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Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 14- São Matias

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , em 10/09/2011 por Amauri Menezes

Segundo a Bíblia, Matias foi o discípulo escolhido para substituir Judas Iscariotes como apóstolo de Jesus Cristo.

Conforme o relato da Bíblia, logo no capítulo inicial dos Atos dos Apóstolos, após a morte e ascensão de Jesus ao céu, o apóstolo Pedro, observou que o Rei Davi escrevera no Salmo 109:8 (segundo apresentado nas seguintes traduções):

“Tome outro seu cargo de superintendência” – NM – Tradução do Novo Mundo
“Tome outro o seu bispado” – Novo Testamento, Salmos e Provérbios da Sociedade Bíblica do Brasil

Pedro aplicou esta declaração das Escrituras Hebraicas à necessidade de substituir Judas que se havia tornado traidor. Assim, propôs aos aproximadamente cento e vinte discípulos reunidos que a vaga fosse preenchida. A congregação referiu os nomes de José Barsabás e Matias como hipóteses para a escolha. Depois de orarem em conjunto, lançaram sortes e Matias foi escolhido. Esta ocorrência, apenas poucos dias antes do derramamento do espírito santo, no dia de Pentecostes do ano 30 ou 33 EC, consoante as opiniões de alguns estudiosos, foi a última ocasião mencionada na Bíblia em que se recorreu a sortes para se saber a escolha de Deus num determinado assunto.

Segundo as palavras de Pedro registadas em Actos 1:21, 22, Matias havia sido seguidor de Jesus durante os três anos e meio do seu ministério e havia estado intimamente associado com os apóstolos. Provavelmente era um dos setenta discípulos ou evangelistas que Jesus enviou para pregar, segundo o relato de Lucas 10:1. Após a sua escolha, ele foi “contado com os onze apóstolos” pela congregação e quando o livro de Atos logo depois fala dos “apóstolos” ou dos “doze”, isso incluía Matias.

De acordo com Nicéforo, Matias primeiro pregou o Evangelho na Judéia, seguindo para a Etiópia e, posteriormente, se dirigiu para região da Cólquida (agora conhecida como Geórgia Caucasiana), onde foi crucificado. Um marco localizado nas ruínas da fortaleza romana de Gônio, atual Apsaros, nas modernas regiões georgianas de Adjara indicam que Matias estará sepultado naquele lugar.

A Sinopse de Doroteu contém esta tradição:

“Matthias in interiore Æthiopia, ubi Hyssus maris portus et Phasis fluvius est, hominibus barbaris et carnivoris praedicavit Evangelium. Mortuus est autem in Sebastopoli, ibique prope templum Solis sepultus.”

Cuja tradução é:

“Matias pregou o Evangelho aos bárbaros e canibais no interior da Etiópia, onde a Baía de Hyssus se encontra, na foz do Rio Fásis. Ele faleceu em Sebastopólis e está sepultado aqui, próximo ao Templo do Sol.”

Um trecho dos Atos Coptas de André e Matias localiza sua atividade similarmente na “Cidade dos Canibais”, na Etiópia. Alternativamente, outra tradição, menos confiável, menciona que Matias foi enterrado em Jerusalém pelos judeus, onde teria sido decapitado.

Já a tradição, narrada por Hipólito de Roma, informa que Matias teria morrido em idade avançada em Jerusalém.

Muito bem, até aqui estudamos as biografias dos Doze Apóstolos de Jesus, a primeira escola apostólica da Igreja. Porém, a Biblia fala de outros apóstolos que vieram depois destes: Paulo, Tiago (irmão do Senhor) e Barnabé também são denominados apóstolos, embora não foram diretamente discipulados pelo Senhor! Paulo se converteu bem depois e, mesmo tendo sido diretamente chamado por Jesus, não foi discipulado por Ele; Tiago, mesmo sendo irmão do Senhor, só veio a crer Nele como Messias, depois de Sua ascensão; e Barnabé também foi enviado depois do discipulado dos Doze. Sobre estes apóstolos e os que até hoje exercem o apostolado é que falaremos num próximo estudo. Então, a série sobre os Doze termina aqui. Mas ainda há o que falar!

Deus abençoe a todos! Paz extrema!

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: Wikipedia.

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 13- Judas Iscariotes

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , em 08/09/2011 por Amauri Menezes

Judas Iscariotes (em hebraico יהודה איש־קריות, Yehudhah ish Qeryoth; em grego bíblico Iouda Iskariôth – Mc 3, 19; 14, 10; Lc 6; 16 – ou Iouda Iskariotes – Mt 10, 4; Lc 22, 3; Jo 12, 4) foi um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, que, de acordo com os Evangelhos, veio a ser o traidor que entregou Jesus Cristo aos seus capturadores por 30 moedas de prata. Era filho de Simão de Queriote (Jo 6, 71; 13, 26). Judas, em grego Ioudas, é uma helenização do nome hebraico Judá (יהודה, Yehûdâh, palavra que significa “abençoado” ou “louvado”), sendo, por sinal, o nome de apóstolo que mais vezes aparece nos Evangelhos (vinte vezes) depois do de Simão Pedro.

São várias as explicações etimológicas que, ao longo dos tempos, foram surgindo para o nome “Iscariotes”. A mais provável é uma conotação política, ligando-o ao grupo dos sicários, uma ramificação do grupo dos zelotes que perpetrava violentos ataques – geralmente com punhais, e daí o seu nome latino de sicarii – contra as forças romanas na Palestina. Por isso, se argumenta que Judas Iscariotes, alegadamente, teria sido um membro deste grupo e que o seu nome seria a transliteração de homem do punhal, em hebraico ish sicari. Outros derivam o seu nome do aramaico saqar, palavra que significava alguém “mentiroso”, que é “falso”.

Outra possibilidade é que Iscariotes fosse usado como apelido, em hebraico ish Qeryoth, que significa homem de Queriote. (João 6:71; 13:26) Também, podia ser designado filho/descendente/natural de Queriote. Queriote – de acordo com a interpretação inicialmente veiculada por São Jerónimo – seria o nome simplificado da aldeia, ou mais provavelmente um conjunto de aldeias, de Queriote-Ezron (Josué 15:21) – nome que significa “cidades de Ezron” – localizada na província romana da Judéia (no território da Tribo de Judá) e que é comumente identificada com a moderna Qirbet el-Qaryatein, situada a cerca de 20 km a Sul de Hébron.

Judas Iscariotes foi escolhido como um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, sendo apresentado, na listagem dos seus nomes, sempre em último lugar (Mateus 10, 2-4; Marcos 3, 16-19; Lucas 6, 13-16). Mais tarde, ele tornou-se infiel e iníquo, conforme apresentado no Novo Testamento. Era o encarregado da bolsa do dinheiro dos apóstolos: «tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava» (João 12, 6). Teria demonstrado exteriormente a sua fraqueza na cena da unção com óleo perfumado em Betânia, onde testemunhou que estava mais apegado ao dinheiro do que propriamente aos gestos concretos com que Jesus demonstrava a sua missão (João 12, 1-6).

Embora os Evangelistas digam claramente que «Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar» (João 6, 64) e tivesse sido, de algum modo, aduzido e predito, caso se leia o Salmo 55 como uma referência ao que viria a suceder com Jesus, que o traidor seria um “amigo íntimo” – «Pois não era um inimigo que me afrontava; então eu o teria suportado […] Mas eras tu, homem meu igual, meu guia e meu íntimo amigo» (Salmo 55, 12-13) -, não é certo nem correto afirmar-se que estivesse predestinado quem seria o traidor.

Judas entregou Jesus por 30 moedas de prata (Mateus 26, 15; 27, 3), que provavelmente seriam siclos e não denários como frequentemente se julga e afirma. Esse era o preço de um escravo (Êxodo 21, 32). De acordo com o autor do Evangelho de Mateus, os principais sacerdotes decidiram não colocar essas moedas no Tesouro do Templo de Jerusalém, mas, em vez disso compraram um terreno no exterior da cidade para sepultar defuntos (Mateus 27, 6.7). Segundo Zacarias, profeta do Antigo Testamento, a vida e o ministério do prometido Messias (ou Cristo) seria avaliado em 30 moedas de prata (Zacarias 11, 12-13). Isto significava que, segundo a leitura dos acontecimentos feita pelo evangelista Mateus, os líderes religiosos judaicos foram induzidos a avaliar a vida e ministério de Jesus de Nazaré como dotada de bem pouco valor.

