentação. É também a cor da realeza.

Vermelho: A cor vermelha é a cor do sangue.

Branco: Desde os tempos bíblicos, a cor branca é reconhecida como um símbolo da pureza, inocência e santidade.

Amarelo: A cor amarela tem dois propósitos. Como a cor da luz, o amarelo pode ser usado para representar a divindade. No entanto, por a luz não ser totalmente branca, mas amarela, ela pode também ser usada para simbolizar a corrupção humana.

Fonte: IELB.org

Símbolos do Cristianismo- Parte 7: Escudos

Postado em Igreja com as tags , , em 19/04/2010 por Amauri Menezes

Escudo da Trindade: O escudo da trindade geralmente é usado em catecismos e outras formas de educação cristã para ilustrar a natureza triúna de Deus. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas distintas em um só Deus.

Escudos e emblemas dos apóstolosSanto André

André era o irmão de Pedro. Acredita-se que tenha fundado a igreja na Rússia. A tradição sustenta que André foi crucificado numa cruz em formato de X, mais tarde chamada cruz de Santo André. O dia de Santo André é 30 de Novembro.

São Bartolomeu

Também conhecido como Natanael. Foi provavelmente pregador na fronteira entre a Índia e a Armênia. Seu escudo apresenta facas de esfolar. Outros desenhos apresentam também uma Bíblia. A Bíblia quer lembrar sua fé. As facas lembram seu martírio. De acordo com a tradição, Bartolomeu foi esfolado vivo, crucificado e decapitado. O dia de São Bartolomeu é 24 de Agosto.

São Filipe

A tradição diz que Filipe foi missionário na região da Frigia e Galácia. No seu escudo aparecem dois pães e uma cruz. Os pães lembram o comentário de Filipe para Jesus, diante da multidão, para qual Jesus multiplicou os pães (Jo 6:5-7). A cruz lembra o seu martírio. Diz também a tradição que ele foi amarrado numa cruz e apedrejado. O dia de São Filipe é 1 de Maio.

São João

João era irmão de Tiago o Maior. Foi bispo da igreja de Éfeso. Esteve exilado na ilha de Patmos entre os anos de 93 a 98, onde escreveu o Apocalipse. Depois de libertado regressou a Éfeso. Morreu quase centenário e foi o único discípulo a ter morte natural. Recebeu diversas agressões durante a vida, inclusive um cálice envenenado, do qual escapou milagrosamente. O dia de São João é 27 de Dezembro.

São Judas

Judas também foi conhecido por Tadeu. Não há certeza de qual tenha sido seu campo de trabalho missionário. A tradição diz que ele trabalhou junto com Simão, o Zelote e que teriam viajado de navio. Este é o motivo do navio que aparece em seu escudo. A maneira como morreu, também é desconhecida, mas suspeita-se que ele e Simão tenham sido martirizados. O dia de São Judas é 28 de Outubro.

São Mateus

Mateus foi filho de Alfeu e cobrador de impostos. Também foi conhecido por Levi. De acordo com a tradição, após pregar por um tempo para os judeus da Palestina, foi para Etiópia. Há várias tradições quanto à sua morte. Algumas dizem que ele teve morte natural. Outras dizem que ele foi crucificado na Etiópia e depois decapitado. Seu escudo ostenta três bolsas de moedas, que lembram sua profissão de cobrador de impostos. O dia de São Mateus e 21 de Setembro.

São Matias

Matias foi o apostolo escolhido em lugar Judas para fazer parte dos doze. A tradição diz que ele trabalhou na Judéia e na Etiópia. No seu escudo aparecem uma machadinha e uma Bíblia. A Bíblia quer lembrá-lo como um grande pregador. A machadinha lembra sua morte de mártir. Acredita-se que ele foi apedrejado e então decapitado. O dia de São Matias é 24 de Fevereiro.

São Paulo

Antes da sua conversão, no caminho para Damasco (At 9.1-9) e, no início do seu ministério, Paulo era conhecido como Saulo de Tarso. Ele empreendeu três viagens missionárias que o levaram para as regiões da Síria, Chipre, Ásia Menor, Macedônia, Grécia. Ele é autor de 13 das epístolas do Novo Testamento. Paulo foi martirizado em Roma, provavelmente decapitado, em 68 d.C. Ele falou da Palavra de Deus como sendo a “Espada do Espírito”. Este é o motivo da Bíblia aberta e da espada no seu escudo. Sua conversão é lembrada no dia 25 de Janeiro. O dia de São Paulo é lembrado junto com São Pedro no dia 29 de Junho.

São Pedro

Pedro foi também conhecido por Simão e Cefas. Ele era irmão de André. Da sua profissão de pescador, Jesus o chamou para ser “pescador de homens”. Desde o Pentecostes e até Concílio de Jerusalém do ano 50 A.D, ele foi o líder dos apóstolos. Após isso, não se tem certeza do seu paradeiro. Sabe-se que foi crucificado por Nero em Roma no ano 67. A história antiga registra que ele pediu para ser crucificado de cabeça para baixo porque sentiu-se indigno de ser crucificado como seu Senhor. As duas chaves que aparecem no seu escudo, lembram as palavras de Jesus “Dar-te-ei as chaves do Reino do Céus”. O dia de São Pedro é dia 29 de Junho.

São Simão

Este discípulo era também conhecido por Simão o Zelote. A respeito do seu trabalho missionário e da sua vida os registros históricos não são autênticos. Há dados que dizem que ele tenha trabalhado no oeste da Palestina e acompanhado Judas em suas viagens. Há uma história antiga que diz que Simão foi decapitado na Pérsia e depois cortado em pedaços. Seu escudo indica que ele foi um pescador de homens através da pregação do evangelho. O dia de São Simão é 28 de Outubro.

São Tiago, o Maior

Tiago era filho de Zebedeu e irmão de João. A tradição diz que Tiago pregou inicialmente em Jerusalém e depois na Espanha. Foi decapitado por Herodes Agripa. Ele é o único apóstolo cuja morte é mencionada na Escritura (Atos 12:2). Seu escudo mostra um desenho de um casco de um marisco, que é um símbolo da peregrinação pelo mar, e a espada do seu martírio. O dia de Tiago, o maior é 25 de Julho.

São Tiago, o menor

Tiago, filho de Alfeu. Provavelmente era chamado de “o menor” por ser de estatura menor ou por ser mais jovem que o outro Tiago. Era também chamado de “o justo” devido a sua grande piedade. Ele trabalhou nas proximidades de Jerusalém, onde acredita-se que tenha sido o primeiro bispo. A história antiga sustenta que Tiago foi derrubado do pináculo do templo no ano de 96. Apesar de muito ferido, ainda pediu perdão pelos seus inimigos que, mesmo assim, lhe agrediram com violência serrando seu corpo em pedaços. Daí o serrote no emblema. O dia de Tiago, o menor, é 1 de Maio.

São Tomé

Tomé foi evangelista na Pérsia e na Índia. No seu escudo aparecem um esquadro de marceneiro e uma lança. O esquadro é uma referência à tradição que diz que ele construiu, na Índia, uma igreja com suas próprias mãos. Tomé morreu quando foi atingido por flechadas e pedradas. Logo em seguida um sacerdote pagão lhe atravessou uma lança. Por este motivo há uma lança no seu escudo. O dia de São Tomé é 21 de Dezembro.

Fonte: IELB.org

Símbolos do Cristianismo- Parte 6: Vegetais

Postado em Igreja com as tags , , em 18/04/2010 por Amauri Menezes

Cardo: O cardo é um símbolo da tristeza temporal, pois na história da queda em pecado ele é mencionado como parte da desgraça que o pecado trouxe. Pelo fato de o cardo ser uma planta espinhosa ela é muitas vezes retratada como a fonte da coroa de espinhos de Cristo. Por ser uma planta que cresce em grande quantidade no meio de outras plantas, é uma praga e pode ser comparada ao joio no meio do trigo. Gn. 3:17 Mt. 13.24-30.

Carvalho: O carvalho é um símbolo pagão adotado pelos cristãos para representar sua firmeza e persistência, principalmente durante a perseguição. A tradição cristã acredita que é do carvalho que se usou madeira para a cruz de Cristo.

