Arquivo de apóstolos

Aparentes contradições da Bíblia – 23. Uma praga que matou vinte e… quantos mil mesmo?

Postado em Pessoal com as tags , , , em 05/05/2012 por Amauri Menezes

 

Números 25.9 fala de uma praga que matou vinte e quatro mil, porém em 1Coríntios 10.18 fala que foram vinte e três mil os mortos.

Alguns alegam contradição, mas na verdade o que falta é atenção na leitura do contexto a que Paulo se refere. Lendo 1Coríntios 10.7, podemos constatar que Paulo está falando da ocasião em que o povo  de Israel adorou o bezerro de ouro (Êx. 32.6). Só que aí surge outro problema: se Paulo está falando do caso do bezerro de ouro, Êxodo 32.38 fala que naquele dia caíram uns três mil homens, e Paulo fala em vinte e três mil. Então, o mais provável é que o apóstolo Paulo tenha se equivocado quanto ao número de mortos. Será?

Errado! 1Coríntios 10.8 se refere sim ao ocorrido  em Números 25.9, porém Números 25.9 deixa claro que vinte e quatro mil foram os que morreram da praga, e é bem provável que essa praga não durou apenas um dia, pois o apóstolo Paulo, em 1Coríntios 10.8 fala que num só dia caíram vinte e três mil; o que dá a entender que em dias subsequentes morreram mais mil homens.

 

Texto de Amauri Menezes, Metal Missionary.

Confira como foi o show de lançamento do CD do Apóstolo Estevam Hernandes.

Postado em Eventos, Igreja, Música com as tags , , , , em 23/04/2012 por Amauri Menezes

 

O lançamento do CD Inesquecível do Apóstolo Estevam Hernandes aconteceu no último dia 13 de abril na tradicional casa de shows Via Funchal em São Paulo e teve um grande público e diversas participações especiais. O CD reúne clássicos da banda Katsbarnea e canções escritas por Estevam Hernandes em parceria com outros cantores.

A abertura aconteceu com a dupla “Para nossa Alegria” sentados em um sofá amarelo relembrando o famoso vídeo da internet aonde cantaram a música “Galhos Secos”.

Depois houve a entrada do ministério Renascer Praise que cantou algumas músicas como a inedita “Espírito Santo”. Logo após Kleber Lucas também abriu o show com vários sucessos de sua carreira.

Após estas aberturas houve o show com o Apóstolo Estevam e a sua banda que foi intitulada de “Inesquecível” cantando vários clássicos do Katsbarena como “Sepulcro Caiado”, “Invasão” e “Gênesis”.

Durante o show houve uma homenagem por parte da gravadora Canzion Brasil relacionada a posição alcançada do CD Inesquecível no iTunes que chegou ao top 10 da loja virtual.

Fonte: Gospel+
Com informações de Twitteiros Gospel

Aparentes contradições da Bíblia – 8. A conversão de Paulo

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , em 29/03/2012 por Amauri Menezes

 

Atos 9.3-8 conta como aconteceu a conversão de São Paulo; ali no v. 7 diz que seus compaheiros de viagem ouviram a voz que falava com ele, mas não viam ninguém. Em Atos 22.6-11, o próprio Paulo contando, diz que eles viram a luz, mas não perceberam  o sentido  da voz que falava com ele. E, em Atos 26.13-18, Paulo conta que a luz brilhou ao redor dele e dos seus companheiros. Mas a pergunta é: eles ouviram a voz de Jesus ou não? eles O viram, ou só paulo quem O viu?

Bom, fica fácil entender quando lemos atentamente os textos em questão: os companheiros de Paulo ouviram a voz que falava com ele mas não entenderam o sentido do que foi falado; eles viram a luz, mas não viram ninguém, pessoa nenhuma.

Texto de Amauri Menezes, Metal Missionary.

Aparentes contradições da Bíblia – 7. A morte de Judas Iscariotes

Postado em Pessoal com as tags , , , em 27/03/2012 por Amauri Menezes

 

Mateus 27.5 conta que Judas, depois de sentir e demonstrar seu remorso pelo pecado cometido, atirou as moedas para o santuário, retirou-se e foi enforcar-se. Porém, Atos 1.18 diz que ele adquiriu um campo com aquele dinheiro e jogando-se do alto se espatifou todo.

Duas perguntas: 1. Judas morreu enforcado ou precipitou-se? 2. Foi ele ou foram os judeus que compraram o campo?

Afinal, Mateus 27.6-8 diz que foram os sacerdotes que compraram o campo.

Pode-se dizer que, indiretamente, Judas comprou o campo quando devolveu o dinheiro aos principais sacerdotes e anciãos, que, por sua vez, compraram um cemitério para estrangeiros, chamado Campo de Sangue, com as trinta moedas de prata.

Quanto à forma da morte, é possível que durante o enforcamento, ou mesmo depois, seu corpo tenha caído no chão e foi rompido ou decomposto.

 

Texto de Amauri Menezes, Metal Missionary (com citações da Bíblia de Estudo de Genebra).

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 14- São Matias

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , em 10/09/2011 por Amauri Menezes

Segundo a Bíblia, Matias foi o discípulo escolhido para substituir Judas Iscariotes como apóstolo de Jesus Cristo.