A motivação da sua ação é justificada ou explicada, nos Evangelhos, de diferentes modos. Assim, nos Evangelhos mais antigos, os de Mateus e de Marcos, tal deveu-se à sua avareza (Mateus 26, 14-16; Marcos 14, 10-11). Já nos Evangelhos de Lucas e de João o seu procedimento é subordinado à influência direta de Satanás – ο σατανας – (Lucas 22, 3; João 13:2. 27) sobre as suas ações.

Os autores do Novo Testamento, relendo à luz da sua Fé as escrituras do Antigo Testamento, procuraram, de algum modo, mostrar que a morte de Judas fora análoga à que as Escrituras apresentavam para o “desesperado” (II Samuel 17:23: «Vendo Aitofel que se não tinha seguido o seu conselho, albardou o jumento, e levantou-se, e foi para sua casa [...], se enforcou e morreu») e para o “ímpio” (Sabedoria 4:19: «Em breve os ímpios tornar-se-ão cadáver sem honra, objeto de opróbrio para sempre entre os mortos: o Senhor os precipitará de cabeça para baixo, sem que digam palavra, e os arrancará de seus fundamentos. Serão completamente destruídos, estarão na dor e sua memória perecerá.»).

Assim, no caso do Mateus 27:5 se relata que Judas Iscariotes ao sentir remorsos decide suicidar-se por enforcamento: «E Judas, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar», e no livro dos Atos 1:18, o seu autor conta que caiu de cabeça para baixo, rebentando ruidosamente nos rochedos pelo meio: «Adquiriu um campo com o salário de seu crime. Depois tombando para frente arrebentou ao meio e todas as vísceras se derramaram». Procurando-se harmonizar e combinar os dois relatos da sua morte pode-se dizer que Judas se terá enforcado, mas que a corda – ou o ramo da árvore onde esta estava atada – se terá quebrado. A vaga por ele deixada – segundo Atos 1:26 – foi preenchida por Matias.

Existe uma lenda de que Judas (segundo outros autores, seria Simão de Cirene) teria sido crucificado no lugar de Jesus Cristo. A “teoria da substituição” aparentemente se fundamentaria no Alcorão (ou Corão): «E por os judeus dizerem: “Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o Mensageiro de Alá Deus”, embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam, quanto a isso, estão na dúvida, porque não possuem conhecimento algum, abstraindo-se tão-somente em conjecturas; porém, o fato é que não o mataram.» (Alcorão, surata 4 § 157)

Mas a explicação mais coerente da Surata 4 § 157, à luz de todos os textos do Alcorão, é que os judeus eram incapazes de se gloriarem de terem matado Jesus, porque efetivamente era Deus quem estava no controle dos acontecimentos e quem permitiu que Jesus Cristo morresse numa Cruz. A “Teoria da Substituição” não é mais do que uma tentativa de harmonizar a declaração de que Jesus não foi crucificado (na frase idiomática wa-lakin shubbiha lahum) com a descrição dos Evangelhos sobre a sua crucificação. Na verdade, nenhuma destas histórias tem apoio no Alcorão ou das Tradições Islâmicas autênticas, apoiando-se, isso sim, sobretudo, nos escritos polemistas do cosmógrafo do século XIV, ad-Dimashqï (Ref. “Encyclopedia Britannica”, “Judas”).

O Evangelho de Judas é um evangelho apócrifo, atribuído a autores gnósticos nos meados do século II, composto de 26 páginas de papiro escrito em copta dialectal que revela as relações de Judas com Jesus Cristo sob uma outra perspectiva: Judas não teria traído Jesus, e sim, atendido a um pedido deste ao denunciá-lo aos romanos.

Desaparecido por quase 1700 anos, a única cópia conhecida do documento foi publicada em 6 de abril de 2006 pela revista National Geographic. O manuscrito, autentificado como datando do século III ou IV (220 a 340 D.C.), é uma cópia de uma versão mais antiga redigida em grego. Contrariamente à versão dos quatro Evangelhos oficiais, este texto clama que Judas era o discípulo mais fiel a Jesus, e aquele que mais compreendia os seus ensinamentos. O seu conteúdo consiste basicamente em ensinamentos de Jesus para Judas, apresentando informações sobre uma estrutura hierárquica de seres angelicais e uma outra versão para a criação do universo.

De acordo com alguns estudiosos, Judas de Iscariotes teria sido membro da seita dos zelotes. No quadro de um Messianismo Político do 1.º Século, estaria convencido de que ele, com todo o seu poder, concretizaria a chegada do Reino tão desejado por Israel. Mas, com o tempo, terá começado a sentir-se desiludido, porque Jesus não terá correspondido aos seus ideais e expectativas. Desencantado com Jesus, o terá entregue ao Sinédrio, para assim unir o povo judeu numa revolta contra Roma e desencadear o estabelecimento imediato do Reino de Deus. (Ref.ª Diário de Noticias de 21 de maio de 2006, Secção Opinião, Anselmo Borges, Padre e Professor de Filosofia; National Geographic, Abril de 2006, pág.; História Viva, Novembro de 2003, pág. 61-5; O Processo de Judas, Dr. Remy Bijaoui, Imago, 1999). Esta visão é apresentada em muitas obras literárias e no cinema, com especial atenção para A Última Tentação de Cristo (1988), baseado no romance do mesmo nome de Nikos Kazantzakis (1954), mais tarde transformado em filme(1988) dirigido por Martin Scorsese, além do filme O Rei dos Reis, clássico sobre a vida de Jesus Cristo de 1961 dirigido por Nicholas Ray, onde apresenta Judas (interpretado com brilhantismo por Rip Torn) como um zelote, que auxilia Barrabás na luta contra a Opressão Romana, e que ao se juntar ao grupo de Jesus, ele está convencido que o Galileu instalará o Reino de Deus na Judéia, pois Jesus tem o poder de fazer milagres, e que assim, liquidará com todos os opressores romanos. Para provar o poder de Cristo, e também com a finalidade de forçá-lo a se proclamar Rei, ele entrega-o às autoridades, mas quando vê o Nazareno subjugado, açoitado, e carregando uma cruz, seu conceito sobre o Filho de Deus se desvanece, e desiludido, ele resolve se enforcar.

Outros sustentam que na realidade Judas não traiu Jesus Cristo por 30 moedas. Argumentam que ele terá agido por ordem do próprio Jesus, precipitando dessa forma a morte na cruz e a redenção da humanidade. Por fim, ele não se teria suicidado como dizem os Evangelhos canónicos, mas antes retira-se para o deserto para meditar. O Evangelho sobre Judas, escrito gnóstico do 2.º Século, “não deve ser visto como a versão verdadeira sobre o destino do apóstolo de má fama, mas como mais uma peça no quebra-cabeças dos primeiros anos do cristianismo”. (Ref.ª Veja de 12 de abril de 2006, ed. 1951, pág. 91).

Outros crêem que Judas apenas acreditava que Jesus iria reagir contra os guardas do império romano quando eles fossem pegá-lo. Se isto ocoresse, os Judeus (que não acreditavam que Jesus era o Messias) iriam se unir a eles e assim derrotar Roma. Os Judeus não acreditavam em Jesus, pois eles viam Messias como um libertador que viria de espada e destruiria Roma. Como Jesus veio em paz algumas pessoas não acreditaram e continuaram a dizer que Messias ainda viria dessa vez com uma espada na mão. Se Jesus reagisse contra os guardas que o vieram prender, como no plano de Judas, muitos judeus que antes não acreditavam iriam começar a acreditar e assim todos eles poderiam derrotar Roma juntos.