Cedro do Líbano: O cedro do Líbano é uma das árvores mais citadas pela Bíblia. É uma árvore muito bonita, atinge grandes alturas. Sua madeira é de qualidade e seus ramos são muito verdes. Estas qualidades a tornaram um símbolo de Cristo. Por causa dos seus ramos sempre verdes e da sua vida longa, ela é também associada com a vida eterna. Também é por esta razão que o cedro do Líbano muitas vezes está plantado nos cemitérios. Ez 17.22-24; 31.3; Sl 104.16

Flor-de-lis: A flor-de-lis é um lírio estilizado. É um símbolo da pureza, da realeza e da humanação de Cristo. É também um símbolo da Virgem Maria. Esta flor é representada por três pétalas, o que faz dela um símbolo da símbolo da Trindade.

Lírio: O lírio é um símbolo da pureza e tem sido usado como um símbolo da Virgem Maria. Mas é especialmente de Cristo e da ressurreição que ele nos lembra. O lírio da páscoa, uma variedade dos lírios, tornou-se um símbolo da ressurreição de Cristo e da nossa ressurreição para a vida eterna. Pois um bulbo aparentemente sem vida, é plantado na terra e um lindo lírio cresce dele. Assim também, nossos corpos sepultados brotarão para a vida eterna. Ct 2.1,2

Lírio da água: Esta é uma planta que tem suas raízes na lama, mas floresce sobre a água. Por isso ela é usada como símbolo do poder santificador do Espírito Santo.

Maçã: A maçã tornou-se símbolo do fruto proibido do Jardim do Éden, provavelmente por causa da palavra latina “malum” que pode ser traduzida tanto por “maçã”, como por “mal”. Desta forma, a maçã tem sido usada para simbolizar a queda em pecado. Quando Cristo é retratado segurando uma maçã ele representa o segundo Adão que traz a nova vida.1 Co. 15.21,22

Margarida: A margarida é um símbolo do século 15 que, por sua simplicidade, representa a inocência do menino Jesus.


Oliveira: O galho de oliveira é largamente reconhecido como um símbolo da paz. Na história do Dilúvio é relatado que uma pomba retornou para Noé com um galho de oliveira. Assim Noé ficou sabendo que as águas haviam abaixado, e que o episódio do julgamento de Deus havia passado. A oliveira produz grande quantidade de óleo o que faz dela um símbolo do Espírito Santo e da sua unção, bem como da consagração ao Senhor. Gen. 8.10,11: Lv. 8.10-12


Palmas: As folhas da palmeira são usadas como símbolo da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, evento que proclamou a crucificação e morte de Jesus. Desta forma, as palmas poderiam ser usadas para representar a leviandade da aclamação humana. Os romanos as usavam como símbolo da vitória. A igreja as tem usado como um símbolo da vitória de Cristo sobre o pecado e da vitória dos santos sobre a morte. Neste sentido, muitos mártires são mostrados segurando folhas de palmeiras. Jo 12.12,13

Papoula: A papoula, também conhecida por dormideira, simboliza sonolência espiritual, a ignorância e a indiferença. Também pode ser usada para representar o sono da morte. Eventualmente a papoula está retratada nas crucificações e mortes de santos.

Romã: Pelo fato da romã estar repleta de sementes, tem sido usada como símbolo da realeza, esperança e vida futura. Muitas vezes é usada como um símbolo da ressurreição e da igreja, onde suas sementes representam os muitos cristãos que formam a única igreja católica, ou seja, universal.

Rosa: A rosa, geralmente mostrada em forma estilizada, tem sido um símbolo cristão comum desde o ano 1200. Ela pode ser usada para representar a promessa messiânica, a natividade de Cristo, a virgem Maria (rosa branca), ou o martírio (rosa vermelha). Esta rosa é muitas vezes usada na arquitetura gótica. Ct 2.1

Rosa de Lutero: Este selo, conhecido por “rosa de Lutero”, foi desenhada pelo próprio Lutero. No centro dela está uma cruz negra que lembra o terrível sacrifício de Cristo sobre a cruz por todo os povos. O coração vermelho representa o amor a alegria e a paz que brotam da fé. A rosa é branca, pois é a cor “de todos os anjos e espíritos santificados”. O fundo azul representa a esperança da alegria do céu. O anel de ouro significa a felicidade do céu não terá fim.

Sarça ardente: A sarça ou espinheiro em chamas é um importante símbolo da revelação de Deus no Antigo Testamento. Foi através da sarça em chamas que Deus chamou a Moisés e revelou seu nome, EU SOU O QUE SOU (Yahweh). Ela é também um importante tipo de Cristo, pois através dele Deus revelou a si mesmo de maneira suprema. Ex. 3. 1-15; Jo 17. 25, 26

Trevo: O trevo é um desenho simples composto de três círculos ligados, que serve para representar a eternidade e que Deus é um só em três pessoas.

Trevo branco: O trevo branco é um símbolo da Trindade e de São Patrício(389-461), missionário na Irlanda, que o usou para explicar aos pagãos como Deus é um Deus em três pessoas. Patrício teria segurado um trevo destes e questionado seus ouvintes: “Isso é uma folha ou são três folhas?” “É uma só, como também são três,” teriam respondido. “Assim é com Deus” ele teria concluído.

Trevo de quatro folhas: Este trevo é um símbolo dos quatro evangelistas : Mateus, Marcos, Lucas e João.

Trigo: O trigo é um rico símbolo bíblico. Nas parábolas de Jesus, o trigo representa os cristãos em oposição ao joio, que representa os incrédulos. O trigo também pode ser usado para representar o pão na Santa Ceia. Mt. 13.24-30; Jo 12.23,24.

Tronco (Árvore de Jessé): A figura de um broto crescendo de um toco, é um símbolo do Antigo Testamento que lembra a promessa do Messias predita por Isaías, uma passagem que faz parte das leituras do Advento. Is. 11:1.

Uvas: As uvas são símbolos da santa comunhão, e do sangue de cristo derramado na cruz para o perdão dos pecados. A uva também é um dos símbolos da fecundidade da Fé Cristã. Mt 26. 27-29.

Videira e os ramos: A videira e os ramos são um símbolo de Cristo e a sua igreja. Os ramos somente podem ter vida e produzir frutos se estiveram ligados à videira. Jesus ensina que ele é videira verdadeira e quem permanece nele dará muitos frutos. Jo 15.5.

Violeta: A violeta é um símbolo da humildade. É também muitas vezes usada como referência para a Virgem Maria, ou para Cristo assumindo a natureza humana.

Fonte: IELB.org

Símbolos do Cristianismo – Parte 5: Especiais

Postado em Igreja com as tags , , em 18/04/2010 por Amauri Menezes

Anjo: A palavra anjo significa mensageiro. A Bíblia menciona, diversas vezes, que Deus os enviou para anunciar sua mensagem, como por exemplo a anunciação para Maria, a aparição aos pastores em Belém, o anúncio da Ressurreição. Os anjos podem também representar o cuidado e a presença de Deus.

Homem alado: O homem alado é um símbolo de São Mateus porque ele começa seu evangelho com a genealogia de Jesus e por enfatizar a humanidade de Cristo. Esta figura é tomada da visão do profeta Ezequiel dos quatro seres viventes. Quando esta figura é mostrada segurando uma espada e uma espada balança, ela é um símbolo do Arcanjo Miguel.