Conforme o relato da Bíblia, logo no capítulo inicial dos Atos dos Apóstolos, após a morte e ascensão de Jesus ao céu, o apóstolo Pedro, observou que o Rei Davi escrevera no Salmo 109:8 (segundo apresentado nas seguintes traduções):

“Tome outro seu cargo de superintendência” – NM – Tradução do Novo Mundo
“Tome outro o seu bispado” – Novo Testamento, Salmos e Provérbios da Sociedade Bíblica do Brasil

Pedro aplicou esta declaração das Escrituras Hebraicas à necessidade de substituir Judas que se havia tornado traidor. Assim, propôs aos aproximadamente cento e vinte discípulos reunidos que a vaga fosse preenchida. A congregação referiu os nomes de José Barsabás e Matias como hipóteses para a escolha. Depois de orarem em conjunto, lançaram sortes e Matias foi escolhido. Esta ocorrência, apenas poucos dias antes do derramamento do espírito santo, no dia de Pentecostes do ano 30 ou 33 EC, consoante as opiniões de alguns estudiosos, foi a última ocasião mencionada na Bíblia em que se recorreu a sortes para se saber a escolha de Deus num determinado assunto.

Segundo as palavras de Pedro registadas em Actos 1:21, 22, Matias havia sido seguidor de Jesus durante os três anos e meio do seu ministério e havia estado intimamente associado com os apóstolos. Provavelmente era um dos setenta discípulos ou evangelistas que Jesus enviou para pregar, segundo o relato de Lucas 10:1. Após a sua escolha, ele foi “contado com os onze apóstolos” pela congregação e quando o livro de Atos logo depois fala dos “apóstolos” ou dos “doze”, isso incluía Matias.

De acordo com Nicéforo, Matias primeiro pregou o Evangelho na Judéia, seguindo para a Etiópia e, posteriormente, se dirigiu para região da Cólquida (agora conhecida como Geórgia Caucasiana), onde foi crucificado. Um marco localizado nas ruínas da fortaleza romana de Gônio, atual Apsaros, nas modernas regiões georgianas de Adjara indicam que Matias estará sepultado naquele lugar.

A Sinopse de Doroteu contém esta tradição:

“Matthias in interiore Æthiopia, ubi Hyssus maris portus et Phasis fluvius est, hominibus barbaris et carnivoris praedicavit Evangelium. Mortuus est autem in Sebastopoli, ibique prope templum Solis sepultus.”

Cuja tradução é:

“Matias pregou o Evangelho aos bárbaros e canibais no interior da Etiópia, onde a Baía de Hyssus se encontra, na foz do Rio Fásis. Ele faleceu em Sebastopólis e está sepultado aqui, próximo ao Templo do Sol.”

Um trecho dos Atos Coptas de André e Matias localiza sua atividade similarmente na “Cidade dos Canibais”, na Etiópia. Alternativamente, outra tradição, menos confiável, menciona que Matias foi enterrado em Jerusalém pelos judeus, onde teria sido decapitado.

Já a tradição, narrada por Hipólito de Roma, informa que Matias teria morrido em idade avançada em Jerusalém.

Muito bem, até aqui estudamos as biografias dos Doze Apóstolos de Jesus, a primeira escola apostólica da Igreja. Porém, a Biblia fala de outros apóstolos que vieram depois destes: Paulo, Tiago (irmão do Senhor) e Barnabé também são denominados apóstolos, embora não foram diretamente discipulados pelo Senhor! Paulo se converteu bem depois e, mesmo tendo sido diretamente chamado por Jesus, não foi discipulado por Ele; Tiago, mesmo sendo irmão do Senhor, só veio a crer Nele como Messias, depois de Sua ascensão; e Barnabé também foi enviado depois do discipulado dos Doze. Sobre estes apóstolos e os que até hoje exercem o apostolado é que falaremos num próximo estudo. Então, a série sobre os Doze termina aqui. Mas ainda há o que falar!

Deus abençoe a todos! Paz extrema!

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: Wikipedia.

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 13- Judas Iscariotes

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , em 08/09/2011 por Amauri Menezes

Judas Iscariotes (em hebraico יהודה איש־קריות, Yehudhah ish Qeryoth; em grego bíblico Iouda Iskariôth – Mc 3, 19; 14, 10; Lc 6; 16 – ou Iouda Iskariotes – Mt 10, 4; Lc 22, 3; Jo 12, 4) foi um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, que, de acordo com os Evangelhos, veio a ser o traidor que entregou Jesus Cristo aos seus capturadores por 30 moedas de prata. Era filho de Simão de Queriote (Jo 6, 71; 13, 26). Judas, em grego Ioudas, é uma helenização do nome hebraico Judá (יהודה, Yehûdâh, palavra que significa “abençoado” ou “louvado”), sendo, por sinal, o nome de apóstolo que mais vezes aparece nos Evangelhos (vinte vezes) depois do de Simão Pedro.

São várias as explicações etimológicas que, ao longo dos tempos, foram surgindo para o nome “Iscariotes”. A mais provável é uma conotação política, ligando-o ao grupo dos sicários, uma ramificação do grupo dos zelotes que perpetrava violentos ataques – geralmente com punhais, e daí o seu nome latino de sicarii – contra as forças romanas na Palestina. Por isso, se argumenta que Judas Iscariotes, alegadamente, teria sido um membro deste grupo e que o seu nome seria a transliteração de homem do punhal, em hebraico ish sicari. Outros derivam o seu nome do aramaico saqar, palavra que significava alguém “mentiroso”, que é “falso”.