Conhecida é, também, a leitura alegórico-sapiencial que os Padres da Igreja dos primeiros séculos faziam entre o nome de Judas e a sua iniciativa de vender Jesus às autoridades como sendo análoga à venda de José, pelo seu irmão, Judá, aos ismaelitas (Génesis 37:26,27). Curioso é, ainda, o facto de o valor gemátrico do nome Judas, em hebraico, ser, precisamente, trinta – ou seja, o valor pelo qual ele entregou Jesus -, por alguns intérpretes entendido como sinal de que, ao trair o seu Mestre, Judas estava, igualmente, a trair a sua própria pessoa.

A tragédia associada ao drama da vida e da morte de Judas Iscariotes foi, desde sempre, uma das mais prolixas inspirações para a criação de obras artísticas. Assim pode-se vê-lo:

  • na última Ceia: Leonardo da Vinci, Milão;
  • no pagamento da traição: Giotto, Pádova; Fra Angelico, Florença;
  • na entrega de Jesus: mosaico de Santo Apolinário Novo, Ravena; desenho de Rembrandt, Estocolmo; telas de Van Dyck, Madrid;
  • corroído de desespero ou no suicídio: Capiteis da Igreja de Vézelay, Saulieu; tímpano da entrada da Catedral, Estrasburgo.

Célebre é, também, a referência que Dante Alighieri faz a Judas na sua “Divina Comédia” ao colocá-lo, juntamente com Cassius e Brutus, assassinos de Julio César, na maior profundidade dos infernos e apresentando-o a ser continuamente devorado pelo príncipe das profundezas, Lúcifer:

“Quell’ anima là sù c’ha maggior pena”, / disse ’l maestro, “è Giuda Scarïotto, / che ’l capo ha dentro e fuor le gambe mena.”

“O que sofre lá em cima a dor mais lancinante”, / disse o Mestre, “é Judas Iscariotes, / que tem a cabeça dentro e esperneia as pernas para fora.”

Em 2011, a cantora estado-unidense Lady Gaga lançou a canção “Judas”, contida no seu terceiro álbum de estúdio, Born This Way, como single. Ela é sobre a luta dela,quer amar a Jesus porem ama a Judas.

Na cultura popular:

  • O beijo de Judas tornou-se no símbolo da amizade falsa e da hipocrisia.
  • Em alguns países, adoptou-se o costume da Malhação de Judas, onde se costuma espancar e queimar publicamente, no Sábado de Aleluia, um boneco de palha que personificaria o traidor de Cristo.
  • O filme Jesus Cristo Superstar apresenta os últimos dias de Jesus sob o ponto de vista de Judas.
  • A Musica Judas Be My Guide,da banda Iron Maiden, fala sobre a situação atual do mundo com as guerras, e fala em um trecho que tudo esta a venda se referindo, claramente sobre a vida de Jesus que foi trocada por 200 moedas de prata
  • Outra musica Judas, da cantora Lady GaGa, fala sobre ela ter se apaixonado por um Judas.

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: Wikipedia.

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 12- São Simão

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , , , em 06/09/2011 por Amauri Menezes

Simão, dito Simão, o Zelote ou Simão, o Cananeu, foi um dos discípulos de Jesus Cristo que fazia parte do grupo dos doze apóstolos. É referido como o Cananeu de acordo com o Livro de Mateus e como o Zelote no Livro de Lucas e em Atos dos Apóstolos.

A palavra grega Cananeu e a palavra Zelote, derivada do aramaico, significam a mesma coisa: “zeloso”. Supõe-se por esse apelido que Simão pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.

O momento no qual se ocorreu o chamamento de Simão para se unir aos apóstolos não é muito claro na Bíblia. Sabe-se apenas que foi convidado ao mesmo tempo que André, Simão Pedro, Tiago e João, filhos de Zebedeu, Judas Iscariotes e Judas Tadeu (Mateus 4:18-22).

Não se sabe ao certo qual teria sido o ministério de Simão posteriormente. Algumas tradições o colocam como grande auxiliador no estabelecimento do cristianismo no Egito, juntamente com São Marcos e São Filipe e na Síria. Sua pregação era bem parecida com a dos outros quatro Apóstolos que foram para o Oriente, tida por alguns como ascética e judaica, tal como aquelas preservadas na Epístola canônica de Judas.

Encontrou o martírio na cruz ou, segundo outras tradições menos seguras, pela fogueira, na Armênia. Mas a tradição católica diz que Simão foi martirizado sendo cortado ao meio, vivo, por um serrote.

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: Wikipedia.

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 11- São Judas Tadeu

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , em 04/09/2011 por Amauri Menezes

São Judas Tadeu foi um santo cristão e um dos doze apóstolos de Jesus. Seus outros nomes são Judas Tadeus, Judas Lebeus e Judas, irmão de Tiago. Ele é também conhecido como São Tadeu (em grego: Θαδδαῖος, transl. Thaddæus ou Thaddaeus em diferentes versões da Bíblia), e como São Matfiy (Фаддей, он же Иуда Иаковлев или Леввей, em russo) na tradição ortodoxa russa (junto com São Judas). Ele é às vezes erroneamente identificado como sendo Judas, “irmão de Jesus, e não deve ser confundido com Judas Iscariotes, também outro apóstolo, que traiu Jesus.

A Igreja Apostólica Armênia honra Tadeu juntamente com São Bartolomeu como santo padroeiro e responsável por ter levado o Cristianismo à Arménia. É o santo patrono das causas desesperadas e das causas perdidas na Igreja Católica Romana.

O atributo de São Judas é a maça. Ele também é geralmente mostrado nos ícones com uma chama à volta da cabeça, que representa a sua presença durante o Pentecostes, quando ele recebeu o Espírito Santo juntamente com os outros Doze apóstolos. Outro atributo comum é ver Judas Tadeu segurando uma imagem de Jesus Cristo, a imagem de Edessa. Em algumas ocorrências, ele pode ser visto segurando um rolo ou um livro (supostamente a Epístola de Judas) ou uma régua de carpinteiro.

Judas é claramente distinto de Judas Iscariotes, outro discípulo que seria o traidor de Jesus. Judas é uma tradução do nome Ιούδας do original grego do Novo Testamento, o que por sua vez é uma variante de Judá, um nome muito comum entre os judeus da época.

“Judas, filho de Tiago” ou “Judas de Tiago” (na Vulgata, Iudam Iacobi et Iudam Scarioth qui fuit proditor”) é mencionado apenas duas vezes no Novo Testamento: nas listas apostólicas de Lucas, no Evangelho e nos Atos dos Apóstolos. O Evangelho de João também menciona uma vez – em João 14:22 um discípulo chamado “Judas (não o Iscariotes)”, o que geralmente é aceito como sendo Judas Tadeu, embora alguns estudiosos vejam esta identificação como sendo incerta. A frase “Judas de Tiago” pode igualmente ser entendida como uma relação entre irmãos ou de pai e filho e, por isso, as opiniões se dividem sobre Judas, o apóstolo, ser a mesma pessoa que Judas, irmão de Jesus, que é mencionado em Marcos 6:3 e Mateus 13:55-57 (juntamente com outros irmãos, inclusive Tiago, o Justo), considerado pela tradição como sendo o autor da Epístola de Judas. Alguns católicos acreditam que os dois Judas são a mesma pessoa, enquanto que os protestantes não.

Nas listas apostólicas de Mateus e Marcos, não se fala em Judas, mas em Tadeu (ou, em alguns manuscritos de Mateus 10:3, “Lebeus, de sobrenome Tadeu”). Isto levou muitos cristãos desde os primeiros anos a harmonizar as listas propondo um “Judas Tadeu”, conhecido por ambos os nomes. Esta proposta se torna ainda mais plausível pelo fato de que “Thaddeus” parece ter sido um apelido. Uma complicação adicional está no fato de que o nome “Judas” foi manchado por Judas Iscariotes. Já se argumentou que por isso não é surpreendente que Marcos e Mateus se refiram a ele por um outro nome.