Manus Dei, Mão de Deus: A mão de Deus é usada como um símbolo de Deus Pai. Durante os primeiros oito séculos da igreja cristã, foi o único símbolo usado para representar Deus. Diversa vezes a mão de Deus é citada na Bíblia. A figura desta mão simboliza o poder e a força de Deus e a sua providência para toda criação. Seu desenho tem várias formas diferentes. Quando aparece conduzindo pessoas indica o cuidado e dedicação de Deus para com o povo. Quando aparece com o dedo polegar, o indicador e o do meio estendidos e outros fechados na palma da mão é um símbolo latino da Trindade. A mão com o indicador estendido, o dedo do meio curvado em forma de “C”, o polegar cruzado sobre o anelar, o dedo mínimo curvado em forma de “C”, formam as letras IX XC, uma abreviação para o nome de Jesus em língua grega. Es 8.21-23; Dt. 3:23-24

Olho: A figura do olho representa a onisciência e onipresença Deus. Quando aparece dentro de um triângulo com raios de luz representa a infinita santidade da Trindade. Sl 33. 18; 1 Pe 3. 12

Fonte: IELB.org

Símbolos do Cristianismo – Parte 4: Símbolos gráficos

Postado em Igreja com as tags , , em 11/04/2010 por Amauri Menezes

Alfa e Ômega: Alfa e ômega são a primeira e a última letras do alfabeto grego. Jesus diz que ele é o alfa e o ômega. As duas letras expressam a natureza eterna de Cristo. (Ap 1:8)

Ecce Agnus Dei: Expressão em língua latina que significa “eis o Cordeiro de Deus”. Esta frase foi dita por João Batista ao avistar a Jesus enquanto estava batizando do outro lado do Jordão. Ela é usada para marcar a Epifania, ou seja, a manifestação de Jesus como o Messias. Jo 1.29-31

IHC: É um monograma sagrado formado pelas três primeiras letras do nome Jesus em língua grega (IHCOYC). Quando nestas e noutras figuras do nome de Jesus aparece uma linha horizontal sobre o nome, indica que é uma abreviatura.

IHCOYC: Este é o nome de Jesus em língua grega. Ele pode ser escrito usando o alfabeto Romano por cima e o grego por baixo.

IHS: É um outro monograma sagrado do nome de Jesus.

INRI: Estas são as letras iniciais da frase latina “Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum” – Jesus Nazareno, Rei do Judeus, que Pilatos ordenou colocar sobre a cruz de Jesus. Jo. 19:19-20

IX: Este é um monograma antigo, raramente visto nas igrejas de hoje. Ele é formado por duas letras gregas. A letra “I”, primeira letra do nome Jesus (IHCOYC), e o “X”, a primeira letra no nome Cristo (XPICTOC).

Pax: Pax é o termo em latim para “paz” que está muitas vezes associado com a história do Natal.

XP: Pronuncia-se Qui rho. É um dos mais antigos monogramas sagrados de Cristo. É composto pela duas primeiras letras da palavra “Cristo” em língua grega. Os Cristãos primitivos o usavam como um sinal secreto da sua fé. O Qui Rho tem várias formas, como por exemplo uma cruz ou um cajado na letra “P”. O cajado lembra que Jesus é o bom pastor. Jo 10.11

O monograma Chi Rho tem sido estilizado de diversas maneiras no transcorrer dos séculos.  Às vezes, outros símbolos são acrescentado ao monograma para destacar determinado atributo de Jesus Cristo.

A parte debaixo do “p” forma um dos braços do “x”.  Desta forma, a imagem da cruz logo é evocada.

Nesse estilo comum, o “x” é sobreposto ao “p”.

Neste formato, o “p” é estilizado a fim de parecer com um cajado, para lembrar que Jesus é o Bom Pastor (João 10)

O “n” entrelaçado significa evoca “nike”, para grega que significa “conquistador”.

Este chi rho aparece com o Alfa e o Ômega, a primeira e a última letra do alfabeto.  Em Apocalipse 22.13 vê-se que, simbolicamente, o Alfa e Ômega são o começo e o fim, o eterno.

Este estilo incorpora a cruz-âncora.  A âncora representa a esperança que está em Cristo.

Neste estilo, o “p” é um os braços do “x”.  O til é o símbolo para abreviação.

XPICTOC: É o nome grego de Cristo. Ele pode ser escrito usando o alfabeto romano por cima ou o alfabeto grego por baixo.

Fonte: IELB.org

Símbolos do Cristianismo – Parte 3: Objetos e Figuras

Postado em Igreja com as tags , , em 11/04/2010 por Amauri Menezes

Adaga: A adaga é um símbolo da traição. É também usado como atributo a São Lucas.

Arca: A Arca da aliança era uma caixa de madeira, revestida de ouro, onde eram guardadas as duas tábuas de pedra em que estavam escritos os dez mandamentos, um pote de maná e a vara de Araão. (Êx 25.10-22; 37.1-9). Ela era a principal mobília do tabernáculo, o lugar onde Deus habitava e a sua glória brilhava. Uma tampa revestida de ouro, chamada “o propiciatório” cobria a arca. Em cima dela estavam dois anjos querubins de ouro, um de frente para o outro, cujas asas cobriam a arca. A arca da aliança, é talvez, o mais profundo tipo de Cristo do Antigo Testamento. Assim como a tampa cobria as tábuas da lei para não serem vistas, assim Cristo nos livra do julgamento da lei. Naquela arca, Deus falava de entre os querubins, hoje ele se revela através de Jesus Cristo.

As três arcas: As três arcas podem ser usadas para simbolizar os Magos que vieram visitar o menino Jesus após o seu nascimento. Elas também representam os presentes que eles trouxeram: ouro, incenso e mirra. Por causa dos três presentes é a que a tradição diz que foram três sábios que vieram. A Escritura, porém, nada fala a respeito do número de Magos. Mt. 2:11

Arca de Noé: A arca de Noé é um símbolo do julgamento de Deus sobre o pecado. Simboliza também a promessa da salvação e os cuidados de Deus para o seu povo. Ela é um dos mais fortes tipos de Cristo no Antigo Testamento da promessa do Salvador. Gn. 7:1-16

Arco-íris: O arco-íris é um símbolo da fidelidade de Deus do seu perdão e reconciliação com os fiéis. Este símbolo é tomado da arca de Noé e do dilúvio, onde Deus colocou no céu um arco-íris como prova da sua promessa de que nunca mais iria destruir a terra com um dilúvio. As vezes ele é vinculado ao trono de Cristo, sendo assim um símbolo da glória e do julgamento final. Gn. 9.12-16.

Auréola simples: O termo “aureola” vem do Latim “aureus” que significa ouro. Ela é símbolo da divindade e do poder supremo. Quando é um simples círculo, representa a eternidade. Seu lugar próprio é na cabeça, mas há aureolas alongadas que circundam todo corpo Cristo.

Auréola com três raios: A aureola com três raios é um símbolo da Trindade. Desta forma é usada para representar a supremacia de Deus, especialmente de Cristo. Neste caso ela pode também ter uma forma triangular.

Balança: A balança é símbolo do julgamento. Pode ser usada para representar o julgamento final e retorno do Senhor.

Bandeira: A bandeira é um símbolo da vitória. Freqüentemente ela está associada com a figura do Cordeiro de Deus (Agnus Dei), como um símbolo da Ressurreição e do triunfo de Cristo sobre o pecado e a morte. O imperador Constantino incorporou uma cruz em sua bandeira quando foi convertido ao cristianismo após ter a visão de uma cruz no alto nas nuvens. A bandeira pode ser e usada como um emblema dos santos. Nas profecias de Isaías e Jeremias a bandeira é usada tanto para anunciar o mal como a vitória. Is. 11:12; Jr 4.6;21

Bandeira do Cristianismo: Esta bandeira foi desenhada por Charles Overton em 1897. A cruz vermelha representa a fé cristã, o amor de Deus e a promessa de vida eterna. O azul representa a fidelidade dos cristãos. O fundo branco significa pureza, inocência e paz.

Cajado: O cajado do pastor de ovelhas lembra o Senhor Jesus, o Bom Pastor. Ele também pode ser usado como símbolo do Rei Davi ou como símbolo dos pastores que visitaram o menino na manjedoura. Jo 10.11 16

Cálice: O cálice é um símbolo da santa comunhão e do perdão dos pecados pelo sangue de Cristo derramado na cruz. Mt. 26.27-29

Cálice com a cruz: O cálice com a cruz que sai do seu interior é um símbolo da obediência, sofrimento e paixão de nosso Senhor. Esta cruz é a cruz da paixão, cujas extremidades pontiagudas lembram nosso sofrimento. Mt. 26:39.