Outra possibilidade é que Iscariotes fosse usado como apelido, em hebraico ish Qeryoth, que significa homem de Queriote. (João 6:71; 13:26) Também, podia ser designado filho/descendente/natural de Queriote. Queriote – de acordo com a interpretação inicialmente veiculada por São Jerónimo – seria o nome simplificado da aldeia, ou mais provavelmente um conjunto de aldeias, de Queriote-Ezron (Josué 15:21) – nome que significa “cidades de Ezron” – localizada na província romana da Judéia (no território da Tribo de Judá) e que é comumente identificada com a moderna Qirbet el-Qaryatein, situada a cerca de 20 km a Sul de Hébron.

Judas Iscariotes foi escolhido como um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, sendo apresentado, na listagem dos seus nomes, sempre em último lugar (Mateus 10, 2-4; Marcos 3, 16-19; Lucas 6, 13-16). Mais tarde, ele tornou-se infiel e iníquo, conforme apresentado no Novo Testamento. Era o encarregado da bolsa do dinheiro dos apóstolos: «tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava» (João 12, 6). Teria demonstrado exteriormente a sua fraqueza na cena da unção com óleo perfumado em Betânia, onde testemunhou que estava mais apegado ao dinheiro do que propriamente aos gestos concretos com que Jesus demonstrava a sua missão (João 12, 1-6).

Embora os Evangelistas digam claramente que «Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar» (João 6, 64) e tivesse sido, de algum modo, aduzido e predito, caso se leia o Salmo 55 como uma referência ao que viria a suceder com Jesus, que o traidor seria um “amigo íntimo” – «Pois não era um inimigo que me afrontava; então eu o teria suportado […] Mas eras tu, homem meu igual, meu guia e meu íntimo amigo» (Salmo 55, 12-13) -, não é certo nem correto afirmar-se que estivesse predestinado quem seria o traidor.

Judas entregou Jesus por 30 moedas de prata (Mateus 26, 15; 27, 3), que provavelmente seriam siclos e não denários como frequentemente se julga e afirma. Esse era o preço de um escravo (Êxodo 21, 32). De acordo com o autor do Evangelho de Mateus, os principais sacerdotes decidiram não colocar essas moedas no Tesouro do Templo de Jerusalém, mas, em vez disso compraram um terreno no exterior da cidade para sepultar defuntos (Mateus 27, 6.7). Segundo Zacarias, profeta do Antigo Testamento, a vida e o ministério do prometido Messias (ou Cristo) seria avaliado em 30 moedas de prata (Zacarias 11, 12-13). Isto significava que, segundo a leitura dos acontecimentos feita pelo evangelista Mateus, os líderes religiosos judaicos foram induzidos a avaliar a vida e ministério de Jesus de Nazaré como dotada de bem pouco valor.

A motivação da sua ação é justificada ou explicada, nos Evangelhos, de diferentes modos. Assim, nos Evangelhos mais antigos, os de Mateus e de Marcos, tal deveu-se à sua avareza (Mateus 26, 14-16; Marcos 14, 10-11). Já nos Evangelhos de Lucas e de João o seu procedimento é subordinado à influência direta de Satanás – ο σατανας – (Lucas 22, 3; João 13:2. 27) sobre as suas ações.

Os autores do Novo Testamento, relendo à luz da sua Fé as escrituras do Antigo Testamento, procuraram, de algum modo, mostrar que a morte de Judas fora análoga à que as Escrituras apresentavam para o “desesperado” (II Samuel 17:23: «Vendo Aitofel que se não tinha seguido o seu conselho, albardou o jumento, e levantou-se, e foi para sua casa [...], se enforcou e morreu») e para o “ímpio” (Sabedoria 4:19: «Em breve os ímpios tornar-se-ão cadáver sem honra, objeto de opróbrio para sempre entre os mortos: o Senhor os precipitará de cabeça para baixo, sem que digam palavra, e os arrancará de seus fundamentos. Serão completamente destruídos, estarão na dor e sua memória perecerá.»).

Assim, no caso do Mateus 27:5 se relata que Judas Iscariotes ao sentir remorsos decide suicidar-se por enforcamento: «E Judas, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar», e no livro dos Atos 1:18, o seu autor conta que caiu de cabeça para baixo, rebentando ruidosamente nos rochedos pelo meio: «Adquiriu um campo com o salário de seu crime. Depois tombando para frente arrebentou ao meio e todas as vísceras se derramaram». Procurando-se harmonizar e combinar os dois relatos da sua morte pode-se dizer que Judas se terá enforcado, mas que a corda – ou o ramo da árvore onde esta estava atada – se terá quebrado. A vaga por ele deixada – segundo Atos 1:26 – foi preenchida por Matias.