Alguns estudiosos bíblicos rejeitam esta teoria, porém, defendendo que Judas e Tadeu não são a mesma pessoa. Outros então propuseram teorias alternativas para explicar a discrepância: uma substituição de um pelo outro ainda durante o ministério de Jesus por conta de uma suposta apostasia ou morte; a possibilidade que “doze” seria um número simbólico ou uma estimativa ou simplesmente que os nomes não foram preservados de forma exata pela igreja antiga.

Tadeu, o apóstolo, é ainda geralmente entendido como sendo distinto de Tadeu de Edessa, um dos Setenta Discípulos.

A tradição conta que São Judas pregou o Evangelho na Judeia, Samaria, Idumeia, Síria, Mesopotâmia e Líbia antiga. Acredita-se também que ele visitou Beirute e Edessa, embora o emissário desta última missão seja também identificado por outras fontes como sendo Tadeu de Edessa, um dos Setenta. Sua morte teria ocorrido junto com a de Simão, o zelote na Pérsia, onde teriam sido martirizados.

A lenda reporta ainda que São Judas teria nascido de uma família judaica em Paneas, uma cidade na Galileia que, quando foi posteriormente reconstruída pelos romanos, foi renomeada para Cesareia de Filipe. É quase certo que ele falava tanto o grego quanto o aramaico, assim como os seus contemporâneos naquela região, e que era um fazendeiro de profissão. Ainda de acordo com a lenda, São Judas era filho de Cleofas e sua esposa, Maria, uma irmã da Virgem Maria. Esta mesma tradição afirma que seu pai fora assassinado por sua devoção aberta e irrestrita ao Cristo ressucitado.

Embora São Gregório, o Iluminador seja creditado como sendo o “Apóstolo dos Armênios”, quando ele batizou o rei Tiridates III da Armênia em 301 d.C., convertendo os armênios, os apóstolos Judas e Bartolomeu são tradicionalmente acreditados como tendo pela primeira vez levado o cristianismo para a Armênia e são, por isso, venerados como santos padroeiros pela Igreja Apostólica Armênia. Ligada à esta tradição estão os mosteiros de São Tadeu (hoje no norte do Irã) e o São Bartolomeu (hoje no sudeste da Turquia), ambos tendo sido construídos no que então era parte da Armênia (província romana).

Suas relíquias se encontram supostamente na Basílica de São Pedro, em Roma, para onde teriam sido trasladadas e são veneradas até hoje.

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: Wikipedia.

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 10- São Tiago Menor

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , , , , em 29/08/2011 por Amauri Menezes

Tiago, filho de Alfeu, também conhecido como Santiago Menor (para distingui-lo de Santiago Maior), é referido no Novo Testamento como irmão do apóstolo Judas e filho de Maria, esposa de Cléofas. Segundo a Igreja Católica, foi o primeiro bispo de Jerusalém (anos42 a 62 d.C) e o mesmo que escreveu a epístola canônica de São Tiago, uma das Epístolas do Novo Testamento. Alguns consideram que ele e Tiago, o Justo são a mesma pessoa, porém essa tese não se fundamenta pois no início da Espístola de Tiago ele se denomina irmão do Senhor (Jesus).

Tiago consta da lista dos doze apóstolos, da mesma maneira que Santiago Maior: Mt 10:3, Mc 3:18, Lc 6:15, At 1:13. Também é mencionado quando sua suposta mãe aparece em Mc 15:40, onde lhe é dado o epíteto “o menor” (Almeida RA) ou “o mais jovem” (NVI), dependendo da versão, e em Mt 27:56.Tiago Apóstolo

Segundo o Evangelho de São Mateus Jesus escolheu doze companheiros para seus discípulos. Simão (que foi chamado de Pedro) e seu irmão André, Tiago e seu irmão João, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago, Tadeu, Simão Cananeu e Judas Iscariotes. O próprio Jesus os chamou de apóstolos, em Lucas 6: 13, palavra que em grego significa “enviados” e a eles coube a tarefa de iniciar a evangelização do mundo.

Tiago, irmão de João, é conhecido como Tiago Maior e após a crucificação de Cristo, teria saído em direção à península Ibérica na região da Galiza, para pregar o cristianismo. No entanto, poucos habitantes da região teriam se convertido. Não obtendo o resultado esperado Tiago teria voltado àPalestina.

No ano de 42 em Cesareia Palestina, Tiago foi perseguido por ordem do rei Herodes Agripa I, que mandou prendê-lo, decapitá-lo e jogar os seus restos para os cães. Diz a lenda que esses restos foram recolhidos por dois de seus discípulos, Atanásio e Teodoro, e levados secretamente à Espanha, local onde Tiago havia manifestado o desejo de ser enterrado. Após sete dias de viagem, de barco, chegaram nas costas galegas de Iria Flávia, perto da atual vila de Padrón. Os discípulos de Tiago pediram permissão para a rainha Lupa, uma dama pagã rica e influente, que vivia na vila de Lupariou ou de Francos a pouca distância de Santiago de Compostela, para depositar os restos de sue mestre em seu feudo, mas ela não permitiu que o enterrem em sua propriedade. No entanto, uma onda de milagres atribuídos a Tiago acabaram por convencê-la. Um desses milagres foi presenciado por ela e segundo a tradição foi este o motivo da sua conversão ao Cristianismo.

“A chamada rainha Lupa, simulando uma mudança de opinião, levou os dois discípulos ao Monte Iliciano, hoje conhecido como Pico Sacro, e ofereceu-lhes dois bois selvagens que viviam em plena liberdade e mais um carro para transportar os restos do apóstolo Tiago desde Padrón até Santiago. Os discípulos chegaram perto dos animais, que para assombro de Lupa, deixaram que lhes colocassem os arreios mansamente. Frente esta cena, Lupa decide abandonar as suas crenças e converter-se ao Cristianismo”.

Muitos creem que Tiago foi enterrado num lugar chamado Libredunnum, onde há muito tempo havia um cemitério romano, em 44 d.C.. Com as invasões bárbaras a queda do Império Romano e posteriormente, com as invasões muçulmanas, o túmulo acabou sendo “esquecido” ou perdido.

Flávio Josefo em sua obra Antiguidades Judaicas narra que um certo Tiago tomou para si o encargo de dirigir a Igreja de Jerusalém após a partida dePedro e que participou ativamente do primeiro Concílio da Igreja, que tratava da questão da circuncisão e da pregação do evangelho para os pagãos, evento este que teria ocorrido por volta de 54 d.C.. De fato, tal tradição é reconhecida e confirmada por Eusébio de Cesaréia, que narra ter sido este apóstolo o líder da comunidade cristã daquele local por cerca de dezoito anos e que sua conduta piedosa e atuante provocou a fúria dos sacerdotes judeus, em especial o sumo sacerdote Anás II, que instigaram as turbas a trucidarem o apóstolo, apedrejando-o até a morte. Uma tradição relatada por Eusébio de Cesareia, esta menos confiável, nos conta que por não renegar e tampouco amaldiçoar o nome de Jesus foi atirado doPináculo do Templo e que sobreviveu à queda, sendo consumado seu martírio com uma pá de pisoeiro. Mas aqui está se falando do Tiago, irmão de Jesus, não do filho de Alfeu, do qual pretendíamos tratar.

Geralmente Santiago Menor é identificado como sendo o apóstolo Tiago, filho de Alfeu. Eusébio de Cesareia relata a tradição de identificar o chefe da igreja cristã primitiva em Jerusalém com Tiago, o menor, que como já falamos essa tradição não tem fundamento. Assim sendo, ficamos sem uma biografia mais aprofundada sobre esse apóstolo.

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: Wikipedia.

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 7- São Bartolomeu

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , em 09/04/2011 por Amauri Menezes

 

Seu nome vem do aramaico, com uma referência patronímica: Bar Talmay – filho de Talmay. Há historiadores que também mantêm uma referência patronímica, mas dá outro significado para o nome: Bar Ptolomeu – Filho de Ptolomeu. Esta última hipótese não é inverossímil, visto que Ptolomeu (suposto pai de Bartolomeu) possuía um prenome grego, e a cultura grega tinha uma grande influência na Judeia da época.