Chama de fogo: Línguas de fogo, quando aparecem sobre as cabeças dos apóstolos, são símbolos do Espírito Santo do seu poder e da sua unção. O fogo é também símbolo do zelo espiritual. As chamas também podem ser usadas para representar os tormentos do inferno. Quando um santo é retratado segurando uma chama de fogo, representa o seu fervor religioso. At 2.1-4 Mt. 25.41 Lc. 24.30-32

Candelabro e vela: O candelabro com a vela lembra as palavras de Jesus: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8:12). Quando há duas velas no altar, representam as naturezas divina e humana de Jesus. Os cristãos também são chamados a serem luz do mundo: Mt. 5.14-16 Jo 1:1

Castiçal de sete velas: O castiçal de sete velas, também chamado de “menorah,” é usado pelos cristãos para representar o Espírito Santo e os sete dons do Espírito: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, conhecimento, temor do Senhor e prazer no Senhor. Is. 11.2,3

Cetro: O cetro é um símbolo da autoridade. Junto com a coroa, forma um símbolo do reino triunfante de Cristo sobre toda criação. Gn. 49.10; Hb. 1:8

Chaves: As chaves representam a autoridade da igreja em perdoar os pecados em nome Jesus. Duas chaves representam a dupla autoridade de abrir o céu ao pecador arrependido e fechar o céu ao que não se arrepende. Mt. 16:18,19; Jo 20.21-23

Círculo: Como o círculo não tem começo nem fim, é um símbolo da eternidade. É, muitas vezes, usado como referência a Deus.

Chicote e Pilar: O chicote é um símbolo da paixão de Cristo. Freqüentemente é mostrado junto de um pilar, no qual Jesus provavelmente foi amarrado. Jo 19.1-3

Círculos entrelaçados: Esta figura, formada por três círculos entrelaçados, é um símbolo da Trindade. Eles representam a natureza eterna do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Eles lembram que há um só Deus que se revela em três pessoas.

Coroa: A coroa é um símbolo da autoridade real, que é muitas vezes usada para Cristo, como o Rei dos reis. Também pode ser usada como a “coroa da vida”, a eterna recompensa dos fiéis. Coroas também podem ser usadas para representar os magos do Oriente que vieram à procura do menino Jesus. 1Tm. 6.13-16; Ap 2:10

Coroa de espinhos: A coroa de espinhos é um símbolo da Paixão de Jesus. Quando é combinada com uma cruz lembra a crucificação de Jesus. Ela também nos lembra o escárnio e a zombaria dos soldados sobre Cristo e a irônica inscrição na cruz como rei dos Judeus. Mt. 27.27-28

Coroa de Advento: A coroa de advento foi adaptada de um costume pagão no qual se acendiam velas em antecipação ao solstício do inverno. Neste dia as horas da luz do dia começavam ficar mais longas que as da noite. Pelo fato deste dia coincidir com o Natal, cristãos da Idade Media usavam a coroa como um símbolo da vigilância e da alegria na medida em que o dia do Natal se aproximava. O círculo da coroa representa a eternidade. Os ramos verdes lembram a graça de Deus, que em Cristo nos dá a vida eterna. Em cada domingo dos quatros domingos de advento é acendida uma vela. Este acender gradativo representa a crescente alegria dos cristãos. As velas são de cor violeta ou azul cores que representam a vigilância e a preparação. Em algumas igrejas, uma vela rosa é usada para o terceiro e o quarto Domingo. Esta vela representa a alegria e o dia em que ela é acesa chama-se Gaudete (“do Latim: alegremo-nos”). Uma vela branca é colocada no centro da coroa e é acesa no dia do Natal e representa Cristo.

Crânio: O crânio é um símbolo da morte tanto espiritual como física. Um crânio colocado ao pé da cruz é geralmente compreendido como o crânio de Adão, uma lembrança de que em Adão todos morrem, mas em Cristo, o segundo Adão, todos poderão viver. 1Co. 15.20-22.

Escada: A escada foi um dos instrumentos usados na crucificação de Cristo e assim pode ser usada como símbolo da sua paixão. Neste caso, ela é muitas vezes mostrada junto com uma esponja, afixada numa haste que foi usada para oferecer vinagre para Jesus enquanto estava na cruz. Uma escada também nos lembra a história de Jacó e o sonho que teve dos anjos subindo e descendo a escada. Mt. 27:48,49; Gn. 28.11-17

Espada: A espada tem diversos usos simbólicos. Junto de um balança ela é um emblema do arcanjo Miguel, o capitão das hostes do céu. Ela também pode ser usada para representar a inimizade dos incrédulos para com os cristãos. Quando mostrada junto de um livro aberto, ela representa a espada do Espírito ou a palavra da verdade, o evangelho. Uma espada de dois gumes representa a Lei e o Evangelho. A espada é um emblema de muitos santos e mártires, a exemplo de São Paulo, e muitos outros que morre pela espada. Ef. 6.17; Hb 4.12; Ap. 1.16

Espada flamejante: Uma espada flamejante é símbolo do julgamento. Ela lembra os querubins e a espada de fogo que Deus colocou para guardar a entrada do Paraíso após Adão e Eva serem expulsos. Gn. 3.24.

Estrela de 4 pontas: A estrela de 4 pontas é estilizada para parecer-se semelhante a uma cruz e é usada como a estrela de natal. Esta forma de cruz nos lembra tanto o nascimento de Jesus como a finalidade da sua vinda.

Estrela de 5 pontas: A estrela de 5 pontas é a estrela de Belém, que deve ser distinguida do pentagrama pagão, símbolo associado ao ritual satânico. Nm. 24.17; Mt. 2:1

Estrela de 6 pontas: A estrela de seis pontas é a estrela da criação, pois suas pontas lembram os seis dias da criação.

Estrela de 7 pontas: A estrela de sete pontas representam os sete dons do Espirito Santo. Is. 11.2,3: Ap. 5.12

Estrela de 8 pontas: Oito é tradicionalmente o número da regeneração. Por esta razão muitas pias de batismo tem base octogonal. Jesus foi circuncidado e recebeu seu nome no oitavo dia.

Estrela de 9 pontas: A estrela de nove pontas simboliza os nove frutos do Espírito listados na epístola aos Gálatas. Esta estrela geralmente aparece com as iniciais em Latim de cada fruto, uma letra em cada ponta (charitas, gaudium, pax, longanimitas, benignitas, bonitus, fides, mansuetudo and continentia). Gl. 5.22

Estrela de 12 pontas: A estrela de doze pontas pode ser usada para representar as 12 tribos de Israel ou os doze apóstolos. Esta estrela também pode ser usada na Epifania, que vem logo após os doze dias do período do natal. Na epifania a igreja celebra a manifestação de Cristo como Filho de Deus.

Estrelas com o sol e a lua: Doze estrelas circundando o sol e a lua representam Jacó, suas mulheres e seus doze filhos. Jacó veio a ser o pai das doze tribos de Israel.

Fonte de água: A fonte de água é uma lembrança de Jesus, a água viva. Esta imagem vem da história da mulher samaritana que estava diante do poço, de quem Jesus pediu água para beber. No diálogo com esta mulher, Jesus mesmo se identificou como a fonte da água da vida. Jo 4:13, 14.

Harpa: A harpa é reconhecida como um atributo ao Rei Davi. Ela também tem sido usada para representar os salmos e todos os instrumentos musicais usados para louvar e glorificar a Deus. Sl. 71.22.