Existe uma lenda de que Judas (segundo outros autores, seria Simão de Cirene) teria sido crucificado no lugar de Jesus Cristo. A “teoria da substituição” aparentemente se fundamentaria no Alcorão (ou Corão): «E por os judeus dizerem: “Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o Mensageiro de Alá Deus”, embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam, quanto a isso, estão na dúvida, porque não possuem conhecimento algum, abstraindo-se tão-somente em conjecturas; porém, o fato é que não o mataram.» (Alcorão, surata 4 § 157)

Mas a explicação mais coerente da Surata 4 § 157, à luz de todos os textos do Alcorão, é que os judeus eram incapazes de se gloriarem de terem matado Jesus, porque efetivamente era Deus quem estava no controle dos acontecimentos e quem permitiu que Jesus Cristo morresse numa Cruz. A “Teoria da Substituição” não é mais do que uma tentativa de harmonizar a declaração de que Jesus não foi crucificado (na frase idiomática wa-lakin shubbiha lahum) com a descrição dos Evangelhos sobre a sua crucificação. Na verdade, nenhuma destas histórias tem apoio no Alcorão ou das Tradições Islâmicas autênticas, apoiando-se, isso sim, sobretudo, nos escritos polemistas do cosmógrafo do século XIV, ad-Dimashqï (Ref. “Encyclopedia Britannica”, “Judas”).

O Evangelho de Judas é um evangelho apócrifo, atribuído a autores gnósticos nos meados do século II, composto de 26 páginas de papiro escrito em copta dialectal que revela as relações de Judas com Jesus Cristo sob uma outra perspectiva: Judas não teria traído Jesus, e sim, atendido a um pedido deste ao denunciá-lo aos romanos.

Desaparecido por quase 1700 anos, a única cópia conhecida do documento foi publicada em 6 de abril de 2006 pela revista National Geographic. O manuscrito, autentificado como datando do século III ou IV (220 a 340 D.C.), é uma cópia de uma versão mais antiga redigida em grego. Contrariamente à versão dos quatro Evangelhos oficiais, este texto clama que Judas era o discípulo mais fiel a Jesus, e aquele que mais compreendia os seus ensinamentos. O seu conteúdo consiste basicamente em ensinamentos de Jesus para Judas, apresentando informações sobre uma estrutura hierárquica de seres angelicais e uma outra versão para a criação do universo.

De acordo com alguns estudiosos, Judas de Iscariotes teria sido membro da seita dos zelotes. No quadro de um Messianismo Político do 1.º Século, estaria convencido de que ele, com todo o seu poder, concretizaria a chegada do Reino tão desejado por Israel. Mas, com o tempo, terá começado a sentir-se desiludido, porque Jesus não terá correspondido aos seus ideais e expectativas. Desencantado com Jesus, o terá entregue ao Sinédrio, para assim unir o povo judeu numa revolta contra Roma e desencadear o estabelecimento imediato do Reino de Deus. (Ref.ª Diário de Noticias de 21 de maio de 2006, Secção Opinião, Anselmo Borges, Padre e Professor de Filosofia; National Geographic, Abril de 2006, pág.; História Viva, Novembro de 2003, pág. 61-5; O Processo de Judas, Dr. Remy Bijaoui, Imago, 1999). Esta visão é apresentada em muitas obras literárias e no cinema, com especial atenção para A Última Tentação de Cristo (1988), baseado no romance do mesmo nome de Nikos Kazantzakis (1954), mais tarde transformado em filme(1988) dirigido por Martin Scorsese, além do filme O Rei dos Reis, clássico sobre a vida de Jesus Cristo de 1961 dirigido por Nicholas Ray, onde apresenta Judas (interpretado com brilhantismo por Rip Torn) como um zelote, que auxilia Barrabás na luta contra a Opressão Romana, e que ao se juntar ao grupo de Jesus, ele está convencido que o Galileu instalará o Reino de Deus na Judéia, pois Jesus tem o poder de fazer milagres, e que assim, liquidará com todos os opressores romanos. Para provar o poder de Cristo, e também com a finalidade de forçá-lo a se proclamar Rei, ele entrega-o às autoridades, mas quando vê o Nazareno subjugado, açoitado, e carregando uma cruz, seu conceito sobre o Filho de Deus se desvanece, e desiludido, ele resolve se enforcar.

Outros sustentam que na realidade Judas não traiu Jesus Cristo por 30 moedas. Argumentam que ele terá agido por ordem do próprio Jesus, precipitando dessa forma a morte na cruz e a redenção da humanidade. Por fim, ele não se teria suicidado como dizem os Evangelhos canónicos, mas antes retira-se para o deserto para meditar. O Evangelho sobre Judas, escrito gnóstico do 2.º Século, “não deve ser visto como a versão verdadeira sobre o destino do apóstolo de má fama, mas como mais uma peça no quebra-cabeças dos primeiros anos do cristianismo”. (Ref.ª Veja de 12 de abril de 2006, ed. 1951, pág. 91).

Outros crêem que Judas apenas acreditava que Jesus iria reagir contra os guardas do império romano quando eles fossem pegá-lo. Se isto ocoresse, os Judeus (que não acreditavam que Jesus era o Messias) iriam se unir a eles e assim derrotar Roma. Os Judeus não acreditavam em Jesus, pois eles viam Messias como um libertador que viria de espada e destruiria Roma. Como Jesus veio em paz algumas pessoas não acreditaram e continuaram a dizer que Messias ainda viria dessa vez com uma espada na mão. Se Jesus reagisse contra os guardas que o vieram prender, como no plano de Judas, muitos judeus que antes não acreditavam iriam começar a acreditar e assim todos eles poderiam derrotar Roma juntos.