Nenhuma narração bíblica lhe enfoca especialmente e seu nome consta apenas nas listas dos doze. No entanto, segundo a tradição, ele é o Natanael de que falam outras passagens, e isso fica evidente através da comparação entre os quatro Evangelhos. Natanael significa “Deus deu” – o significado desse nome fica claro levando-se em conta que ele vinha de Caná, onde deve ter testemunhado a ação de Jesus nas Bodas de Caná (Jo. 2. 1-11).

Como narra a Bíblia, São Filipe comunicou a Natanael (São Bartolomeu) que havia encontrado o Messias, e que esse provinha de Nazaré, ao que Natanael responde dura e preconceituosamente: “De Nazaré pode vir alguma coisa boa?” (Jo. 1.46a). Essa observação é importante indicador das expectativas judaicais quanto à vinda do Messias, então tidas.

No seu primeiro encontro com Jesus, recebe um elogio: “Aqui está um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento” (Jo. 1.47), ao qual o apóstolo responde: “Como me conheces?”. Jesus responde de forma que não podemos compreender claramente somente através das Escrituras: “Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas sob a figueira”. Com certeza se tratava de um momento crítico e decisivo na vida de Natanael. Após essa revelação de Jesus, Natanael faz a sua adesão ao Mestre com a seguinte profissão de fé: “Rabi, tu és o filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.

Segundo fontes históricas, São Bartolomeu teria pregado o cristianismo até na Índia. Outra tradição diz que o apóstolo morreu por esfolamento em Albanópolis, atual Derbent, Cáucaso, a mando do governador, tanto que na Capela Sistina ele é pintado segurando a própria pele na mão esquerda e na outra o instrumento de seu suplício, um alfange. Segundo a Igreja Católica, mais tarde suas relíquias foram levadas para a Europa e jazem em Roma, na Igreja a ele dedicada.

O Papa, na audiência do dia 4 de outubro de 2006, disse estas palavras que concluem o ensinamento da vida de São Bartolomeu: “Para concluir, podemos dizer que a figura de São Bartolomeu, mesmo sendo escassas as informações acerca dele, permanece contudo diante de nós para nos dizer que a adesão a Jesus pode ser vivida e testemunhada também sem cumprir obras sensacionais. Extraordinário é e permanece o próprio Jesus, ao qual cada um de nós está chamado a consagrar a própria vida e a própria morte”.

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: Wikipedia.

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 5- Santo André

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , em 19/03/2011 por Amauri Menezes

 

Santo André (em grego: ‘Ανδρέας, transl. Andreas; século I d.C.), conhecido na tradição ortodoxa como Protocletos (o “primeiro [a ser] chamado”), é um apóstolo cristão, irmão de São Pedro. O nome “André” (do grego “ανδρεία”, andreía, “hombridade” ou “coragem”), como diversos outros nomes gregos, parece ter sido comum entre os judeus dos séculos II ou III a.C.. Não se tem registro de qualquer nome hebraico ou aramaico seu.

O Novo Testamento registra que Santo André era irmão de São Pedro, do que se pode concluir que ele também era filho de Jonas, ou João (Mateus 16:17; João 1:42). Nasceu em Betsaida, às margens do Mar da Galileia (João 1:44). Tanto ele quanto seu irmão Pedro eram pescadores, por profissão, e segundo a tradição Jesus teria lhes chamado para serem seus discípulos dizendo que faria deles “pescadores de homens” (em grego: ἁλιείς ἀνθρώπων, transl. halieís anthrópon). André também teria ocupado a mesma casa que Jesus, no início da vida pública deste, em Cafarnaum. (Marcos 1:21-29) .

O Evangelho segundo João conta que André era um discípulo de João Batista, cujo testemunho levou o próprio André e João, o Evangelista, a seguirem Jesus (João 1:35-40). André imediatamente reconheceu Jesus como o Messias, e apressou-se a apresentá-lo a seu irmão (João 1:41). A partir daí os dois irmãos se tornaram discípulos fiéis de Jesus. Numa ocasião posterior, antes do derradeiro chamado ao apostolado, passaram a ser companheiros mais íntimos, e abandonaram todos os seus pertences para seguir Jesus (Lucas 5:11; Mateus 4:19-20; Marcos 1:17-18.

André é mencionado nos evangelhos como estando presente em diversas ocasiões de importância, como um dos discípulos mais próximos de Jesus (Marcos 13:3; João 6:8, João 12:22); os Atos dos Apóstolos apenas o mencionam uma única vez (Atos 1:13).

Eusébio de Cesareia, citando Orígenes, conta que André pregou na Ásia Menor e na Cítia, ao longo do mar Negro, chegando até o rio Volga e Kiev – daí que se tenha tornado padroeiro da Romênia e da Rússia. De acordo com a tradição, teria fundado a sede de Bizâncio (Constantinopla), em 38 d.C., e instaurado Estácio como bispo. Esta diocese iria posteriormente se transformar no Patriarcado de Constantinopla, do qual André é reconhecido como santo padroeiro.

André teria sofrido o martírio através da crucifixão, em Patras (Patrae), na Aquéia. Embora os textos mais antigos, como os Atos de André, mencionados por Gregório de Tours, descrevem que ele teria sido atado, e não pregado, a uma cruz latina, desenvolveu-se uma tradição de que André teria sido crucificado numa cruz do tipo conhecido como Crux decussata (“cruz em forma de ‘x’”), comumente conhecida como “cruz de Santo André”, e que isto teria sido feito a pedido dele próprio, que se julgava indigno de ser crucificado no mesmo tipo de cruz que havia sido usada para crucificar Cristo. A iconografia familiar de seu martírio, que mostra o apóstolo atado à cruz em forma de ‘x’, não parece ter sido padronizada até o fim da Idade Média.

Como não poderia deixar de ser, as lendas também fazem parte da história desse santo homem: O destino de suas relíquias varia de acordo com as diversas tradições de sua lenda; seus ossos, inicialmente em Patras, cidade da qual Santo André é o patrono, teriam sido levados para Constantinopla, por decreto imperial, onde foram exibidas num triunfo magnífico em 3 de março de 357, quando chegaram à capital do Império Romano do Oriente, até seu lugar de repouso final, na Igreja dos Apóstolos. Durante a Quarta Cruzada (1203/1204) foram roubadas pelos cruzados – supostamente para protegê-los dos turcos. A cabeça do santo, considerada um dos tesouros da Basílica de São Pedro, seria um presente do déspota bizantino Tomás Paleólogo ao papa Pio II, em 1461. Recentemente, por decisão do papa Paulo VI, em 1964, as relíquias que ainda eram mantidas no Vaticano, que consistiam de um dedo, parte do topo do crânio e pequenos pedaços da cruz, foram enviadas de volta a Patras – onde são mantidas na Igreja de Santo André, num santuário especial, e reverenciados anualmente a 30 de novembro – gesto que foi visto como um gesto de reaproximação entre as igrejas Romana e Ortodoxa. Uma tradição escocesa afirma que as relíquias teriam sido levadas para o país, mais especificamente a cidade que leva o seu nome, Saint Andrews; a bandeira da Escócia apresentaria a sua cruz, que, após a união da Escócia com a Inglaterra, também passaria a fazer parte da bandeira do Reino Unido.

Mas, lendas a parte, é uma linda história de serviço ao Reino de Deus.

No próximo post da série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus, traremos a história de São Filipe. Que revelações nos traz a história de vida deste apóstolo do Senhor. Até a próxima! Deus abençoe vcs! Paz extrema! \m/_

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: Wikipedia.

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 3- São Tiago

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , , em 22/02/2011 por Amauri Menezes

Santiago Maior (muito raramente, Santiago, o Grande), também chamado Santiago Filho do Trovão ou Santiago de Compostela (martirizado em 44 da nossa Era), foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Foi feito santo e chamado Santiago Maior para o diferenciar de outro discípulo de Jesus, cujo nome era Santiago Menor, e ainda de Santiago, o Justo.