Incensório: O incensório é um recipiente para queimar o incenso usado no culto. Ele representa as orações dos cristãos. Pois assim como o incenso sobe, as orações também sobem a Deus como aroma agradável. Sl 141.2

Jarro e bacia: O jarro e a bacia eram usados em rituais de purificação. Desta forma são símbolos de purificação. Estes objetos lembram dois relatos bíblicos, nos quais eles têm significados diferentes. O primeiro é Jesus lavando os pés dos seus discípulos após a primeira Ceia. Neste caso eles expressam a humildade e a disposição para servir, que é uma característica própria dos discípulos. O segundo é Pôncio Pilatos lavando as mãos diante Jesus alegando inocência quanto à morte de Jesus. Neste caso, estes objetos lembram que, não só Pilatos, mas todos são culpados da morte de Cristo. Jo 13.12-17; Mt 27:24

Lâmpada: A lâmpada é muitas vezes usada para representar a Palavra de Deus. Ela também pode ser usada como símbolo da sabedoria e vigilância, conforme mostra a parábola das virgens sábias e das néscias em Mt 25. No Antigo Testamento a lâmpada estava associada ao culto, onde simbolizava a presença de Deus. A lâmpada também pode servir para representar a vida e a morada do Espirito Santo. Um uso interessante da palavra “lâmpada” no Antigo Testamento vem de diversas referências da promessa de Deus em preservar o reino de Israel para descendentes do rei Davi. Ela é também um emblema de vários santos. Sl.119.105; Pv.13.9; 2 Cr. 21.5

Livro: A figura de um livro é usada para representar a Palavra de Deus, a Bíblia. O livro aberto representa a revelação da verdade. Quando fechado representa o livro que contém os nomes dos eleitos e pode simbolizar o julgamento final e a herança dos santos. Estando nas mãos de um apostolo, um livro representa os escritos Novo Testamento. O Antigo Testamento geralmente é representado por um rolo. Em vários emblemas de santos contém a figura de um livro.

Moedas: As moedas são símbolo da cobiça e avareza. Quando aparecem em número de trinta junto com uma bolsa representam a traição de Judas para com o Senhor Jesus. Mt. 26.14-16.

Navio: O navio é um símbolo da igreja. A origem deste símbolo pode vir da arca de Noé, pois através dela os fiéis a Deus foram salvos do dilúvio. Jesus acalmando a tempestade também ajudou com que o barco fosse símbolo de segurança e refúgio. Santo Ambrósio comparou a igreja a um navio, cujo mastro seria uma cruz. O navio é também usado como um atributo ou um emblema de vários santos como de São Judas o apóstolo. A área central da igreja onde as pessoas sentam chama-se “nave”, termo em Latim para “navio”. Mc 4.37-41

Óleo: O óleo foi usado no Antigo Testamento como sinal de consagração a Deus. Foi também usado como símbolo do chamado de Deus e da posse de pessoas para funções especificas. No contexto do Novo Testamento, o óleo representa o Espírito Santo que habita nos crentes e nos confirma em Cristo. Lv. 8.10-13; Sl. 89.20.

Pérola: A pérola é um símbolo do reino dos céus, e é tomada da parábola de Jesus “da pérola de grande valor.” O evangelho de Mateus também usa a pérola como um símbolo da palavra de Deus. Mt. 13:45-46; Mt. 7:6

Pilão e socador: Este é um pilão e socador para socar produtos farmacêuticos. Eles são usados como emblema de dois santos que eram médicos: Cosme e Damião. Também são usados como emblema de São Lucas.

Porta: A porta é um símbolo de Cristo que disse: “Eu sou a porta”. Ela também pode ser usada para simbolizar o convite para a oração e para mostrar que Jesus quer abrir a porta do céu para todos. Jo 10.7-9. Mt. 7.7-8 Ap. 3.20

Ombreiras da porta: As ombreiras da porta pintados com sangue, são lembrança da primeira páscoa quando Deus libertou os filhos de Israel da escravidão no Egito e os conduziu para a terra prometida. Este evento do Antigo Testamento prefigura o sangue de Jesus derramado na cruz para nossa salvação.

Portão: O portão tem vários sentidos na arte cristã. Quando aparece aberto, pode ser usado para representar a entrada no Paraíso, ou o convite do Evangelho para o descanso celeste. Um portão caído representa a vitória de Cristo sobre o poder do inferno. O portão também pode representar a morte, ou o fim da vida terrena. Também pode, simbolizar a expulsão de Adão e Eva, do Jardim do Éden.

Pregos: Os pregos foram instrumentos da crucificação de Jesus. São, portanto, símbolos da sua Paixão. Quando aparecem em número de três, identificam Cristo como membro da Trindade.

Prumo: O prumo é um símbolo do julgamento que foi usado pelos profetas Isaías e Amós. Jesus as vezes é retratado segurando um prumo para demonstrá-lo como Juiz da humanidade. Am 7.7,8

Quadrado: Um quadrado lembra o número quatro que pode representar várias coisas como os quatro cantos da terra. Por isso ele é considerado o número da terra. Ele também representa os quatro evangelistas – Mateus, Marcos, Lucas e João.

Rocha: A rocha é muitas vezes usada como um símbolo de Cristo. No deserto, Moisés feriu uma rocha e dela verteu água para refrescar o povo. A rocha também pode ser símbolo de obediência a Cristo. São Pedro, cujo nome significa rocha, é algumas vezes representado por uma rocha. Nm. 20.9-11: Mt. 7.24-27; Mt. 16:17,18.

Rolo: O rolo é geralmente usado para simbolizar os escritos do Antigo Testamento. Mas ele também tem outros sentidos. Ele pode simbolizar o nome dos eleitos e servir de símbolo escatológico do dia do julgamento e da vida eterna. Um rolo pode ser usado como emblema dos santos como forma de reconhecer seus escritos, como é o caso de Tiago, o Maior. Ap. 5.6- 10

Selo: O selo é um sinal da marca ou da promessa de Deus, bem como da nossa consagração a Deus. A apóstolo Paulo diz que fomos “selados com Espírito Santo” 2 Co.1.20-22. Ef 1.13; Ef. 4.30

Sete Selos: Os sete selos são um símbolo do julgamento final tirado do livro do Apocalipse. As vezes o Cordeiro de Deus (Agnus Dei) é mostrado reclinado sobre um livro ou um rolo contendo sete selos. Ap. 5.1-5.

Sino: O sino é o símbolo da chamada para adoração e a proclamação do evangelho para o mundo.

Sol da justiça: O sol é muitas vezes usado como símbolo de Cristo, especialmente como símbolo profético. Ml. 4:2

Tábuas de Pedra: Em tábuas de pedra foi que Deus deu os dez mandamentos para Moisés no monte Sinai. Elas podem ser usadas para representar toda a lei de Deus, o Pentateuco (cinco primeiros livros da Bíblia, a Torah), ou todo o Antigo de Testamento. Geralmente os dez mandamentos aparecem três à esquerda (que referem-se ao nosso relacionamento com Deus) e sete à direita (que referem-se ao nosso relacionamento com o próximo). Ex. 31:18

Tocha: A tocha é usada como símbolo da paixão de Cristo e como símbolo de alguns mártires.

Torre: A torre ou a fortaleza, é símbolo de Deus como refúgio. Sl 46.1; Sl. 94.22

Torre de igreja: A torre da igreja provavelmente tem sua origem nas antigas torres de sinos. Ela tem como objetivo apontar para o céu e nos convidar para o culto. Por isso, normalmente ela tem uma cruz na ponta e um sino. A cruz, bem no alto, sempre é um testemunho de Cristo pois é vista de muito longe. O objetivo do sino na torre é chamar nossa atenção para Deus e nos convidar para adoração.

Triângulo: Símbolos antigos que representam a Trindade são raros. O mais antigo é provavelmente o triângulo. Como outros símbolos da Trindade, o triângulo representa um só Deus em três pessoas. A doutrina da Trindade em primeiro lugar, vem da história do batismo de Jesus, onde o Pai, o Filho e o Espirito Santo estão presentes de forma igual. Depois, Jesus a si mesmo se coloca dentro da Trindade na grande Comissão. Lc 3.21,22 Mt. 28.18-20.

Triquetra: A triquetra é um símbolo antigo da Santíssima Trindade. Suas três linhas iguais em forma de arco, representam a igualdade das três pessoas. A linha contínua expressa a eternidade, e o entrelaçamento das linhas mostra que a Trindade é indivisível.