Conhecida é, também, a leitura alegórico-sapiencial que os Padres da Igreja dos primeiros séculos faziam entre o nome de Judas e a sua iniciativa de vender Jesus às autoridades como sendo análoga à venda de José, pelo seu irmão, Judá, aos ismaelitas (Génesis 37:26,27). Curioso é, ainda, o facto de o valor gemátrico do nome Judas, em hebraico, ser, precisamente, trinta – ou seja, o valor pelo qual ele entregou Jesus -, por alguns intérpretes entendido como sinal de que, ao trair o seu Mestre, Judas estava, igualmente, a trair a sua própria pessoa.

A tragédia associada ao drama da vida e da morte de Judas Iscariotes foi, desde sempre, uma das mais prolixas inspirações para a criação de obras artísticas. Assim pode-se vê-lo:

  • na última Ceia: Leonardo da Vinci, Milão;
  • no pagamento da traição: Giotto, Pádova; Fra Angelico, Florença;
  • na entrega de Jesus: mosaico de Santo Apolinário Novo, Ravena; desenho de Rembrandt, Estocolmo; telas de Van Dyck, Madrid;
  • corroído de desespero ou no suicídio: Capiteis da Igreja de Vézelay, Saulieu; tímpano da entrada da Catedral, Estrasburgo.

Célebre é, também, a referência que Dante Alighieri faz a Judas na sua “Divina Comédia” ao colocá-lo, juntamente com Cassius e Brutus, assassinos de Julio César, na maior profundidade dos infernos e apresentando-o a ser continuamente devorado pelo príncipe das profundezas, Lúcifer:

“Quell’ anima là sù c’ha maggior pena”, / disse ’l maestro, “è Giuda Scarïotto, / che ’l capo ha dentro e fuor le gambe mena.”

“O que sofre lá em cima a dor mais lancinante”, / disse o Mestre, “é Judas Iscariotes, / que tem a cabeça dentro e esperneia as pernas para fora.”

Em 2011, a cantora estado-unidense Lady Gaga lançou a canção “Judas”, contida no seu terceiro álbum de estúdio, Born This Way, como single. Ela é sobre a luta dela,quer amar a Jesus porem ama a Judas.

Na cultura popular:

  • O beijo de Judas tornou-se no símbolo da amizade falsa e da hipocrisia.
  • Em alguns países, adoptou-se o costume da Malhação de Judas, onde se costuma espancar e queimar publicamente, no Sábado de Aleluia, um boneco de palha que personificaria o traidor de Cristo.
  • O filme Jesus Cristo Superstar apresenta os últimos dias de Jesus sob o ponto de vista de Judas.
  • A Musica Judas Be My Guide,da banda Iron Maiden, fala sobre a situação atual do mundo com as guerras, e fala em um trecho que tudo esta a venda se referindo, claramente sobre a vida de Jesus que foi trocada por 200 moedas de prata
  • Outra musica Judas, da cantora Lady GaGa, fala sobre ela ter se apaixonado por um Judas.

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: Wikipedia.

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 12- São Simão

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , , , em 06/09/2011 por Amauri Menezes

Simão, dito Simão, o Zelote ou Simão, o Cananeu, foi um dos discípulos de Jesus Cristo que fazia parte do grupo dos doze apóstolos. É referido como o Cananeu de acordo com o Livro de Mateus e como o Zelote no Livro de Lucas e em Atos dos Apóstolos.

A palavra grega Cananeu e a palavra Zelote, derivada do aramaico, significam a mesma coisa: “zeloso”. Supõe-se por esse apelido que Simão pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.

O momento no qual se ocorreu o chamamento de Simão para se unir aos apóstolos não é muito claro na Bíblia. Sabe-se apenas que foi convidado ao mesmo tempo que André, Simão Pedro, Tiago e João, filhos de Zebedeu, Judas Iscariotes e Judas Tadeu (Mateus 4:18-22).

Não se sabe ao certo qual teria sido o ministério de Simão posteriormente. Algumas tradições o colocam como grande auxiliador no estabelecimento do cristianismo no Egito, juntamente com São Marcos e São Filipe e na Síria. Sua pregação era bem parecida com a dos outros quatro Apóstolos que foram para o Oriente, tida por alguns como ascética e judaica, tal como aquelas preservadas na Epístola canônica de Judas.

Encontrou o martírio na cruz ou, segundo outras tradições menos seguras, pela fogueira, na Armênia. Mas a tradição católica diz que Simão foi martirizado sendo cortado ao meio, vivo, por um serrote.

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: Wikipedia.

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 11- São Judas Tadeu

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , em 04/09/2011 por Amauri Menezes

São Judas Tadeu foi um santo cristão e um dos doze apóstolos de Jesus. Seus outros nomes são Judas Tadeus, Judas Lebeus e Judas, irmão de Tiago. Ele é também conhecido como São Tadeu (em grego: Θαδδαῖος, transl. Thaddæus ou Thaddaeus em diferentes versões da Bíblia), e como São Matfiy (Фаддей, он же Иуда Иаковлев или Леввей, em russo) na tradição ortodoxa russa (junto com São Judas). Ele é às vezes erroneamente identificado como sendo Judas, “irmão de Jesus, e não deve ser confundido com Judas Iscariotes, também outro apóstolo, que traiu Jesus.