Os nomes Tiago e Jaime derivam indirectamente do latim Iacobus, por sua vez uma latinização do nome hebraico Jacob (aportuguesado em Jacó).

Com o decorrer do tempo, o nome evoluiu em diversas direções consoante as línguas: manteve-se Jakob em alemão e noutras línguas nórdicas, James em inglês, Jacques em francês.

Na Península Ibérica há diferenças substanciais: Tornou-se Jácome, Jaume ou Jaime (todas formas correntes no catalão), mas na faixa ocidental tornou-se simplesmente Iaco ou Iago, por queda da terminação -bus (entendida como uma desinência de dativo/ablativo plural em latim, quando na verdade não o era), e assim passou ao português, galego, leonês e castelhano.

Santo Iago, na pronúncia corrente, tornou-se Sant’Iago. Originando-se a partir daí a corruptela Santiago e o moderno antropónimo em castelhano. Para além disso em castelhano, por uma falsa etimologia, derivou também para San Diego, originando assim também o nome português São Diogo.

Segundo o Novo Testamento, Tiago era filho de Zebedeu e Salomé, e irmão do apóstolo São João Evangelista.

Nasceu em Betsaida, Galiléia. Tal como o seu pai e o irmão o apóstolo João, era pescador no Mar da Galileia, onde trabalhava com André e Simão Pedro (Mateus 4.21-22 e Lucas 5.10). Tiago, Pedro e João seriam, de resto, os primeiros a abandonar tudo para seguirem Jesus como seus discípulos (Mateus 17.1 e 26, 37; Lucas 8.51), tendo sido dos seus mais próximos colaboradores, ao participarem na Transfiguração, na agonia de Cristo no Monte das Oliveiras.

No evangelho de Mateus, conta-se que a mãe de ambos, Tiago e João, Salomé, em seu orgulho materno, pediu a Jesus que seus dois filhos, Tiago e João, fossem colocados um à direita e outro à esquerda, no Reino de Deus, porém Jesus lhe objetou:”Vós não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que eu hei de beber?”, Os apóstolos responderam: “Podemos”. “Pois bem, isso é verdade, concluiu Jesus, mas dar-vos o primeiro lugar no Reino, isso depende do meu Pai, que está no céu”.

Segundo Marcos (3.17), Tiago e João são chamados por Jesus como «Boanerges», isto é, Filhos do trovão. Isto se deu pelo fato que caracterizou a índole dele e de seu irmão João: ao chegar Jesus com sua comitiva à terra dos samaritanos, estes lhe interditaram a entrada. João e Tiago viram, neste fato, uma afronta a Cristo e exprimiram sua indignação com estas palavras: “Queres, Senhor, que mandemos cair fogo do céu sobre esta cidade, para consumi-la?” Jesus, porém os repreendeu dizendo: “Vós não sabeis de que espírito sois! O Filho do Homem não veio para perder, mas para salvar as almas” (Lc 9.54).

Segundo a Bíblia é um dos discípulos mais íntimos de Jesus de Nazaré, já que em várias ocasiões onde Jesus só se fazia acompanhar por 3 apóstolos, era ele escolhido, junto a Pedro e João. Assim se deu na Transfiguração no Monte Tabor, por ocasião da ressurreição da filha de Jairo, e no Monte das Oliveiras, pouco antes da prisão de Jesus.

Tiago é citado entre os testemunhos da terceira aparição de Cristo após a sua morte e ressurreição, nas margens do lago de Tiberíades.

Pouco mais se sabe acerca sua vida. A sua última aparição no texto bíblico mais aceito é a de que foi o primeiro apóstolo a morrer, e teria sido mandado decapitar por ordem de Herodes Agripa I, rei da Judeia, cerca do ano 44, em Jerusalém. É, aliás, o único apóstolo cuja morte vem narrada na Bíblia, nos Atos dos Apóstolos 12.1-2 («Ele (Herodes) fez perecer pelo fio da espada Tiago, irmão de João»).

Muitos são os que creêm que Santiago tenha visitado a província romana da Hispania e pregado a doutrina cristã, logo após o episódio de Pentecostes. Na cidade de Saragoça, teria presenciado uma aparição de Maria, mãe de Jesus, que ainda vivia. Tal aparição, em cima de um pilar, originou o culto de Nossa Senhora do Pilar (mais um apelo da tradição católico-romana tentando validar a divinização de Maria). Devido ao insucesso em evangelizar os pagãos da Península Ibérica, Tiago teria regressado à Judeia, onde foi martirizado. Os locais que terá passado em Portugal em vida incluem Braga, Guimarães e Rates, assim como em vários locais da Galiza, na Espanha.

A tumba de Santiago em Compostela

Segundo uma tradição lendária, o seu corpo teria sido então transportado para Galiza, e sepultado no lugar de Compostela (depois chamado, em sua honra, Santiago de Compostela). A partida teria acontecido no porto de Jaffa, perto de Jerusalém, dentro de uma “arca” de pedra ” feito barco arrastado pelo vento assoprado pelos anjos, atravessou o Mediterrâneo e a Costa Portuguesa, e veio a desembarcar em Padrón, pertencente depois à diocese de Iria Flavia. No entanto, obviamente, não há provas que permitam corroborar com exatidão esta lenda a não ser dizer que foi encontrado um túmulo dos tempos primórdios do cristianismo, por baixo da Catedral de Compostela, acompanhado de outros dois de cada lado. O que é mais significativo é que num deles tem visível um dos nomes dos dois discípulos de Santiago e que, segundo ela, ajudaram que essa façanha fosse possível.

Certo é que em 814, na Galiza, um eremita (seu nome Pelaio), seguindo uma revelação que tivera durante o sono, descobriu um túmulo contendo umas relíquias, e estas foram de imediato veneradas e associadas a Santiago, em virtude da lenda que afirmava que este se havia deslocado à Espanha para dar testemunho de Cristo. Sobre essa tumba viria a ser erguida a referida Catedral de Santiago de Compostela.

Como depois outra lenda conta que logo depois teria surgido no céu durante a Batalha de Clavijo, montado a cavalo e espada na mão a apoiar as hostes cristãs contra os mouros, permitindo com esse gesto milagroso a vitória do rei Ramiro I contra estes últimos. Santiago tornou-se o santo patrono de toda a Espanha, da qual fazia parte a Galiza, Leão e Castela e mesmo o reino de Portugal que, nessa altura, ainda estava incluído nessa zona administrativa e era designado como condado Portucalense. Assim o seu santuário, em Santiago de Compostela, tornou-se um dos mais famosos locais de peregrinação do mundo cristão, sobretudo na Idade Média. Mais tarde, nos séculos XVII e XVIII, surge novo impulso dinamizado pelos efeitos da Contra-reforma, após concílio de Trento, em que houve uma vaga massiva de peregrinos que desembarcou nos portos atlânticos para o fazer a pé e a cavalo. O caminho de Santiago passou por isso a designar um conjunto de rotas, pejadas de albergues e hospícios dedicados ao santo, que cruzavam a Europa Ocidental e Portugal até Santiago de Compostela, através do Norte de Espanha.

Ainda hoje, dezenas de milhares de peregrinos se dirigem anualmente a Santiago de Compostela, considerada a terceira cidade mais sagrada no cristianismo depois de Jerusalém e Roma. No entanto não é de descorar a chamada de atenção de que a primeira fica no Oriente, a segunda ao centro, e esta fica muito perto ao “extremo” mais ocidental da terra cristã então conhecida (Finisterra).

Santiago Mata-Mouros

De acordo com outras tradições, Santiago teria aparecido miraculosamente em vários combates travados em Espanha durante a Reconquista Cristã- Batalha de Clavijo, em 844 – sendo a partir de então apelidado de Matamoros (Mata-Mouros). Santiago y cierra España foi desde então o grito de guerra dos exércitos de Espanea. Santiago foi também protetor do exército Português, pelas razões explicadas acima, até à crise de 1383-1385, altura em que o seu brado foi substituído, oficialmente, pelo de São Jorge através da influência corte inglesa que então se tinha aliado a Portugal. Na prática os soldados portugueses continuaram a invocar Santiago nos seus combates, por razões de fé, tal como facilmente se pode verificar, por exemplo, lendo as descrições das Decadas da Ásia, de João de Barros.