Trombeta: A trombeta é um símbolo do último julgamento, da ressurreição, e do chamado para o culto. Trombetas foram usadas na batalha de Jerico (Js 6) e por Gideão na luta contra os Midianitas (Jz 7). No Antigo Testamento as trombetas estão associadas com os solenes pronunciamentos de Deus ou com a presença de Deus, com celebrações e orações, e com povo de Deus indo para a batalha. Jl 2.15; Mt. 24.30, 31

Fonte: IELB.org

Símbolos do Cristianismo – Parte 2: Animais

Postado em Igreja com as tags , , , em 05/04/2010 por Amauri Menezes

Outro símbolo cristão, que remonta aos começos da religião. é o Ichthys ou peixe estilizado (a palavra Ichthys significa peixe em grego, sendo também um acrônimo de Iesus Christus Theou Yicus Soter, “Jesus Cristo filho de Deus Salvador”), hoje sempre visto no protestantismo.

O desenho de um peixe tornou-se símbolo dos primeiros cristãos que, em tempos de perseguição, o usavam como sinal secreto da fé. E para um cristão saber se uma outra pessoa era irmão na fé, desenhava um arco na areia. Se a outra pessoa era cristã, desenhava o arco ao contrário, formando assim, o desenho de um peixe.

Agnus Dei: É uma expressão latina que significa “Cordeiro de Deus”, cujo desenho aparece em diversas formas. Quando aparece de pé firmando uma bandeira, representa o Cristo ressuscitado que triunfou sobre a morte. Parado de pé com uma cruz e sangrando de um corte de um lado, representa o sofrimento e a morte de nosso Senhor. Sentado sobre um livro com sete selos, representa o julgamento final, quando Cristo retornará em glória. Este é um símbolo rico em significados. João Batista proclamou a Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). No Apocalipse, Jesus é mencionado como Cordeiro (Ap. 5:11). Quando Abraão, por ordem de Deus, foi sacrificar seu filho Isaque, Deus providenciou um carneiro como substituto de Isaque. Este carneiro serviu como um tipo de Cristo (Gen. 22.1-19).

Águia: A águia tem um rico e histórico símbolo. Fala-se que, periodicamente a águia renova suas plumagens e sua beleza, voando em direção ao sol e depois mergulhando num lago ou numa fonte de água. Com base nisso, a águia tornou-se um símbolo da ressurreição. O fato dela voar para o alto, também tronou-se um símbolo da ascensão de Cristo. As águias também representam os cristãos que foram batizados, morreram e ressuscitaram em Cristo. Ela é também um símbolo do evangelista São João pois ele deu testemunho de ter subido em vida ao céu e ter visto a natureza divina de Jesus. (Os símbolos para os quatro evangelistas são derivados da visão de Ezequiel dos quatro seres viventes: rostos de águia, de Leão, de homem e de boi.) Ez. 1.10; Is. 40:31

Boi alado: O boi é um símbolo de força, serviço e paciência. Na arte renascentista ele foi usado para representar a nação de Israel. O boi alado é um símbolo de São Lucas pelo fato de Lucas relatar em detalhes a morte sacrificial de Cristo. Visto que o boi era um animal usado para o sacrifício, o sacrifício de Cristo está relacionado ao do boi. Mt. 11.28-30

Borboleta: A borboleta é um símbolo da Ressurreição. A bela borboleta que surge da crisálida aparentemente sem vida e da asquerosa lagarta, lembra a passagem da morte para a vida e a nova vida em Cristo.

Cabrito: O cabrito normalmente representa aqueles que são condenados no último julgamento. Este sentido vem do texto do grande julgamento registrado em Mateus. Desta forma ele representa as forças demoníacas. Mt 25. 31-33.

Carneiro: O carneiro é um símbolo de Cristo tomado do Antigo Testamento. Ele representa Cristo porque é o guia do rebanho e também porque o carneiro é uma animal sacrificial, que nos lembra o sacrifício de Jesus na cruz por nossos pecados. Este aspecto do carneiro foi prefigurado na história de Abraão e Isaque em Gênesis 22.1-18.

Cisne: O cisne geralmente é um símbolo da hipocrisia pois, debaixo da sua bonita plumagem branca está escondida sua carne escura, imprópria para o consumo.

Colméia: A colméia é um símbolo recente, que representa a igreja cristã. Numa colméia de abelhas podemos notar todas trabalhando em conjunto, porém com diferentes tarefas. A igreja cristã, o corpo de Cristo é edificado por muitos cristãos com seus diferentes dons espirituais.

Concha: A concha (no estilo de marisco) com três gotas de água, geralmente é um símbolo do batismo, especialmente do batismo de Cristo. As três gotas nos lembram a Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – em quem os cristãos são batizados. A concha sem as gotas, pode ser usada como símbolo da peregrinação, e de santos que fizeram longas viagem pelo mar(como São Tiago). Mt 28.19, 20

Corso: O corso ou o cervo é um símbolo da piedade, da devoção e da segurança dos cuidados de Deus. Sl. 42.1; Sl 18:33

Fênix: Há uma fábula antiga que diz que esta linda ave, que vive no deserto da Arábia, vive em torno de quinhentos anos, depois faz seu ninho no fogo e é consumida pelas chamas. Após três dias, o fênix renasce das próprias cinzas e, restaurada sua juventude, vive outros quinhentos anos. Os cristãos primitivos viam neste relato um símbolo da ressurreição. São Clemente relatou esta história no primeiro século em sua primeira carta aos Coríntios. O fênix foi usado para simbolizar primeiro a ressurreição de um modo em geral, e depois gradualmente veio a significar a Ressurreição de Cristo.

Galo: Um galo cantando nos lembra Pedro negando a Jesus. Desta forma, ele é um símbolo da infidelidade diante de perigos ou perseguições. Pelo fato de cantar de madrugada o galo também pode ser usado como símbolo da vigilância na fé. Mt. 26.33-34

Golfinho: O golfinho é comum na arte cristã. Pelo fato dos golfinhos serem vistos nadando ao lado de navios, eles se tornaram um símbolo para representar Cristo, que guia os crentes ao céu. Neste sentido o golfinho normalmente aparece junto com uma âncora ou um barco. Os golfinhos também são usados para lembrar a história de Jonas. Neste caso são símbolos da Ressurreição.

Leão: No livro de Apocalipse Jesus é chamado de Leão de Judá. Por isso o leão é um símbolo de Cristo. Um leão alado é um símbolo de São Marcos, o Evangelista, por causa da sua clara proclamação da ressurreição de Jesus. O leão, rei dos animais, é uma expressão de força. A ressurreição de Jesus mostra seu poder sobre seus inimigos. Por isso Jesus é associado ao leão. Por outro lado, o leão pode também representar a traição e toda maldade do diabo. Ap 5.4-5; 1 Pd 5.8

Pavão: O pavão é usado no simbolismo cristão como sinal da imortalidade. Este simbolismo tem origem no mito de que a carne do pavão não degrada após a morte. Além disso, o pavão caminha de maneira altiva e, vaidosamente abre suas penas, o que faz dele um símbolo da vaidade humana.

Três peixes: Três peixes representam Jesus como membro da Trindade.

Peixes e pães: Cinco pães e dois peixes nos lembram o milagre da multiplicação dos pães e peixes com os quais Jesus alimentou uma multidão de cinco mil pessoas. Por isso eles representam todos os milagres com os quais Jesus providenciou alimento Jesus. Eles também lembram Jesus o pão da vida. Mt. 14.17-21; Jo 6:35

Pelicano Piedoso: A figura do pelicano piedoso é baseado no fato de que, em tempos de fome, a mãe pelicano arranca suas penas do peito e alimenta seus filhotes com o próprio sangue. Esta figura, é amplamente usada para representar o sacrifício expiatório de Cristo. Pois Cristo voluntariamente derramou seu sangue para nos dar perdão e salvação.

Pomba: A pomba é um símbolo do Espírito Santo, que provém da história do batismo de Jesus, onde o Espírito Santo desceu sobre ele em forma de pomba. A aureola com três raios que circunda a cabeça da pomba identifica o Espírito Santo como membro da Trindade. Uma pomba sem a aureola é apenas um símbolo da paz. Mt. 3.16

Sete Pombas: As sete pombas em volta de um círculo e que contém as letras “SS” (do Latim: Spiritu Sancti,) representam os sete dons Espírito Santo mostradas em Ap. 5.12 e Is 11.2,3.