A Igreja Apostólica Armênia honra Tadeu juntamente com São Bartolomeu como santo padroeiro e responsável por ter levado o Cristianismo à Arménia. É o santo patrono das causas desesperadas e das causas perdidas na Igreja Católica Romana.

O atributo de São Judas é a maça. Ele também é geralmente mostrado nos ícones com uma chama à volta da cabeça, que representa a sua presença durante o Pentecostes, quando ele recebeu o Espírito Santo juntamente com os outros Doze apóstolos. Outro atributo comum é ver Judas Tadeu segurando uma imagem de Jesus Cristo, a imagem de Edessa. Em algumas ocorrências, ele pode ser visto segurando um rolo ou um livro (supostamente a Epístola de Judas) ou uma régua de carpinteiro.

Judas é claramente distinto de Judas Iscariotes, outro discípulo que seria o traidor de Jesus. Judas é uma tradução do nome Ιούδας do original grego do Novo Testamento, o que por sua vez é uma variante de Judá, um nome muito comum entre os judeus da época.

“Judas, filho de Tiago” ou “Judas de Tiago” (na Vulgata, Iudam Iacobi et Iudam Scarioth qui fuit proditor”) é mencionado apenas duas vezes no Novo Testamento: nas listas apostólicas de Lucas, no Evangelho e nos Atos dos Apóstolos. O Evangelho de João também menciona uma vez – em João 14:22 um discípulo chamado “Judas (não o Iscariotes)”, o que geralmente é aceito como sendo Judas Tadeu, embora alguns estudiosos vejam esta identificação como sendo incerta. A frase “Judas de Tiago” pode igualmente ser entendida como uma relação entre irmãos ou de pai e filho e, por isso, as opiniões se dividem sobre Judas, o apóstolo, ser a mesma pessoa que Judas, irmão de Jesus, que é mencionado em Marcos 6:3 e Mateus 13:55-57 (juntamente com outros irmãos, inclusive Tiago, o Justo), considerado pela tradição como sendo o autor da Epístola de Judas. Alguns católicos acreditam que os dois Judas são a mesma pessoa, enquanto que os protestantes não.

Nas listas apostólicas de Mateus e Marcos, não se fala em Judas, mas em Tadeu (ou, em alguns manuscritos de Mateus 10:3, “Lebeus, de sobrenome Tadeu”). Isto levou muitos cristãos desde os primeiros anos a harmonizar as listas propondo um “Judas Tadeu”, conhecido por ambos os nomes. Esta proposta se torna ainda mais plausível pelo fato de que “Thaddeus” parece ter sido um apelido. Uma complicação adicional está no fato de que o nome “Judas” foi manchado por Judas Iscariotes. Já se argumentou que por isso não é surpreendente que Marcos e Mateus se refiram a ele por um outro nome.

Alguns estudiosos bíblicos rejeitam esta teoria, porém, defendendo que Judas e Tadeu não são a mesma pessoa. Outros então propuseram teorias alternativas para explicar a discrepância: uma substituição de um pelo outro ainda durante o ministério de Jesus por conta de uma suposta apostasia ou morte; a possibilidade que “doze” seria um número simbólico ou uma estimativa ou simplesmente que os nomes não foram preservados de forma exata pela igreja antiga.

Tadeu, o apóstolo, é ainda geralmente entendido como sendo distinto de Tadeu de Edessa, um dos Setenta Discípulos.

A tradição conta que São Judas pregou o Evangelho na Judeia, Samaria, Idumeia, Síria, Mesopotâmia e Líbia antiga. Acredita-se também que ele visitou Beirute e Edessa, embora o emissário desta última missão seja também identificado por outras fontes como sendo Tadeu de Edessa, um dos Setenta. Sua morte teria ocorrido junto com a de Simão, o zelote na Pérsia, onde teriam sido martirizados.

A lenda reporta ainda que São Judas teria nascido de uma família judaica em Paneas, uma cidade na Galileia que, quando foi posteriormente reconstruída pelos romanos, foi renomeada para Cesareia de Filipe. É quase certo que ele falava tanto o grego quanto o aramaico, assim como os seus contemporâneos naquela região, e que era um fazendeiro de profissão. Ainda de acordo com a lenda, São Judas era filho de Cleofas e sua esposa, Maria, uma irmã da Virgem Maria. Esta mesma tradição afirma que seu pai fora assassinado por sua devoção aberta e irrestrita ao Cristo ressucitado.

Embora São Gregório, o Iluminador seja creditado como sendo o “Apóstolo dos Armênios”, quando ele batizou o rei Tiridates III da Armênia em 301 d.C., convertendo os armênios, os apóstolos Judas e Bartolomeu são tradicionalmente acreditados como tendo pela primeira vez levado o cristianismo para a Armênia e são, por isso, venerados como santos padroeiros pela Igreja Apostólica Armênia. Ligada à esta tradição estão os mosteiros de São Tadeu (hoje no norte do Irã) e o São Bartolomeu (hoje no sudeste da Turquia), ambos tendo sido construídos no que então era parte da Armênia (província romana).