Mais tarde, o escritor Cervantes registrou, no seu Don Quixote de la Mancha, que Santiago Mata-Mouros é um dos mais valorosos santos e cavaleiros que o Mundo alguma vez teve; foi dado a Espanha por Deus, como seu patrono e para sua proteção.

A Ordem de Santiago

No contexto da Reconquista, a Ordem Militar de Santiago foi fundada precisamente para combater os muçulmanos e guardar as fronteiras dos reinos cristãos da Península Ibérica, e a pretensa Ordem tornou-se uma grande dignidade. Mais tarde dividir-se-ia em dois ramos, um em Espanha, e o outro em Portugal.

Como podemos ver, a tradição católica sempre tenta introduzir formas de idolatria no meio cristão, mas a verdadeira Igreja continua íntegra e livre de toda forma de paganismo. Na próxima semana, falaremos do apóstolo, bispo, evangelista São João, o apóstolo do amor. Vocês vão entender porque esse nome. Até lá! Deus abençoe a todos! Paz extrema! \m/_

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal MissioNary.

Fonte: Wikipedia e Bíblia  de Estudo Genebra (Editora Cultura Cristã).

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 2- São Pedro

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , , , , , em 15/02/2011 por Amauri Menezes

Pedro nasceu no século I a.C. em Betsaida, Galileia e morreu cerca de 67 d.C. em Roma. Foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, como está escrito no Novo Testamento e, mais especificamente, nos quatro Evangelhos. Os católicos consideram Pedro como o primeiro Bispo de Roma, sendo por isso considerado o primeiro Papa da Igreja Católica. É claro que eu também investiguei essa história pra ver se há algo de verdadeiro e, acreditem!, fiquei surpreso com algumas descobertas a respeito da vida desse grande apóstolo do Senhor, que a si mesmo chamava de presbítero!

Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão. Nos livros dos Atos dos Apóstolos e na Segunda Epístola de Pedro, aparece ainda uma variante do seu nome original, Simeão. Cristo mudou seu nome para כיפא, Kepha, que em aramaico significa “pedra”, “rocha”, nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, através da palavra πέτρα, petra, que também significa “pedra” ou “rocha”, e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado.

A mudança de seu nome por Jesus Cristo, bem como seu significado, ganham importância em Mt 16.18, quando Jesus diz: “E eu te declaro: tu és Kepha e sobre esta kepha edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão nunca contra ela.” Jesus comparava Simão à rocha. Pedro foi o fundador, junto com São Paulo, da Igreja em Roma, sendo-lhe concedido o título de Príncipe dos Apóstolos (nome esse dado pela tradição católica). Esse título é um tanto tardio, visto que tal designação só começaria a ser usada cerca de um século mais tarde, suplementando o de Patriarca (agora destinado a outro uso). Pedro foi o primeiro Bispo de Roma segundo a tradição católica, mas não encontramos respaldo bíblico nem histórico para tal afirmação. Essa circunstância é importante, pois daí provém a primazia do Papa e da diocese de Roma sobre toda a Igreja Católica; posteriormente esse evento originaria os títulos “Apostólica” e “Romana”. Então, a Igreja Católica Apostólica Romana se vale dessa tradição para arrogar a si o título de verdadeira Igreja de Cristo. Do que eu pude colher de informações históricas Pedro pode até ter sido presbítero em Roma, mas antes dele houveram outros que exerceram o espicopado por lá; Pedro esteve em Roma muito tempo depois de ele ter pregado pra Cornélio (episódio que deu início de fato a Igreja em Roma); fato é que ele esteve lá, mas ele não foi o primeiro bispo romano.

Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Era filho de um homem chamado João ou Jonas e tinha por irmão o também apóstolo Santo André. Novas pesquisas no campo demonstram que Pedro e os demais apóstolos não eram simples pescadores. Ele e André eram “empresários” da pesca e tinham sua própria frota de barcos, em sociedade com Tiago, João e o pai destes Zebedeu. Pedro era casado e tinha pelo menos um filho. Sua esposa era de uma família rica e moravam numa casa própria, cuja descrição é muito semelhante a uma villa romana, na cidade “romana” de Cafarnaum. O pai da esposa de Pedro chamava-se Aristóbulo, que tinha um irmão conhecido por Barnabé, e pertenciam provavelmente a uma família aristocrática, possivelmente a do rei Herodes.

Segundo o relato no Evangelho de São Lucas, Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com São Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca que foi afastada um pouco da margem.

No final da pregação, Jesus disse a Simão que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro disse-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prostrou-se perante Jesus e disse para que se afastasse dele, já que era um pecador. Jesus encorajou-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornaria “pescador de homens”.

Nos Evangelhos Sinóticos o nome de Pedro sempre encabeça a lista dos discípulos de Jesus, o que na interpretação da Igreja Católica Romana deixa transparecer um lugar de primazia sobre o Colégio Apostólico, ponto esse que eu concordo. Não se descarta que Pedro, assim como seu irmão André, antes de seguir Jesus, tenha sido discípulo de João Batista.

Outro dado interessante era a estreita amizade entre Pedro e João Evangelista, fato atestado em todos os evangelhos, como por exemplo, na Última Páscoa, quando pergunta ao Mestre, através do Discípulo Amado, quem o haveria de trair ou quando ambos encontram o sepulcro de Cristo vazio no Domingo de Páscoa. Fato é que tal amizade perdurou até mesmo após a Ascensão de Jesus, como podemos constatar na cena da cura de um paralítico posto nas portas do Templo de Jerusalém.

Segundo a tradição defendida pela Igreja Católica Romana, o apóstolo Pedro, depois de ter exercido o episcopado em Antioquia, teria se tornado o primeiro Bispo de Roma. Segundo esta tradição, depois de solto da prisão em Jerusalém, o apóstolo teria viajado até Roma e aí permanecido até ser expulso com os judeus e cristãos pelo imperador Cláudio, época em que haveria voltado a Jerusalém para participar da reunião de apóstolos sobre os rituais judeus no chamado Concílio de Jerusalém. A Bíblia atesta que após esta reunião, Pedro ficou em Antioquia (como o seu companheiro de ministério, Paulo, afirma em sua carta aos gálatas). A tradição da Igreja Católica Romana afirma que depois de passar por várias cidades, Pedro haveria sido martirizado em Roma entre 64 e 67 d.C. Desde a Reforma, teólogos e historiadores protestantes afirmaram que Pedro não teria ido a Roma, esta tese foi defendida mais proeminentemente por Ferdinand Christian Baur da Escola Tübingen. Outros, como Heinrich Dressel, em 1872, declararam que Pedro teria sido enterrado em Alexandria, no Egito ou em Antioquia. Hoje, porém os historiadores concordam que Pedro realmente viveu e morreu em Roma. O historiador luterano Adolf Harnack afirmou, que as teses anteriores foram tendenciosas e prejudicaram o estudo sobre a vida de Pedro em Roma. Sua vida continua sendo objeto de investigação, mas o seu túmulo está localizado na Basílica de Pedro no Vaticano, o qual foi descoberto em 1950 após anos de meticulosa investigação. A única que parte que eu não concordo com a tradição católica é de que Pedro tenha sido o primeiro bispo em Roma.

Acredita-se que assim como Judas Iscariotes, Pedro tenha sido um zelota, grupo que teria surgido dos fariseus e constituía-se de pequenos camponeses e membros das camadas mais pobres da sociedade.Tal fato pode ser verificado em Marcos 3,19.

Toda a primeira parte do Evangelho gira em torno da pergunta: quem é Jesus? Simão foi o primeiro dos discípulos a responder essa pergunta: Jesus é o filho de Deus. É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro.

Encontramos o relato do evento no Evangelho de São Mateus, 16:13-19: Jesus pergunta aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): “E vós, quem pensais que sou eu?”.