Serpente: Uma serpente enrolada em uma árvore frutífera é um símbolo de Satanás, que é tirado da história da queda em pecado, relatada no livro de Gênesis. Gn. 2.8,9;15-17; Gn. 3:1

Serpente de bronze: A serpente de bronze é uma das mais importantes figuras de Cristo do Antigo Testamento. Jesus reconheceu em si mesmo esta simbologia quando disse, “E do modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” Jo 3. 14 Nm. 21.4-9

Outros símbolos do cristianismo primitivo, por vezes ainda utilizados, eram o Alfa e o Ómega (primeira e última letras do alfabeto grego, em referência ao fato de Cristo ser o princípio e o fim de todas as coisas), a âncora (representando a salvação da alma chegada ao bom porto) e o “Bom Pastor”, a representação de Cristo como um pastor com as suas ovelhas.

Na foto acima, O Bom Pastor, mausoléu de Galla Placidia, Ravena, Itália. Início do século V d.C..

Nos próximos posts da série Símbolos do Cristianismo, trarei figuras, objetos, números, cores, escudos, objetos, formas escritas e outros. Aguardem!

Pesquisa de Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fontes: Wikipedia e IELB.org.

Símbolos do Cristianismo – Parte 1: A cruz

Postado em Igreja com as tags , , , em 29/03/2010 por Amauri Menezes

O símbolo mais reconhecido do cristianismo é sem dúvida a cruz, que pode apresentar uma grande variedade de formas de acordo com a denominação: crucifixo para os católicos, a cruz de oito braços para os ortodoxos e uma simples cruz para os protestantes evangélicos.

Vamos então conhecer as formas e significados de alguns tipos de cruzes.


Cruz Alfa e Ômega

Esta cruz latina é combinada com a primeira e última letra do alfabeto grego, que nos lembram que, apesar de Jesus ter morrido por nossos pecados numa cruz, ele reina em gloria para sempre.


Cruz Âncora

Simboliza esperança dos cristãos em Cristo. Esta cruz também foi emblema de São Clemente, Bispo de Roma, que de acordo com a tradição foi amarrado numa âncora e lançado ao mar pelo imperador Trajano.

Cruz de Alça

É uma cruz em estilo hieróglifo egípcio que representa a regeneração e a vida eterna.

Cruz Batismal

Cruz grega sobreposta sobre a primeira letra do nome Cristo em língua grega X, (pronuncia-se qui). Ela forma a cruz com oito braços. O número oito é símbolo do renascimento e da regeneração, por isso, esta cruz é usada como cruz batismal.

Cruz Trevo

Esta cruz é amplamente usada. Nas pontas dos seus braços ela tem um desenho parecido com um trevo. Por isso ela nos lembra a Santíssima Trindade.

Cruz Bizantina

A cruz bizantina é geralmente usada pela igreja Ortodoxa Grega.

Cruz do Calvário

Esta cruz latina está firmado sobre três degraus, que representam a subida de Jesus ao Calvário. Podem também simbolizar a fé, a esperança e o amor.

Cruz Celta ou Irlandesa

Cruz antiga, usada pelos cristãos na Grã Bretanha e na Irlanda.

Cruz da Conquista e da Vitória

Esta cruz grega é complementada com a primeira e a última letra do nome de Jesus em grego (IC), a primeira e última letra do nome Cristo em grego (XC), e a palavra grega para vitória (NIKA). Os traços sobre as letras indicam que elas são abreviações.

Cruz Quadriculada

Esta cruz ornamental, formada por quatro pequenas cruzes, representa a expansão do evangelho para os quatro cantos da terra. Ela repousa sobre uma grade que forma outras quatro cruzes.

Cruz da Páscoa

Esta forma de cruz foi primeiramente usada na Igreja Ortodoxa Russa. O braço superior representa a inscrição abreviada “INRI”, que Pilatos colocou sobre a cabeça de Jesus. O significado do braço inclinado inferior é dúbio. Há um tradição que diz que as pernas de Jesus não eram de tamanho igual. Uma outra tradição diz que o terremoto que veio durante a sua crucificação é que causou a inclinação deste braço. E ainda uma outra explicação, relaciona este braço inclinado à cruz a Santo André.

Cruz da Batalha

Esta cruz nos lembra a muralha de um forte ou de um castelo. Ela pode ser usada como símbolo da igreja militante, a igreja que está em luta, em oposição à igreja triunfante, formada por aqueles que já passaram pela luta e estão com o Senhor.

Cruz Fleuri

Esta é uma cruz decorativa. Os braços desta cruz terminam em pétalas, que nos lembram a Trindade.

Cruz Flor de Lis

Muito semelhante a cruz fleuri, esta cruz é uma lembrança da Trindade e da ressurreição.

Cruz Grega

Esta é uma cruz antiga, que tem quatro braços iguais.

Cruz Iônica

Esta é a cruz adotada por São Columba, que no ano de 563 fundou um mosteiro na ilha de Iona, região da Escócia.

Cruz de Jerusalém ou cruz das Cruzadas

Este conjunto de cruzes é composto por uma cruz central formada por quatro cruzes “tau” (veja abaixo) que representa a lei do Antigo Testamento. As quatro pequenas cruzes gregas representam o cumprimento desta lei no evangelho de Cristo. Outros vêem neste conjunto, um símbolo da obra missionária da igreja – expandindo o evangelho para os quatros cantos da terra. Ainda há outros que entendem que estas cinco cruzes representam as cinco feridas de Jesus na cruz (mãos, pés e o lado). Este modelo de cruz foi usado pelo rei Godofredo de Bulhão, o primeiro rei cristão em Jerusalém. Esta cruz foi incorporada nas campanhas da cruzadas.

Cruz Latina

É a mais comum de todas as cruzes. Ela era um instrumento de condenação à morte nos tempos de Jesus. Ela nos lembra o supremo sacrifício que Jesus ofereceu pelos pecados de todo mundo. Tradicionalmente ela simboliza a crucificação, no entanto, como é totalmente vazia, também nos lembra a ressurreição e a esperança da vida eterna.

Cruz de Malta

Esta cruz é formada por quatro pontas que apontam para o centro e oito pontas externas que simbolizam a regeneração. Esta cruz foi emblema dos Cavaleiros de São João, que foram levados pelos turcos de Rodes para ilha de Malta. Na ilha de Malta o apóstolo Paulo naufragou.


Cruz Natalina

Esta cruz tem a forma de estrela, que nos lembra a história do nascimento de Jesus e o anúncio do propósito para o qual ele veio.

Cruz da Paixão

Esta é uma cruz latina que tem as extremidades pontiagudas. Ela representa o sofrimento de Cristo na sua crucificação.

Cruz Pateé

Esta é uma cruz grega, que tem o centro estreito e os braços curvos para fora. Muitas vezes é confundida com a cruz Malta.

Cruz Patriarcal

Esta é uma cruz eclesiástica. Ela aparece nas obras de arte, carregada pelos patriarcas. O braço superior representa a inscrição colocada por Pilatos na cruz de Jesus.

Cruz Pomée

Os botões nas extremidades desta cruz, parecidos com maçãs, representam os frutos da vida cristã. Em tempos primitivos, botões semelhantes eram usados em cajados de pastores como um símbolo de autoridade.

Cruz de Santo André

De acordo com a tradição, Santo André sentiu-se indigno ser crucificado como o seu Senhor. Desta forma, ele suplicou que a sua cruz fosse diferente. Ela é um símbolo da humildade e do sofrimento.

Cruz Tau

Esta cruz é formada pela letra grega “T”, é a mais simples de todas as cruzes. Tradicionalmente ela representa o sinal de sangue de cordeiro, usado pelos israelitas sobre as portas na noite de Páscoa, antes da saída do Egito. Ela também representa a haste usada por Moisés para levantar a serpente no deserto. Desta forma ela é a cruz da profecia, ou a cruz do Antigo Testamento.

Cruz Triunfante

Esta cruz simboliza o triunfo final e o reino de Cristo sobre todo mundo. Na arte cristã, esta cruz é usada no topo do cetro de Jesus para mostrar seu reino em glória.