Suas relíquias se encontram supostamente na Basílica de São Pedro, em Roma, para onde teriam sido trasladadas e são veneradas até hoje.

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: Wikipedia.

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 10- São Tiago Menor

Postado em Igreja, Pessoal com as tags , , , , , , , em 29/08/2011 por Amauri Menezes

Tiago, filho de Alfeu, também conhecido como Santiago Menor (para distingui-lo de Santiago Maior), é referido no Novo Testamento como irmão do apóstolo Judas e filho de Maria, esposa de Cléofas. Segundo a Igreja Católica, foi o primeiro bispo de Jerusalém (anos42 a 62 d.C) e o mesmo que escreveu a epístola canônica de São Tiago, uma das Epístolas do Novo Testamento. Alguns consideram que ele e Tiago, o Justo são a mesma pessoa, porém essa tese não se fundamenta pois no início da Espístola de Tiago ele se denomina irmão do Senhor (Jesus).

Tiago consta da lista dos doze apóstolos, da mesma maneira que Santiago Maior: Mt 10:3, Mc 3:18, Lc 6:15, At 1:13. Também é mencionado quando sua suposta mãe aparece em Mc 15:40, onde lhe é dado o epíteto “o menor” (Almeida RA) ou “o mais jovem” (NVI), dependendo da versão, e em Mt 27:56.Tiago Apóstolo

Segundo o Evangelho de São Mateus Jesus escolheu doze companheiros para seus discípulos. Simão (que foi chamado de Pedro) e seu irmão André, Tiago e seu irmão João, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago, Tadeu, Simão Cananeu e Judas Iscariotes. O próprio Jesus os chamou de apóstolos, em Lucas 6: 13, palavra que em grego significa “enviados” e a eles coube a tarefa de iniciar a evangelização do mundo.

Tiago, irmão de João, é conhecido como Tiago Maior e após a crucificação de Cristo, teria saído em direção à península Ibérica na região da Galiza, para pregar o cristianismo. No entanto, poucos habitantes da região teriam se convertido. Não obtendo o resultado esperado Tiago teria voltado àPalestina.

No ano de 42 em Cesareia Palestina, Tiago foi perseguido por ordem do rei Herodes Agripa I, que mandou prendê-lo, decapitá-lo e jogar os seus restos para os cães. Diz a lenda que esses restos foram recolhidos por dois de seus discípulos, Atanásio e Teodoro, e levados secretamente à Espanha, local onde Tiago havia manifestado o desejo de ser enterrado. Após sete dias de viagem, de barco, chegaram nas costas galegas de Iria Flávia, perto da atual vila de Padrón. Os discípulos de Tiago pediram permissão para a rainha Lupa, uma dama pagã rica e influente, que vivia na vila de Lupariou ou de Francos a pouca distância de Santiago de Compostela, para depositar os restos de sue mestre em seu feudo, mas ela não permitiu que o enterrem em sua propriedade. No entanto, uma onda de milagres atribuídos a Tiago acabaram por convencê-la. Um desses milagres foi presenciado por ela e segundo a tradição foi este o motivo da sua conversão ao Cristianismo.

“A chamada rainha Lupa, simulando uma mudança de opinião, levou os dois discípulos ao Monte Iliciano, hoje conhecido como Pico Sacro, e ofereceu-lhes dois bois selvagens que viviam em plena liberdade e mais um carro para transportar os restos do apóstolo Tiago desde Padrón até Santiago. Os discípulos chegaram perto dos animais, que para assombro de Lupa, deixaram que lhes colocassem os arreios mansamente. Frente esta cena, Lupa decide abandonar as suas crenças e converter-se ao Cristianismo”.

Muitos creem que Tiago foi enterrado num lugar chamado Libredunnum, onde há muito tempo havia um cemitério romano, em 44 d.C.. Com as invasões bárbaras a queda do Império Romano e posteriormente, com as invasões muçulmanas, o túmulo acabou sendo “esquecido” ou perdido.

Flávio Josefo em sua obra Antiguidades Judaicas narra que um certo Tiago tomou para si o encargo de dirigir a Igreja de Jerusalém após a partida dePedro e que participou ativamente do primeiro Concílio da Igreja, que tratava da questão da circuncisão e da pregação do evangelho para os pagãos, evento este que teria ocorrido por volta de 54 d.C.. De fato, tal tradição é reconhecida e confirmada por Eusébio de Cesaréia, que narra ter sido este apóstolo o líder da comunidade cristã daquele local por cerca de dezoito anos e que sua conduta piedosa e atuante provocou a fúria dos sacerdotes judeus, em especial o sumo sacerdote Anás II, que instigaram as turbas a trucidarem o apóstolo, apedrejando-o até a morte. Uma tradição relatada por Eusébio de Cesareia, esta menos confiável, nos conta que por não renegar e tampouco amaldiçoar o nome de Jesus foi atirado doPináculo do Templo e que sobreviveu à queda, sendo consumado seu martírio com uma pá de pisoeiro. Mas aqui está se falando do Tiago, irmão de Jesus, não do filho de Alfeu, do qual pretendíamos tratar.