Simão Pedro, respondendo, disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus respondeu-lhe: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim Meu Pai que está nos céus. Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja, e as portas do Hades nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16. 16-19).

O Evangelho de João, bem como o de Lucas, também falam a respeito do primado de Pedro dever ser exercido particularmente na ordem da Fé, e que Cristo o torna líder: Jesus disse a Simão (Pedro): “Simão, filho de João, tu Me amas mais do que estes? “Ele lhe respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. Jesus lhe disse: “Apascenta Meus cordeiros”. Segunda vez disse-lhe: “Simão filho de João, tu Me amas? – “Sim, Senhor”, disse ele, “tu sabes que te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta Minhas ovelhas”. Pela terceira vez lhe disse: “Simão filho de João, tu Me amas? Entristeceu-se Pedro porque pela terceira vez lhe perguntara “Tu Me amas?” e lhe disse: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo”. Jesus lhe disse: “Apascenta Minhas ovelhas.

Simão, Simão, eis que Satanás pediu insistentemente para vos peneirar como trigo; Eu, porém, orei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. Quando, porém, te converteres, confirma teus irmãos.

Mais do que em Mt 16.17-19 esse texto é mais claro no que se refere ao primado que Cristo confere a Pedro no próprio seio dos apóstolos; um papel de direção na Fé.

O próprio apóstolo Pedro atestou que exerceu o seu ministério em Roma ao concluir a sua primeira epístola: “A [Igreja] que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, meu filho.“. Trata-se da Igreja de Roma. Assim também o interpretaram todos os autores desde a Antiguidade, como abaixo, como sendo a Roma Imperial (decadente). O termo não pode referir-se à Babilônia sobre o Eufrates, que jazia em ruínas ou à Nova Babilônia (Selêucia) sobre o rio Tigre, ou à Babilônia Egípcia cerca de Mênfis, tampouco a Jerusalém; deve, portanto referir-se a Roma, a única cidade que é chamada Babilônia pela antiga literatura Cristã.

Os historiadores atualmente acreditam que a tradição católica está correta, igualmente muitas tradições antigas corroboram com a versão de que Pedro esteve em Roma e que ali teria sido martirizado:

  • Assim nos refere o bispo Dionísio de Corinto, em extrato de uma de suas cartas aos romanos (170):
Tendo vindo ambos a Corinto, os dois apóstolos Pedro e Paulo nos formaram na doutrina do Evangelho. A seguir, indo para a Itália, eles vos transmitiram os mesmos ensinamentos e, por fim, sofreram o martírio simultaneamente.
  • Gaio, presbítero romano, em 199:
Nós aqui em Roma temos algo melhor do que o túmulo de Filipe. Possuímos os troféus dos apóstolos fundadores desta Igreja local. Vai à Via Óstia e lá encontrareis o troféu de Paulo; vai ao Vaticano e lá vereis o troféu de Pedro.

Gaio dirigiu-se nos seguintes termos a um grupo de hereges: “Posso mostrar-vos os troféus (túmulos) dos Apóstolos. Caso queirais ir ao Vaticano ou à Via Ostiense, lá encontrareis os troféus daqueles que fundaram esta Igreja.

  • Orígenes (185 – 253) responsável pela Escola Catequética de Alexandria afirmou:
Pedro, ao ser martirizado em Roma, pediu e obteve fosse crucificado de cabeça para baixo
Pedro, finalmente tendo ido para Roma, lá foi crucificado de cabeça para baixo.
  • Ireneu (130 – 202), Bispo de Lião (nascido em Izmir atual Turquia) referiu:
Para a maior e mais antiga a mais famosa Igreja, fundada pelos dois mais gloriosos Apóstolos, Pedro e Paulo.” e ainda “Os bem-aventurados Apóstolos portanto, fundando e instituindo a Igreja, entregaram a Lino o cargo de administrá-la como bispo; a este sucedeu Anacleto; depois dele, em terceiro lugar a partir dos Apóstolos, Clemente recebeu o episcopado.
Mateus, achando-se entre os hebreus, escreveu o Evangelho na língua deles, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e aí fundavam a Igreja.
  • Formado como jurista Tertuliano (155-222 d.C.) falou da morte de Pedro em Roma:
A Igreja também dos romanos publica – isto é, demonstra por instrumentos públicos e provas – que Clemente foi ordenado por Pedro.
Feliz Igreja, na qual os Apóstolos verteram seu sangue por sua doutrina integral!” – e falando da Igreja Romana, “onde a paixão de Pedro se fez como a paixão do Senhor.
Nero foi o primeiro a banhar no sangue o berço da fé. Pedro então, segundo a promessa de Cristo, foi por outrem cingido quando o suspenderam na Cruz.
  • Eusébio (263-340 d.C.) Bispo de Cesáreia, escreveu muitas obras de teologia, exegese, apologética, mas a sua obra mais importante foi a História Eclesiástica, onde ele narra a história da Igreja das origens até 303. Refere-se ao ministério exercido por Pedro:
Pedro, de nacionalidade galileia, o primeiro pontífice dos cristãos, tendo inicialmente fundado a Igreja de Antioquia, se dirige a Roma, onde, pregando o Evangelho, continua vinte e cinco anos Bispo da mesma cidade.
  • Epifânio (315-403 d.C.), Bispo de Constância (também foi Bispo de Salamina e Metropolita do Chipre) fala da sucessão dos Bispos de Roma:
A sucessão de Bispos em Roma é nesta ordem: Pedro e Paulo, Lino, Cleto, Clemente etc…
  • Doroteu:
Lino foi Bispo de Roma após o seu primeiro guia, Pedro.
  • Optato de Milevo:
Você não pode negar que sabe que na cidade de Roma a cadeira episcopal foi primeiro investida por Pedro, na qual Pedro, cabeça dos apóstolos a ocupou.”
  • Cipriano (martirizado em 258), Bispo de Cartago (norte da África), escreveu a obra “A Unidade da Igreja” (De Ecclesiae Unitate), onde diz:
A cátedra de Roma é a cátedra de Pedro, a Igreja principal, de onde se origina a unidade sacerdotal.
  • Santo Agostinho (354 – 430):
A Pedro sucedeu Lino.

O Novo Testamento inclui duas epístolas cuja autoria é atribuída a Pedro: A “Primeira Epístola de São Pedro e a Segunda Epístola de São Pedro”.

A partir da década de 1950 intensificaram-se as escavações no subsolo da Basílica de São Pedro, lugar tradicionalmente reconhecido como provável túmulo do apóstolo e próximo de seu martírio no muro central do Circo de Nero. Após extenuantes e cuidadosos trabalhos, inclusive com remoção de toneladas de terra que datava do corte da Colina Vaticana para a terraplanagem da construção da primeira basílica na época de Constantino, a equipe chefiada pela arqueóloga italiana Margherita Guarducci encontrou o que seria uma necrópole atribuída a Pedro, inclusive uma parede repleta de grafitos com a expressão Petrós Ení, que, em grego, significa “Pedro está aqui”.

Também foram encontrados, em um nicho, fragmentos de ossos de um homem robusto e idoso, entre 60-70 anos, envoltos em restos de tecido púrpura com fios de ouro que se acredita, com muita probabilidade, serem de Pedro. A data real do martírio, de acordo com um cruzamento de datas feito pela arqueóloga, seria 13 de outubro de 64 d.C. e não 29 de junho, data em que se comemorava o traslado dos restos mortais de Pedro e São Paulo para a estada dos mesmos nas Catacumbas de São Sebastião durante a perseguição do imperador romano Valeriano em 257.

Realmente, temos ainda muito que aprender e desmitificar a respeito da vida dos 12 apóstolos de Jesus. O próximo de quem vamos tratar é o apóstolo São Tiago. Como terá sido a vida desse ilustre homem de fé? Até semana que vem, abençoados! Paz extrema a todos! \m/_

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fontes: Bíblia de Estudo de Genebra (Editora Cultura Cristã) e Wikipedia.

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