Fonte: www.ielb.org.br

Símbolos do Movimento Nova Era e outras religiões (Parte 9)

Postado em Igreja com as tags , , , , em 14/03/2010 por Amauri Menezes

SÍMBOLOS MAÇÔNICOS

O ESQUADRO E O COMPASSO

O compasso e o esquadro reunidos tem sido mais antiga bem como a mais comum representação da Instituição Maçônica. Tanto se apresentou este símbolo compasso-esquadro, que ele é prontamente reconhecido, até mesmo pelos profanos (pessoas não iniciadas na Maçonaria). É o sinal distintivo do Venerável Mestre (Presidente da Loja) uma vez que esotericamente representa a “Justa Medida”.

A Justa Medida quer dizer em última análise a Retidão. Faz lembrar aos maçons em geral e a cada instante que todo as suas ações deverão ser plantadas com serenidade, bom senso e espírito de justiça. Faz recordar o compromisso solene assumido pelo iniciado, de sempre agir dentro de uma escola de perfeita honestidade e retidão.

O COMPASSO - O Compasso é considerado um Símbolo da espiritualidade e do conhecimento humano. Sendo visto como Símbolo da espiritualidade, sua posição sobre o Livro da Lei varia conforme o Grau. No Grau de Aprendiz, ele está embaixo do esquadro, indicando que existe, por enquanto, a predominância da matéria sobre o espírito . A abertura indica o nível do conhecimento humano, sendo esta limitada ao máximo de 90º, isto é ¼ do conhecimento. A sua Simbologia ainda é muito mais variada, podendo ser entendido como Símbolo da justiça, com a qual devam ser medidos os atos humanos. Simboliza a exatidão da pesquisa e ainda pode ser visto como Símbolo da imparcialidade e infalibilidade do Todo-Poderoso.

O ESQUADRO – O primeiro instrumento passivo e companheiro por excelência do Compasso é o Esquadro. Seu desenho nos permite traçar o ângulo reto e, por tanto, esquadrejar todas as formas. Deste modo, é visto como Símbolo, por excelência, da retidão. É também a primeira das chamadas Jóias Móveis de uma Loja, constituindo-se na Jóia do Venerável, pois, dentre todos, este deve ser o mais justo e eqüitativo dos Maçons. O Esquadro, ao contrário do Compasso, representa a matéria; por isso é que, em Loja de Aprendiz, ele se apresenta sobre o Compasso. Predominância da Matéria sobre o espírito.

A LETRA “G’: É o símbolo de Deus, o Divino Geômetra. Uma das razoes de ser tomada como símbolo sagrado da Divindade, é que, com ela, a palavra Deus, se inicia em vários idiomas. GAS, em Siríaco; GADA, em persa; GUD, em sueco; GOTT, em alemão; GOD, em inglês, etc.

A TROLHA

A TROLHA – Ou colher de pedreiro. Trata-se de uma espécie de pá achatada com a qual os Pedreiros assentam e alisam a argamassa. Sendo um instrumento neutro, deve ser visto como um Símbolo da tolerância, com que o Maçom deve aceitar as possíveis falhas e defeitos dos demais Irmãos. Pode ser vista, também, como um Símbolo do amor fraternal que será, então, o único cimento que uniria toda a Maçonaria. Desta forma, passar a Trolha, significa perdoar, desculpar, esquecer as diferenças. Entendida desta forma, pode ser vista como Símbolo da Paz que deve reinar entre os Irmãos.

O AVENTAL

É o símbolo do trabalho. É a parte principal do vestuário maçônico, constituindo-se um dos símbolos mais importantes da Maçonaria. Tem a forma de um retângulo, encimado por um triângulo; nos dois primeiros graus são simples, sem enfeites ou adornos, e de tecido branco. Os aventais dos demais graus, tem cor e desenhos variados, conforme os graus que representa e conforme o rito adotado. O fundo porém é sempre branco.

A PEDRA BRUTA

Simboliza a inteligência do aprendiz maçon, ainda rude, porque com os vestígios do Mundo Profano, está apenas iniciando sua aprendizagem nos Mistérios da Maçonaria. As arestas desta Pedra Bruta cabe ao aprendiz desbastar disciplinando, educando instruindo sua personalidade, objetivando vencer suas paixões e subordinar sua vontade à prática do bem. Assim a tarefa principal do Aprendiz consiste em trabalhar e estudar para adquirir o conhecimento do simbolismo do seu grau e a sua interpretação filosófica.

O MALHO E O CINZEL

Estas duas ferramentas servem para desbastar a pedra bruta.

A primeira representa nossas resoluções espirituais: éo cinzel de aço, que se aplica sobre a pedra com a mão esquerda lado passivo, e corresponde à receptividade, ao discernimento especulativo

A segunda é a vontade executiva, o malho, insígnia do mando, vibrado com a mão direita, lado ativo, relacionada coma energia atuante e a determinação moral donde dinama a realização prática.

A PEDRA CÚBICA

Havendo o Aprendiz trabalhado na Pedra Bruta como Malho e o Cinzel, transformando-a num cubo imperfeito, caber ao Companheiro (Grau 2), polir este cubo com o auxílio do esquadro, do Nível e do Prumo, tornando-a finalmente em pedra cúbica. Desbastadas as rudes arestas da personalidade, ainda como Aprendiz, cabe agora, ao Companheiro disciplinar suas ações através do conhecimento adquirido realizando contornos e nuances delicadas em seus psiquismos, fazendo então, do seu “eu”, um cubo perfeito, a pedra polida que assim estará apta a ser utilizada na construção do edifico do Templo, isto é, a humanidade Perfeita.

O MALHETE

É o instrumento de trabalho do Venerável Mestre e dos Vigilantes (na hierarquia os dois cargos logo abaixo do Venerável Mestre e que juntamente com ele dirige os trabalhos da loja)

Nada mais é que uma espécie de malho, e como tal é símbolo da vontade, da força, do trabalho e da determinação. Um aspecto fundamental na utilização deste instrumento é o do discernimento e lógica que devem conduzir a vontade. Utilizando ao caso, com força apenas, ele passará a ser um instrumento de destruição, incompatível com a Maçonaria.

O DELTA LUMINOSO

Também chamado de Triângulo Fulgurante, representa na Maçonaria o Supremo Criador de todas as coisas, cujo olho luminoso é o Olho da Sabedoria e da Providência, que observa tudo que vê e provê. Ele simboliza também, os atributos da Divindade: Onipresença, Onividência e Onisciência, que o verdadeiro maçon tem como lembrete divino de sua suprema relevância para sua vida.

Não sendo efetivamente uma religião, a Maçonaria compreende e reverencia todas as crenças e cada crente maçom pode ter no Delta Luminoso a representação de todos os sentimentos de religiosidade.

Ele é como uma lembrança para uma advertência permanente e solene, traduzida pela compreensão fraternal, que não procura sobrepor a importância de qualquer religião em particular, as demais profissões de fé.

Espiritualistas por princípio, sabem os maçons, na interpretação do Triangulo Fulgurante, que há um Deus que tudo vê e por esta razão entendem que uma oportunidade de fazer o bem que deixam escapar , é uma eternidade que se lhes espera.

OBS: Há muitos outros símbolos na Maçonaria. Apresentamos aqui somente os mais difundidos e conhecidos do povo em geral.

Fontes:
* Ritual de instruções do Aprendiz-maçom – GOMG
* A Total Perfectibilidade – Welington Paiva
* Sociedades Secretas – A. Tenório de Albuquerque

Via: http://www.aminternacional.org/maconaria_simbolos_maconicos.html

Encerrando por aqui então essa série sobre Símbolos do Movimento Nova Era e outras religiões. Darei sequência com mais uma série sobre símbolos cristãos, ainda relacionado com símbolos religiosos.

Meus agradecimentos a todos que acompanham esse blog, em especial essa série de posts que foi uma sugestão do meu amigo e irmão Jonas Silva, da Comunidade Ágape de Macaé. Valeu, brother!!!!! Deus abençoe a todos em nome de Jesus!

Amauri Menezes.

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