Geralmente Santiago Menor é identificado como sendo o apóstolo Tiago, filho de Alfeu. Eusébio de Cesareia relata a tradição de identificar o chefe da igreja cristã primitiva em Jerusalém com Tiago, o menor, que como já falamos essa tradição não tem fundamento. Assim sendo, ficamos sem uma biografia mais aprofundada sobre esse apóstolo.

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: Wikipedia.

Série Biografia dos 12 Apóstolos de Jesus: Parte 9- São Tomé

Postado em Igreja com as tags , , , em 22/08/2011 por Amauri Menezes

São Tomé foi um dos doze apóstolos originalmente escolhidos por Jesus, segundo os Evangelhos sinóticos e os Atos dos apóstolos (Mt 10:3, Mc 3:18, Lc 6:15) havendo pouco registro além.

Alguns teólogos têm mantido discordâncias a respeito da verdadeira identidade de São Tomé. Tomé não é propriamente um prenome, mas sim a palavra equivalente a gêmeo, vindo do aramaico Tau’ma (תום), e posteriormente traduzida para o grego Didymus. Essa palavra aparece composta com o prenome Judas nalguns trechos bíblicos. Muito se discute de quem esse Judas Tomé seria irmão gêmeo. Outros, inclusive, acreditam se tratar de Judas Tadeu, irmão de Tiago Menor, tendo-se confundido-o com uma terceira pessoa apenas porque seu nome teria aparecido com a alcunha Gêmeo algumas vezes em vez de Tadeu.

Fato é que a tradição católica e ortodoxa, bem como fortíssimos indícios indianos dos católicos nativos de Malabar, apoiam a existência deste apóstolo, sua missão evangelizadora e seu martírio. De fato, no século XVI os portugueses que chegaram à região disseram ter descoberto a cripta do santo, suas relíquias e, inclusive, um pedaço de uma das lanças com as quais fora morto com o sangue ainda coagulado. Acrescente-se a isto que todos os antigos martirológios mencionam a ida de São Tomé à Índia, sua pregação e seu martírio, transpassado por lanças empunhadas por hindus.

Tradições sírias também alegam que o nome completo do apóstolo era Judas Tomé, ou Jude Tomé. Alguns dizem ter visto nos Atos de Tomé (escrito na Síria oriental entre os séculos II e III) uma identificação de São Tomé com o apóstolo Judas Tadeu, filho de Tiago. No entanto, a primeira frase desse Atos segue os Evangelhos e os Atos dos Apóstolos, distinguindo os apóstolos Judas Tomé e Judas Tadeu.

São Tomé aparece numas poucas passagens no Evangelho de João. Em João 11:16, quando Lázaro morre, os discípulos resistem à decisão de Jesus para que retornem à Judeia, onde os judeus tentaram apedrejar Jesus. O Mestre está determinado, mas é Tomé que toma a palavra final: Vamos todos, pois poderemos morrer com Ele. Alguns interpretam esse como uma antecipação ao conceito teológico paulínio de morrer com Cristo.

Ele também fala na Santa Ceia em João 14:5. Jesus assegura seus discípulos que eles sabem aonde ele irá, mas Tomé protesta que eles não sabem de fato. Jesus retruca a ele aos pedidos de Filipe com uma complexa exposição de seu relacionamento com O Pai.

A aparição mais famosa de Tomé no Novo Testamento está em João 20:24-29, quando duvida da ressurreição de Jesus e exige que necessita sentir Suas chagas antes de se convencer. Essa passagem é a origem da expressão Tomé o Incrédulo bem como de diversas tradições populares similares, tal como Fulano é feito São Tomé: precisa ver para crer.. Após ver Jesus vivo, Tomé professa sua fé em Jesus; a partir de então ele é considerado Tomé o Crente.

Da mesma forma que se acredita que Pedro e Paulo disseminaram as sementes do cristianismo pela Grécia e Roma, Marcos pelo Egito e João pela Síria e Ásia Menor, Tomé teria levado a Palavra à Índia. Como “prova” das passagens de São Tomé pelo mundo, são-lhe atribuídas formas e marcas em pedras que se assemelham a pegadas, algumas de tamanho gigantesco. É o caso, por exemplo, da lenda sobre a “pegada” no Pico de Adão.

Eusébio de Cesareia[7] cita Orígenes como quem afirma ter sido Tomé o apóstolo dos partos, mas Tomé é mais conhecido como missionário na Índia por meio dos Atos de Tomé, escrito em torno do ano 200 d.C.

As várias denominações da moderna da Igreja oriental dos Cristãos de São Tomé atribuem suas origens à sua tradição oral, datada de fins do século II, que alega ter Tomé chegado a Maliankara, próxima à vila de Moothakunnam, na região de Paravoor Thaluk, em 52 d.C. Esse vilarejo está localizado a 5 km de Kodungallur, no Estado indiano de Kerala, e contém as igrejas dedicadas a São Tomé popularmente conhecidas como Ezharappallikal (Sete igrejas e meia). Essas igrejas estão em Cranganor, Coulão, Niranam, Nilackal (Chayal), Kokkamangalam, Kottakkayal (Paravoor), Palayoor (Chattukulangara) e Thiruvithamkode – a meia-igreja.

Pesquisa feita por Amauri Menezes, Metal Missionary.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Tom%C3%A9_(ap%C3%B3stolo)

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